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E depois da noite de ontem tocando antes e depois do Jagwar Ma, as Noites Trabalho Sujo abrem os trabalhos para o aniversário de um ano da festa Fofoca, do compadre Dodô Azevedo: festaça com vista pro Pão de Açúcar, passeio de barco, picolé de graça, hambúrguer e algumas surpresas. A festa acontece no Espaço Rampa, em Botafogo, e mais informações podem ser encontradas na página do evento da festa no Facebook. Vai ser épico!

foto: Helena Yoshioka

Nesta sexta não tem Noite Trabalho Sujo em São Paulo, pois estaremos fazendo programa duplo no Rio de Janeiro no fim de semana, tocando antes e depois do show do Jagwar Ma e abrindo a festa Fofoca do Dodô, que comemora seu primeiro aniversário. As novas Noites Trabalho Sujo começam sua fase pós-Alberta #3 na sexta que vem, dia 4 de abril, no Da Leoni, o antigo Studio SP da Rua Augusta, quando dividiremos a enorme pista do lugar com a dupla Trepanado e Millos Kaiser, os Selvagem, que já tocaram com a gente em duas ocasiões. O resto da programação do mês vamos divulgar aos poucos, mas pode ficar tranquilo que este abril vai ser daqueles (e não custa lembrar que abriremos o show do Washed Out na quarta-feira da semana que vem)!

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E pela primeira vez as Noites Trabalho Sujo chegam ao Rio de Janeiro quando eu, Pattoli, Babee e Danilo tocamos antes e depois do show do Jagwar Ma organizado pelo Queremos. A festa acontece no Miranda, um lugar novo na Lagoa, e todas as informações podem ser encontradas na página do evento no Facebook.

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E como parte das mudanças que acontecerão nas Noites Trabalho Sujo (mais novidades no decorrer desta!), anunciamos que pela primeira vez a festa chega ao Rio de Janeiro, quando tocamos antes e depois do show do Jagwar Ma, realizado pelo Queremos (a banda toca nesta quinta em São Paulo, no primeiro show da Popload do Lúcio no recém-inaugurado Áudio). A festa acontece numa casa chamada Miranda e os ingressos já estão à venda online. Vai ser uma noite histórica! E no dia seguinte começamos os trabalhos na comemoração de um ano de uma das festas do Dodô, a Fofoca. Imperdível! Vambora, cariocada!

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Acredite se quiser: assim era a região do centro de São Paulo em que Paulo Maluf decidiu construir o Minhocão. Com essa outra perspectiva, talvez seja melhor derrubar mesmo esse monstrengo – em vez de cogitar soluções paliativas, como transformá-lo num parque – para tirar essa cicatriz do rosto da cidade. Vi no Marcelo Rubens Paiva.

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Incríveis esses anúncios retrô que o Daft Punk fez para comemorar a inauguração de sua lojinha virtual (que por enquanto só vende roupas). Dá uma sacada aí embaixo:

Deu vontade de fumar um Charm…

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Os anos 80 de Bob Dylan são uma fase renegada por muitos fãs do bardo norte-americano. Também pudera: os requintes plásticos de produção musical e os timbres daquela década talvez sejam o extremo oposto dos valores musicais erguidos por Dylan nas duas décadas anteriores. Mas ninguém o forçou a gravar esses discos e a perspectiva histórica aos poucos vão salvando grandes canções e discos inteiros menosprezados à época (o próprio Dylan começou esta reavaliação ao dedicar páginas de seu único volume de Chronicles, sua autobiografia não-terminada, ao disco Oh Mercy, de 1989). Agora é a vez de um tributo inteirinho dedicado a esta década de Dylan (chamado, darl, Dylan in the 80s) – e reúne nomes tão improváveis quanto Elvis Perkins, Reggie Watts e uma dupla inominável formada pelo Gene do Ween e o Slash ex-Guns’n’Roses. O aperitivo que já soltaram traz nosso querido Built to Spill tocando “Jokerman”, aquela música que o Caetano tocava na turnê do Circuladô, no início dos anos 90.

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O hit de Pharrell não para de dar filhotes e abaixo seguem três deles de cair o queixo, cada um jogando prum lado. Ouça abaixo:

Comecemos pelo remix trap feito pelos Shoes que eu ouvi no Bracin. Não ficou genial nem nada mas deu outra cara pra música:

Aí tem a entristecida que o Woodkid (que toca sábado em São Paulo) deu no hit felizinho, dica do KK.

E pra encerrar tem o mashup com “Colonial Mentality” do Fela Kuti, feito pelo DJ 100 Proof, que eu ouvi no Radiola Urbana.

Música boa é outro papo.

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O pioneiro projeto de lei sobre legislação digital finalmente passou na Câmara dos Deputados depois de quatro anos desde sua concepção, mas mesmo ainda faltando ser aprovado pelo Senado para tornar-se uma nova forma de encarar a internet à luz da justiça, já é um senhor avanço. O Marco Civil da Internet começou como uma alternativa à Lei Azeredo, que punia os infratores de “crimes digitais” e chegava, em suas versões mais extremas, a exigir que qualquer um para se conectar à internet tivesse que digitar o CPF para acessar à rede (além dos cobrar que os provedores de acesso – servidores ou lan houses – guardassem os acessos de seus usuários por pelo menos seis meses). Não por acaso foi rotulado de “AI-5 digital”, devido à quantidade de restrições que impingia à rede.

A mudança de lógica começou com uma consulta pública proposta pelo Ministério da Justiça sobre o que realmente deveria tratar um projeto de lei – e assim foi lançado um site em que as pessoas poderiam palpitar nos principais temas relacionados ao assunto. Dei o assunto na capa do Link há exatamente quatro anos, em março de 2009, e por um bom tempo, o Link foi o único veículo na mídia tradicional a dar atenção ao tema, acompanhando o parto que foi chegar a um consenso sobre uma série de assuntos sem criar leis ou punições que diferenciavam quem cometesse alguma infração dentro e fora da rede. Nossa cobertura no Link aos poucos fez o projeto de lei ganhar vulto e vimos a discussão sendo aprofundando a partir do acompanhamento que fazíamos, mas foram as revelações feitas por Edward Snowden no ano passado – que os EUA vigiavam seus próprios cidadãos e estrangeiros pelo mundo através da internet – que o processo foi acelerado. O trabalho do deputado Alessandro Molon foi crucial para que o projeto conseguisse ser aprovado – principalmente após tirar o fardo imposto pelo PMDB que travava um dos principais pontos do projeto de lei, a neutralidade de rede.

O trabalho que comecei no caderno de cultura digital do Estadão há quatro anos rendeu bem e hoje vejo com orgulho, Tatiana de Mello Dias na Galileu e o Murilo Roncolato no Link, sob a batuta do atual editor do caderno, Camilo Rocha, darem uma verdadeira aula de cobertura sobre o tema além de frisar de forma didática o que é informação do que é desinformação. Os três foram da minha equipe no Link e tomaram consciência da importância deste tema a partir da cobertura que lá fizemos. Confirma os textos do Murilo e da Tati que explicam detalhadamente a importância do tema, são claros e bem elucidativos. E se ler tá difícil, o Marco Gomes desenhou via Twitter:

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Mas ainda temos chão pela frente e o Senado é a próxima parada antes de termos a legislação mais moderna e avançada no que diz respeito à internet no mundo. Claro que no meio do caminho ainda veremos o aumento do jogo de desinformação (como o desserviço que foi esta entrevista no Jornal da Record ou as vítimas desse tipo de análise enviesada reunidas neste tumblr Sabe de Nada, Inocente) e vamos voltar a ouvir falar em asneiras como “controle de mídia”, “cubanização” ou “o fim do Facebook”.

É preciso ter calma, afinal quanto mais perto algo está de ser mudado, mais quem vai sofrer esta mudança esperneia e grita. E isso não diz respeito somente a este tema, como vocês já devem ter percebido…

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Eu prometi, então elas seguem aí!

Silva – “Entardecer”
Bonifrate – “Horizonte Mudo”
Unknown Mortal Orchestra – “So Good at Being in Trouble”
Gilberto Gil – “Back in Bahia”
Dom L – “Chips (Controla ou Te Controlam)”
Criolo – “Duas de Cinco”
De Leve – “Largado”
Boogarins – “Doce”
Walter Franco – “Feito Gente”
Velvet Underground – “The Gift”
Strokes – “Welcom to Japan”
Rita Lee – “Lança Perfume”
Metronomy – “I’m Aquarius”
Major Lazer + Amber Coffman – “Get Free”

Vem!