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Destaque

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Ficou de cara com a foto? Saca o vídeo:

São onze discos em vinil, sendo que cinco deles são os discos de estúdio (Psychocandy, Darklands, Automatic, Honey’s Dead, Stoned & Dethroned e Munki) remasterizados na metade da velocidade de gravação e a partir das fitas originais. Os outros discos incluem basicamente todos os registros do grupo ao vivo na BBC e uma compilação com faixas inéditas, raridades e lados B, além de um livro de 32 páginas com entrevistas e artigos sobre a banda. Uma maravilha, mas não dá para comprar online se você estiver no Brasil.

jamc-1988

E por falar em Jesus, que tal a íntegra do show que eles fizeram no dia 29 de abril de 1988, na casa Ulu, em Londres?

O setlist segue abaixo:

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Imagina…

Lou-Reed

Lou Reed, o homem que salvou o rock’n’roll de sua primeira grande crise ao fundar o Velvet Underground ao lado de John Cale, morreu neste domingo. A causa da morte ainda não foi revelada, embora ele tenha sofrido um transplante de figado no semestre passado. Um dos nomes mais influentes da história da cultura pop no século passado, ele também foi responsável por aproximar a música pop da cultura erudita, tanto por ter sido apadrinhado por Andy Warhol quanto por aspirar elevar as letras da música pop à alta literatura. Foi o pai do punk nova-iorquino e um dos avós da Nova York que conhecemos hoje, que em nada lembra a cidade decadente em que nasceu e cresceu – além de ser o padrinho da áurea cool da era moderna, que mistura ruído, arte, poesia e design. Bukowski evoluído, Woody Allen da sarjeta – ele era um dos poucos do primeiro escalão do século passado que ainda habitava entre nós. Se você é indie, hipster, rocker, artsy, beat ou gay pode fazer sua homenagem ao velho Lou – seu mundo seria bem diferente – e pior – sem ele. Fará falta.

Qual sua principal lembrança relacionada à carreira dele?

Russell-Brand

Há um certo tempo o comediante inglês vem tentando sair de um dos cercados do showbusiness para o outro – quer que sua capacidade de fazer as pessoas rir também possa ser usada para fazê-las pensar. Faz isso ainda pela linha do humor, como quando ironizou, em uma premiação da revista GQ inglesa patrocinada pela Hugo Boss no mês passado, o fato do estilo dos nazistas estar ligado ao fato dos uniformes alemães terem sido desenhados pela grife que bancava o evento.

Russell-Brand-New-Statesman

Agora é a vez da New Statesman dar seu aval ao humorista ao entregar o cargo de editor convidado em uma edição cuja temática era “revolução” ao próprio Brand, que escreveu um longo ensaio sobre a falência do sistema político atual e a necessidade de mudarmos nossa consciência para conseguirmos abandonar paradigmas que estão enraizados em nossa noção de realidade para, aí sim, vermos mudanças de fato que beneficiem a todos. Um trecho:

We are mammals on a planet, who now face a struggle for survival if our species is to avoid expiry. We can’t be led by people who have never struggled, who are a dusty oak-brown echo of a system dreamed up by Whigs and old Dutch racists.

We now must live in reality, inner and outer. Consciousness itself must change. My optimism comes entirely from the knowledge that this total social shift is actually the shared responsibility of six billion individuals who ultimately have the same interests. Self-preservation and the survival of the planet. This is a better idea than the sustenance of an elite. The Indian teacher Yogananda said: “It doesn’t matter if a cave has been in darkness for 10,000 years or half an hour, once you light a match it is illuminated.” Like a tanker way off course due to an imperceptible navigational error at the offset we need only alter our inner longitude.

Capitalism is not real; it is an idea. America is not real; it is an idea that someone had ages ago. Britain, Christianity, Islam, karate, Wednesdays are all just ideas that we choose to believe in and very nice ideas they are, too, when they serve a purpose. These concepts, though, cannot be served to the detriment of actual reality.

The reality is we have a spherical ecosystem, suspended in, as far as we know, infinite space upon which there are billions of carbon-based life forms, of which we presume ourselves to be the most important, and a limited amount of resources.

The only systems we can afford to employ are those that rationally serve the planet first, then all humanity. Not out of some woolly, bullshit tree-hugging piffle but because we live on it, currently without alternatives. This is why I believe we need a unifying and in – clusive spiritual ideology: atheism and materialism atomise us and anchor us to one frequency of consciousness and inhibit necessary co-operation.

In 2013 (another made-up imaginary concept) we cannot afford to giggle, drivel and burp like giant, pube-covered babies about quaint, old-fashioned notions like nation, capitalism and consumerism simply because it’s convenient for the tiny, greedy, myopic sliver of the population that those outmoded ideas serve. I will never vote because, as Billy said, “It encourages them.”

Russell reforçou seu ponto em uma entrevista a Jeremy Paxman, da BBC, que, a princípio, apenas parecia disposto a ridicularizar alguém que se dispunha a uma revolução política sem nunca ter votado em sua vida, mas Russell conseguiu tomar a palavra e a atenção do entrevistador, podendo falar o que realmente queria:

A transcrição da entrevista (em inglês) segue abaixo. Se alguém quiser traduzi-la (tanto a entrevista quanto o artigo da New Statesman) basta colar aí nos comentários que eu subo de volta no post.

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say-lou-lou

Falei ontem sobre o Chet Faker e lembrei dessa parceria dele com as meninas australianas do Say Lou Lou. Olha que onda…

paul-2013

Para o primeiro clipe de seu novo disco, Paul juntou um monte de fãs famosos (entre eles Meryl Streep, Tracy Ullman, Sean Penn, Jude Law, Chris Pine, Alice Eve, Jeremy Irons e o ex-casal Depp-Moss, que não chegam a contracenar – quem mais você reconhece?) num daqueles seus clipes de tiozão gente boa. Ficou massa.

Abaixo, o making of:

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Barnabé Negron

bnegao-barnabe

O próprio Bernardo postou essa imagem no Facebook pra comemorar seu aniversário de 40 anos. É, amigo, a velhice vem…

mezzanine

Um dos grandes discos dos anos 90, Mezzanine foi recebido à época com estranheza pois aproximava o trio de Bristol de uma estética rocker avessa à pista de dança da época – mas que, com o tempo, foi revelando-se uma espécie de Screamadelica às avessas, o mais perto que a música eletrônica podia chegar do caráter épico e orgânico de bandas de rock como Clash ou Led Zeppelin. Talvez por isso nunca tenha sido relançado em vinil, fora sua primeira edição de 1998 – afinal não teve o impacto fulminante da estréia do Massive Attack (o místico Blue Lines, um disco atemporal) e foi curando entre os ouvidos de seus apreciadores com o tempo. E a Vinyl Factory acaba de anunciar a reedição analógica desse clássico temporão, que chega novamente às prateleiras no dia 11 de novembro. O disco você conhece, né…

Free-your-Mind-

E esse já tava pra aparecer há um tempinho – e, como vocês têm acompanhado, é um disco que tem prometido.