
Foi vendido em agosto desse ano, pelo eBay, o gibi mais caro da história – a primeira edição da revista Action Comics, que apresenta o Super-Homem e inaugura o gênero super-herói em 1938 foi vendida por US$ 3,2 milhões no site de leilões online. A revista foi lida apenas uma vez depois que foi comprada – pelos dez centavos de dólar que custava na época – e seu primeiro dono a guardou em um baú e só foi retirá-la de lá quatro décadas depois. Desde então ela só mudou de mãos três vezes e o estado dela é impecável, como dá pra ver por esse vídeo:
Só duas das 50 revistas sobreviventes estão em condições tão perfeitas quanto esta. A certificação de originalidade da revista e uma versão folheável digitalizada do quadrinho clássico podem ser encontradas no site oficial do colecionador que colocou à venda a publicação.

Quando Todd Terje precisou de inspiração para seu novo disco, o amigo Frank lhe emprestou seu Delorean – tanto que uma das melhores músicas de seu excelente It’s Album Time, um dos grandes discos de 2014, é justamente “Delorean Dynamite”. Por isso quando Frank decidiu vender o carro, Terje lhe ofereceu uma mão – e fez um clipe da música inspirada pelo carro como se fosse um infomercial anos 80 para um carro que realmente está à venda, da Craigslist da Noruega. Quem quiser fazer uma oferta é só clicar aqui.

E o Tops é outra dessas bandinhas cujo disco vem melhorando a cada nova audição – e essa vibe oitentista deixa de ser só referência e pega de jeito. Saca só o clipe de “Outside”, puro “Take My Breath Away” indiezinho:

Os irmãos Paul e Phil Hartnoll aposentar sua influente formação musical, o Orbital. Um dos principais nomes da consolidação das cenas de dance music e de música eletrônica no final do século passado, a dupla separa-se mas não para de fazer música, cada um em seu rumo: Phil segue como DJ, discotecando pelo mundo, e Paul concentra-se na produção autoral, especificamente no projeto 8:58. A última obra que assinarão como Orbital é a trilha sonora que estão fazendo para o programa da BBC Peaky Blinders, com o produtor Flood e PJ Harvey.
Mas não custa lembrar que não é a primeira vez que os dois se separam: os irmãos encerraram as atividades do Orbital há dez anos e voltaram à atividade para comemorar os 20 anos de seu clássico de 1989, Chime, e assim seguiram tocando, até este ano. Tive a sorte de vê-los em sua apresentação no Brasil em 1999 (no saudoso festival Free Jazz), certamente um dos pontos altos em shows no Brasil naquele ano (que ainda teve os Chemical Brothers lançando Surrender na Via Funchal).

Foram vários os pontos altos do show que Emicida apresentou na semana passada no Sesc Pinheiros: além de repaginar seu último disco e alternar entre o agogô, a caixinha de fósforo e a MPB, Leandro cantou Adoniran Barbosa, Sampa Crew, Código Fatal, resgatou várias antigas que não tocava há eras e puxou para o palco, pela primeira vez, “Papel Rima e Coração“. Mas ninguém acreditou quando ele começou a puxar “Nosso Sonho”, do Claudinho e Buchecha, e todo mundo cantou junto. Foi demais:
Eis os vídeos que fiz do show da quinta-feira.

E os Shabazz Palaces vão pouco a pouco subindo degraus rumo ao trono da psicodelia hip hop, pegando em boas veias de discussão, como essa do clipe de “Motion Sickness”.

Você pode concordar ou discordar dessa lista do Cinefix, mas ela é bem boa.

Nem genial nem herético, esse remix que o produtor de Chicago Rhythm Scholar fez para “Come Together” dos Beatles pôs um groove sossegado no velho caminhar do John…
Escrevi a capa da revista Sãopaulo, da Folha, neste domingo – uma matéria sobre grupos de moradores de São Paulo que utilizam a internet para fazer política com as próprias mãos.

Cidadania digital
Mobilizações conectadas à internet redesenham a política da cidade
Depois de facilitar a vida do paulistano –que pode chamar um táxi, escapar do trânsito ou encontrar rapidinho um restaurante próximo–, a migração da internet para o celular passou a colaborar com a transformação do espaço público da cidade. Com acesso de qualquer lugar, as pessoas estão se mobilizando mais rapidamente e colaborando com mais frequência.
“Estamos nas ruas e vendo a internet, e não vendo as ruas pela internet. Somos o oposto dos ativistas de sofá”, afirma a arquiteta e produtora Laura Sobral, 29.
Com a ajuda da rede para divulgar atividades e criar um fórum de discussão, Laura fundou, em janeiro deste ano, um movimento para ocupar o árido largo da Batata, em Pinheiros, região oeste. Todas as sextas-feiras à noite, membros e simpatizantes do grupo A Batata Precisa de Você, que já beira 4.000 integrantes no Facebook, se reúnem no largo para conversar, ouvir música ao vivo e discutir por quais melhorias a área pode passar.
O movimento Minha Sampa também quer uma cidade mais aprazível. Criado em fevereiro deste ano, o grupo desenvolve ferramentas on-line para incentivar mobilizações e pressionar autoridades diretamente. Um desses instrumentos é o site de reivindicações Panela de Pressão (paneladepressao.nossascidades.org), que reúne propostas de usuários para transformar a cidade, entre elas uma que sugere que a avenida Paulista seja fechada aos domingos, como acontece com o Minhocão. Se concordar com a ideia, o usuário pode enviar na hora um e-mail à CET e ao prefeito Fernando Haddad para engrossar o coro.
Ao navegar no “Panela”, dá para ver as iniciativas consideradas vitoriosas pela plataforma, como o impedimento do vagão exclusivo para mulheres nos trens (vetado pelo governador Alckmin) e a proteção dos teatros pequenos ameaçados pela especulação imobiliária (em andamento na prefeitura).
“Damos suporte às mobilizações iniciadas por cidadãos, da concepção ao acompanhamento de resultados”, afirma Anna Livia Arida, 30, diretora do Minha Sampa. O projeto é irmão mais novo do Meu Rio, movimento criado há dois anos que reúne 130 mil cariocas, a maioria jovens.
Na mesma onda, o Hey! Sampa promove debates, passeios e atividades culturais para “valorizar o patrimônio da cidade e difundir a história dos bairros para seus moradores”. “As ferramentas digitais facilitam tanto para chamar a atenção da comunidade como para cobrar o poder público”, conta Paula Dias, 29, cofundadora da plataforma.
Outra iniciativa é o Wikipraça, movimento que pretende conclamar on-line pessoas para utilizar espaços públicos. O primeiro alvo é o largo do Arouche, na região central, onde um grupo encarou o calorão do sábado retrasado (11/10) para construir bancos de madeira. “Mais do que para se comunicar, a internet é um espaço para se organizar”, conta Bernardo Gutierrez, do Wikipraça.
Veterano se comparado a alguns exemplos citados nesta reportagem, o site SP Honesta virou hit ao mapear restaurantes bons e baratos. A página, criada no auge da discussão sobre os preços abusivos na cidade, no ano passado, é produzida com informações de usuários e deve virar aplicativo para celular.
Na rua, na praça ou no restaurante, o discurso é de união por uma cidade “colaborativa”. “A internet torna mais fácil a reunião de pessoas com interesses em comum. Sozinho é muito difícil fazer política. Mas, quando você tem pessoas ao seu redor, concretizar essas iniciativas fica muito mais fácil e divertido”, afirma Tatiana de Mello Dias, 28, uma das criadoras do SP Honesta.
Para a economista Ana Carla Fonseca, as relações entre público, privado e sociedade civil estão cada vez mais porosas. “É um movimento natural de pessoas, empresas e instituições que unem dois traços: trabalham na fronteira da vanguarda, ou seja, não esperam, e entendem que é preciso ser protagonista ou coprotagonista da mudança que defendem, em vez de passar a lista para os outros”, diz ela, que dirige a Garimpo de Ideias, empresa que gere conteúdos, projetos e iniciativas ligados à economia criativa.
Telefone sem fio
Três em cada quatro celulares vendidos no Brasil são smartphones. Dos quase 18 milhões de aparelhos que deixaram as lojas entre abril e junho de 2014, 4,6 milhões eram celulares simples e 13,3 milhões tinham acesso à internet. Não há dados da cidade de São Paulo. “Embora o brasileiro ainda fale mais ao celular do que utilize a internet no aparelho, esse hábito vem mudando”, diz João Paulo Bruder, gerente de telecom da consultoria IDC Brasil.
Mas cadê a internet sem fio e de graça? Embora ainda tímido se comparado a outras capitais do mundo, o projeto Praças Wi-Fi, da Prefeitura de São Paulo, quer estimular a ocupação de 120 praças públicas da cidade a partir da utilização da internet gratuita (veja lista em wifilivre.sp.gov.br). Atualmente, 65 estão em operação.
Outro projeto, da MobiLab (Laboratório de Mobilidade da SPTrans), fundado em parceria com a USP, quer transformar os 15 mil ônibus da frota da cidade em pontos de acesso à rede sem fio. Por enquanto, apenas 20 deles estão em circulação.
Em setembro de 2013, São Paulo se tornou a primeira cidade na América Latina a abrir integralmente e em tempo real os dados do GPS dos ônibus para desenvolvedores.
“Já são mais de 60 aplicativos utilizando essa informação para melhorar o uso do transporte público”, afirma Ciro Biderman, chefe de gabinete da SPTrans.
Biderman diz que pretende implantar o wi-fi também nos 17 mil pontos de ônibus da capital paulista, mas o projeto ainda não saiu do papel. “Seria ainda mais impactante. Além de serviço mais estável do que nos coletivos em movimento, funcionaria durante 24 horas.”


E o 25° episódio da Treehouse of Horror dos Simpsons teve uma homenagem daquelas a Stanley Kubrick. O blog Vulture descolou um trecho:
E ainda tem quem diga que os Simpsons pioraram com o tempo… Francamente…