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O Juntatribo tem um significado especial pra mim pois suas edições marcam minha entrada para o jornalismo. Na primeira, em 93, eu era um menino de Brasília recém-chegado a Campinas e ainda impressionado com a vida cultural de São Paulo (numa época em que a vida social da minha cidade era próxima do zero). Na segunda, eu havia acabado de ser contratado pelo jornal Diário do Povo, o segundo jornal da cidade, depois de passar pouco mais de seis meses colaborando gratuitamente com o jornal, especificamente com o caderno adolescente do título, o Diário Pirata. No mês em que comecei na redação da rua Sete de Setembro, na Vila Industrial, a segunda edição do festival seria realizado e topamos fazer uma edição inteira dedicada ao Juntatribo, funcionando como um guia não-oficial do evento. O Edson Souza encontrou uma versão e a disponibilizou online em sua página do Facebook – reproduzo-a abaixo. E lá se vão 20 anos…

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Começamos a invadir 2014 – e o primeiro espaço a ser ocupado é o já clássico Apartamento BYOB, que recebe neste sábado uma versão heavy da Noite Trabalho Sujo, em clima disco retrofuturista – muito groove pesado e beats do espaço, aquele ponto em que o funk se mistura com a new wave, em que rock e dance music são quase a mesma coisa, onde não existem fronteiras entre indie e o hip hop, entre o electro e a soul music, entre a discoteca e a música brasileira. E para ampliar ainda mais os horizontes desse sábado intergaláctico chamamos os curitibanos dos Sweet Grooves para nos presentear com mais um set de future R&B daqueles atordoantes. Prepare-se para a primeira viagem!

“Quando parecia impossível… Eles foram lá e fizeram!”
Trabalho Sujo ao Infinito e Além
Sábado, 15 de março de 2014, a partir das 23h
Com: Alexandre Matias, Babee, Luiz Pattoli e Danilo Cabral, apresentando Sweet Grooves.
Apartamento BYOB – Rua Oscar Freire, 2298, do lado do metrô Sumaré.
R$ 30 – Aceita cartões de débito e crédito

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Não é uma pergunta. Um dos nomes mais importantes da música brasileira se explica ao teclado, conversando fiado, esquecendo-se dos anos e lugares pois sua entrega é total à música. No último dia do mês passado, celebrando o aniversário do clássico disco Quem é Quem, de 1973, João Donato revisitou seus próprios standards em excelente companhia. Num show bolado pelo compadre Ronaldo e apresentado no teatro do Sesc Pinheiros, João recebeu novos e velhos amigos – as cantoras Mariana Aydar e Tulipa Ruiz (que arrepiou os pelos da nuca do público numa “Até Quem Sabe?” deslumbrante), o mestre Marcos Valle e uma versão amaciada do Bixiga 70 – e fez um show sublime, uma ode à sua própria musicalidade preguiçosa e audaz. Fiz uns vídeos e postei aí embaixo, quem quiser conferir se estou exagerando é só apertar o play – e boa viagem (e quem quiser saber mais sobre o Quem é Quem, o Ronaldo criou uma tag em seu blog só pra falar do disco)

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O pai da soul music finalmente ganhará uma biografia em filme. Get On Up conta a história de James Brown a partir do show que ele fez ao sair da cadeia em 1993, em que ele aproveitou para contar sua biografia no palco. Dirigido por Tate Taylor (que fez o The Help), o filme conta com Chadwick Boseman no papel principal que, dizem, vai quebrar a quarta parede como o Frank Underwood de Kevin Spacey em House of Cards para conversar com o público. Apesar disso, o trailer promete:

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Marco fundamental do rock brasileiro dos anos 90, as duas edições do festival independente Juntatribo ajudaram a fundar nosso underground mais ou menos nos mesmos moldes que o Rock in Rio, uma década antes, havia fundado nosso mainstream. Feito na raça nos anos de 1993 e 1994, no Observatório a Olho Nu no campus da Unicamp, em Campinas, o festival prezava por reunir apenas grupos que trabalhavam por conta própria, sem o aval de gravadoras multinacionais. Era o início dos anos 90 e ainda estávamos saindo das fraldas no que dizia respeito à produção independente brasileira. Os dois festivais se dividiram historicamente como os dois momentos da maioria das carreiras que seguem à margem do mainstream. O de 93 espalhou-se como um segredo entre amigos, um festival quase secreto, com uma mínima repercussão que alimentou o hype da edição de 94, essa sim fora de controle, com gente de toda a espécie querendo entender o que era esse tal de underground. Eis que surge agora um torrent com oito gigas de vídeo com todos os shows daquele festival que reuniu, num fim de semana, luminares dos anos 90 (Little Quail, Virna Lisi, Planet Hemp), pedras fundamentais do indie brasileiro (Beach Lizards, Killing Chainsaw, Relespública, Brincando de Deus, PELVs, Oz), coadjuvantes de peso (Resist Control, Concreteness, Loop B, No Class, Magog, Câmbio Negro, Linguachula) e a nata do hardcore da época (Garage Fuzz, Resist Control, IML), entre outras bandas. Abaixo, o texto do Paulo Marchetti, que editou um Lado B sobre o festival, que acompanha o documento histórico – não sei quem é o autor, que diz ter editado o Lado B da MTV sobre a segunda edição do evento – que pode ser baixado aqui. Aqui tem uma matéria que a afiliada da Globo em Campinas produziu sobre o festival, anos depois.

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andre-3000-jimi-hendrix

Dizem que esse All Is By My Side, cinebiografia sobre o Jimi Hendrix escrita e dirigida pelo roteirista vencedor do Oscar desse John Ridley (por 12 Anos de Escravidão) é uma bomba (daqueles filmes com falas do tipo “ele um dia será um astro do rock”), mas não dá para negar que o Andre 3000 do Outkast – que aos poucos vêm se revelando ótimo ator – está igualzinho o Jimi, olhaê:

Seinfeld e o nada

seinfeld-nada

Um carinha pegou as cenas sem diálogo ou personagens em Seinfeld e as enfileirou num longo take sobre… o nada. Aos poucos, o baixo slap fica menos irônico, enquanto o fim das gargalhadas da claque tira o clima de comédia de um jeito incomum…

Vi no io9.

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Depois do vídeo com dois estranhos se beijando pela primeira vez que era apenas um viral de marca de roupa, o grupo de comédia Pimm’s Girl, de Los Angeles, fez uma pequena variação sobre este tema…

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Domingo depois do carnaval e aquela leseira caiu como uma luva pra Sussa passada que juntou os beats sossegados do velho compadre Camilo Rocha e a performance acústica – sem microfones, em pleno quintalzinho do Neu – do Giancarlo Ruffato, que além de folks de sua autoria, ainda cantou músicas do Erasmo, do Roxette e do Raça Negra. Saca os vídeos que fiz abaixo e as fotos que a Natália fez pra gente, logo abaixo:


Giancarlo Ruffato – “It Must Have Been Love”

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lollapalooza

O Lollapalooza Brasil acaba de divulgar os horários dos shows em seus dois dias de festival em São Paulo. A minha programação é a seguinte:

No sábado (5 de abril):

Começa com o Lucas Santtana (14h – 15h, no Palco Interlagos)
Depois tem o Café Tacvba (15h30 – 16h30, no Palco Interlagos)
Vê um pouco do Julian Casablancas (16h10 – 17h10, no Palco Skol)
Segue pro Flume (16h45 – 17h45, no Palco Perry)
Vai pra Lorde (18h30 – 19h30, no Palco Interlagos)
Pega o finzinho do Phoenix (18h35 – 19h50, no Palco Skol)
Emenda com a Nação Zumbi (20h – 21h, no Palco Interlagos)
Dá uma olhada no Kid Cudi (21h30 – 22h30, no Palco Perry)
E finaliza no Disclosure (21h30 – 23h, no Palco Interlagos)

No domingo (6 de abril):

Começa com o Johnny Marr (14h20 – 15h20, no Palco Onix)
Segue com a Ellie Goulding (15h25 – 16h25, no Palco Skol)
Corre pro Vampire Weekend (16h30 – 17h30, no Palco Onix)
Volta pro Pixies (17h35 – 18h50, no Palco Skol)
E resta a dúvida entre ir pro Arcade Fire (20h30 – 22h, no Palco Skol), finalmente com um bom disco, e o New Order (20h30 – 22h, no Palco Interlagos), que já vi algumas vezes.

A programação completa segue abaixo. Como é a sua?

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