Trabalho Sujo - Home

Destaque

print1

O nível de fanatismo provocado pela série True Detective em meros sete episódios pode ser exemplificado pelo trabalho do designer Nigel Evan Dennis, We keep the Other Bad Men from the Door, criado a partir de detalhes – localizações geográficas, personagens, cenas e diálogos – sobre a série. As artes de Dennis (veja algumas abaixo) estão à venda no próprio site (e pra quem não se ligou, a imagem acima é o mapa da já clássica cena de seis minutos sem cortes do quarto episódio, assista-a final desse post).

Continue

vf408

Dia lindo hoje, não?

Washed Out – “All I Know (Moby Remix)”
Solange Knowles – “Losing You”
Blood Orange – “You’re Not Good Enough”
Dorgas – “Hortência”
The National – “Graceless”
Can – “I’m So Green”
Of Montreal – “The Past is a Grotesque Animal”
Ave Sangria – “Georgia, A Carniceira”
Rita Lee + Mutantes – “Tapupukitipa”
Memory Tapes – “Green King (Creep Remix)”
MGMT – “Electric Feel (Aeroplane Remix)”
Lykke Li – “I Follow Rivers (The Magician Remix)”
Metronomy – “Love Letters (Soulwax Remix)”
Sparklehorse + Julian Casablancas – “Little Girl”

Vamo?

true-detective-

Estamos às vésperas de uma conclusão épica de True Detective, que termina hoje sua primeira temporada. A série estrelada por Matthew McConaughey e Woody Harrelson chega ao final de seu primeiro capítulo já anunciando que o segundo terá outra história, outros protagonistas, outros atores. Só o fato de zerar sua própria história a cada nova temporada permite que a série crie outra forma de lidar com suas histórias. True Detective é um tom, um gancho: histórias de detetive que fogem do comum. Como era a própria True Detective original, uma compilação de contos e casos policiais escritos por semianônimos (alguns deles, como Dashiell Hammett, tornaram-se clássicos no tema) publicados na aurora e primeira grande era do gênero policial, um dos principais gêneros do século 20. Assistiremos, portanto, nos próximos anos, pequenas histórias relacionadas a crimes e tentativas de resolvê-los.

E se o nível de envolvimento com o espectador for semelhante a esta primeira temporada, estamos diante de uma longa e importante série, que independe de personagens para continuar sendo importante – não precisamos ver Jack Bauer salvar os EUA pela milionésima vez nem cada detalhe da biografia de personagens densos e complexos em plena transformação (como as sagas de Tony Soprano, Walter White e Don Draper) nem a criação de ecossistemas ficcionais complexos (como os de Game of Thrones, Downton Abbey, The Wire e Battlestar Galactica). Tudo bem que não é a primeira série a cogitar esse formato (American Horror Story sobrevive porque nasceu assim), mas a forma como True Detective se apresentou foi determinante para atingir este patamar. Escrita por apenas uma pessoa (Nic Pizzolatto, não uma equipe liderada por ele) e dirigida por outra (Cary Joji Fukunaga), True Detective não é apenas uma história sobre um crime mal resolvido, mas fala sobre uma nova forma de consumir conteúdo audiovisual – ou o mais perto que a televisão chegou da literatura.

Ao se comprometer a contar uma história em oito capítulos divididos em oito semanas, o quarteto formado por Nic, Cary, Woody e Matthew nos conduziu em uma jornada contada em diferentes camadas. True Detective é sobre a investigação do assassinato de Dora Lange por dois detetives em 1995 e a volta do caso 17 anos depois, com depoimentos que aos poucos vão nos situando sobre quem são aqueles dois investigadores (Harrelson e McConaughey, em atuações brilhantes) e o que eles realmente fizeram no passado. Ao mesmo tempo, a série nos mostra uma série de relações, conexões e coincidências que criam uma mitologia ao redor de personagens recém-apresentados na série (muitos deles apenas um nome, um retrato, uma descrição) e a toda uma genealogia que interliga a história a cânones de literatura policial e de horror, permitindo a construção de uma mitologia em pouquíssimas semanas, viciando um público ávido por interligar dicas e buscar hiperlinks em qualquer palavra, qualquer olhar ou citação. O programa de TV também trata de uma atmosfera, uma tensão silenciosa que paira sobre rituais macabros, crimes inadmissíveis, perversões inconfessas, o Mal propriamente dito. Uma sensação de desconforto e curiosidade que torna True Detective tão irresistível quanto um vício. Junte isso a um texto que, ao mesmo tempo em que confronta a alma white trash americana a contrapõe a uma filosofia existencialista niilista, encarnada no personagem de McConaughey, Rusty Cohle.

True Detective não apenas a prova de que a conversa entre e TV e a internet é um fato – quem viveu buscando significado entre os sete primeiros episódios sempre terá uma sensação bem diferente em relação à série do que quem a assisti-la de uma vez só. Ela mostra que é possível ter sucesso – em diferentes níveis – apostando na inteligência. Sem mirar no entretenimento barato, a série prova que, em oito semanas, reputações sérias podem ser construídas, uma audiência criteriosa pode tornar-se fã instantaneamente e que é existe vida inteligente no público quando se aposta nele.

Tomara que o último episódio confirme isso.

noites07marco2014

Recuperados das folias mominas? É bom que estejam, porque aqui as coisas não param – e sexta-feira o homem-carnaval Luiz Pattoli recebe o mister soul Wilson Farina para uma pista daquelas de cansar de tanto dançar. Vambora?
Pra chegar na festa, basta seguir as coordenadas no site do Alberta #3 ou na página do evento do Facebook – e mande seus nomes pra lista de desconto até às 20h pro email noitestrabalhosujo@gmail.com. Março promete mudar tudo!

questions

Eu sei, eu sei, tou devendo o texto sobre o True Detective antes que a série acabe – e acaba nesse domingo num episódio chamado “Form and Void”. Mas o que vou escrever sobre a série diz muito mais sobre a forma que consumimos cultura do que propriamente sobre as (ótimas) teorias criadas ao redor da narrativa. Pois afinal, depois dessa do vídeo abaixo, o que mais precisa ser dito? Contém spoilers:

twinpeaks-truedetective

Era inevitável a comparação entre as duas séries – a começar pela menina morta numa terra-de-ninguém nos EUA, numa conspiração que mistura política, misticismo e policiais nada convencionais. Até que veio um cara chamado Blunt Objects e selou a referência mútua com esse mashup:

E a montagem que ilustra o post apareceu neste tweet.

2014_03_04_Noite Trabalho Sujo Trakers_064

Quem foi sabe o quanto foi épica a terça-feira gorda que promovemos na Trackers ao lado do povo da Avalanche Tropical. Quem não foi resta contentar-se com as ótimas fotos da querida Ju, abaixo:

Continue

vf407

Vamos começar março celebrando?

Metronomy – “Boy Racers”
Asiko Rock Group – “Lagos City”
Elba Ramalho – “No Som da Sanfona”
Eddie – “O Baile Betinha”
Karine Buhr – “The War’s Dancing Floor”
Clash – “Straight to Hell”
Fall – “Living Too Late”
Broken Bells – “After the Disco”
Stephen Malkmus & the Jicks – “Shibboleth”
Juçara Marçal – “Velho Amarelo”
Rapture – “Never Die Again”
Todd Terje – “Delorean Dynamite”
Caxabaxa – “Torre de Quinta”
Chromeo – “Jealous (I Ain’t With It)”
Mogwai – “Master Card”

Assim.

Meu comentarista político favorito dá nome aos bois. Nome não: sigla.

jurassic-lolcat

O estúdio tailandês We Are Camera propôs essa troca improvável e o resultado é hilário.

Vi no Laughing Squid.