
Lembra que, há algum tempo, rolava um papo que a HBO estava transformando American Gods, o primeiro romance de Neil Gaiman, em uma minissérie? Pois o canal pago norte-americano largou o bastão e esse desafio agora está na mão da produtora FremantleMedia – e é um desafio duplo, porque os principais sucessos desta produtora (Amercian Idol, The Price is Right, X-Factor, America’s Got Talent e Family Feud) não têm nada a ver com ficção. Foi o próprio Gaiman quem confirmou em seu blog, além de cravar que seu segundo romance, Filhos de Anansi, também já está em vias de materializar-se em televisão, pelas mãos da produtora britânica Red, que faz programas para a BBC. Dedos cruzados!

Se presta ou não é outra história…

Miley Cyrus aventurou-se pelo disco madrugada dos Arctic Monkeys no Acústico MTV que acabou de gravar – e embora a versão não tenha entrado no programa oficial, mostra que essa menina, com toda a mise-en-scene que parece maluquice, sabe o que está fazendo. Ouça abaixo:

Sim, a edição de fevereiro é a última edição da Galileu sob minha direção. Fui demitido na sexta passada, em pleno fechamento da edição de março e não faço a menor idéia sobre o futuro da revista. Só sei que, como havia dito na minha retrospectiva do ano passado, esse ano Galileu foi um ano de muito aprendizado, em vários níveis, e saio de lá com a sensação de que o trabalho que vinha fazendo foi interrompido pela metade, mas disposto a seguir com meus planos por conta própria. Já tinha novidades engatilhadas e, agora, fora do escritório, vou poder dar mais atenção e empenho a elas (isso também diz respeito ao próprio Trabalho Sujo). Essa semana ainda estou devagar por motivos pessoais e devo tirar um fevereiro de madame, aproveitando o verãozão e a piscina, mas grandes novidades surgem ainda antes do carnaval. Abaixo, minha última Carta ao Leitor.

SEMPRE TEM: Perguntamos na redação se alguém tinha um iPhone quebrado e o Danilo Saraiva, da Quem, apareceu com esse
Quando foi que deixamos de fazer trabalhos manuais? Quando eu era criança — e nem faz tanto tempo assim —, gostava de montar quebra-cabeças, modelos Revell, carrinho de rolimã, além de abrir equipamentos quando meu pai deixava, normalmente eletrodomésticos velhos. Anos depois, na adolescência, comecei a tocar trombone e violão (não ao mesmo tempo) e a manutenção era uma parte tão importante quanto o uso dos instrumentos. Mas em dado momento as atividades manuais foram diminuindo — e a LER aumentando. O computador tinha entrado em nossas vidas.
Mas mesmo nos primeiros dias do computador, ainda havia alguma interação com a máquina para além da interface. Era preciso montá-lo: reunir peças e transformar HD, processador, pentes de memória, monitor, mouse, teclado e gabinete em um só aparelho. Isso também ficou no passado — e a caixa de ferramentas só sai do quartinho dos fundos quando há algum reparo rápido a ser feito em casa.
O certo é que, com a chegada do computador e da internet, deixamos as atividades manuais em segundo plano — em alguns casos, em terceiro ou quarto. Afinal, a era consumista que vivemos nos permite o luxo de, em vez de procurarmos o defeito, descartarmos o aparelho com problema. Basta lembrar quantos telefones celulares você teve nos últimos dez anos.
Esse luxo tem produzido uma montanha de lixo cada vez maior. E, mais do que isso, tem nos tornado menos práticos e mais dependentes de empresas e assistências técnicas para lidar com problemas que poderiam ser resolvidos em casa.
Mas há uma reação em curso e graças à mesma era digital que nos deixou mal acostumados: muita gente tem se reunido para retomar estas atividades — e consertar seus próprios aparelhos. O movimento “fixer” começou nos Estados Unidos, já se espalha pelo mundo e advoga que, se você não pode consertar seu próprio aparelho, você não é dono dele de verdade. Faz sentido.
Estes consertadores são o assunto de nossa matéria de capa e inspiram reflexões que vão além do descarte e da propriedade de aparelhos com problemas. Eles questionam a obsolescência programada que algumas empresas embutem em suas máquinas para que elas parem de funcionar depois de um tempo. E, como pude perceber, nossa falta de familiaridade com atividades que vão além de cliques de mouse e apertos de botões. Talvez seja o mote que precisamos para deixarmos o mundo virtual em outro plano. Vamos lá?
Alexandre Matias
Diretor de Redação
matias@edglobo.com.br

Quem foi na primeira festa Trabalho Sujo na Trackers desse ano sabe que o clima quente do verão começou ali – como dá pra ver pelas ótimas fotos da querida Ju abaixo. Foi demais!

E a mulher faz sucesso mesmo, hein… Olha só a partir de 1:30…

Morre um dos maiores artistas brasileiros, um dos maiores documentaristas da história e vítima de uma morte estúpida. Uma carreira interrompida no meio, que ainda emocionaria a muitos, com certeza. Que merda.

A Trabalho Sujo Naites perde seu prenome mas não sua autoria – Chamada apenas de NAITES, a festa dedicada à música da segunda década deste século vem com mais uma nova edição, em que eu e Danilo Cabral recebemos Taís Toti para varar a madrugada desbravando músicas de agora.
NAITES
Sábado, 1° de fevereiro de 2014
DJs: Alexandre Matias, Taís Toti e Danilo Cabral
Neu Club
Rua Dona Germaine Burchard, 421 – Água Branca. São Paulo
até 0h: R$15 entrada ou R$40 consumação
após 0h: R$25 entrada ou R$60 consumação
Horário: a partir das 23h

E pra encerrar o janeiro mais quente da história de São Paulo – e celebrar um bota-fora pessoal -, a sexta promete ser daquelas. Eu, seu anfitrião, recebo a estréia nos CDJs da querida Malu Viotti, que promete hits pra chacoalhar os quadris – pra entrar em sintonia com com o alto astral da melhor sexta feira da cidade. O rumo você já sabe – está tanto no site do Alberta #3 quanto na página do evento do Facebook – e quem quiser mandar nomes pra lista de desconto é só acionar pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h30! Vai ser demais!

Morning Phase segue a linha do belo Sea Change, o que é um ótimo ponto de partida…