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Destaque

Um skate sem shape

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Estamos quase no meio de 2015 e nada de termos o skate que flutua que o segundo De Volta para o Futuro havia prometido à venda, mas isso não impede que novas variações da velha prancha sobre rodas surjam. Mas esse “skate pós-moderno” vendido pela Hammacher Schlemmer é um pouco demais

Nada contra o produto, que parece divertido, mas há uma questão de nomenclatura: isso é um par de patins pós-modernos, porque sem o shape um skate deixa de ser um skate e vira outra coisa. Afinal, pegar onda sem prancha não é surfar, é pegar jacaré… Desse jeito já já põem um monte de malucos correndo de um lado pro outro num campo e dizem que é futebol sem bola.

Vi no Gizmodo.

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Você tá aí comemorando o novo Episódio de Guerra nas Estrelas mas não reparou num detalhe do trailer…

Voltar ele pode!

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Delírio essa versão ao vivo que o velho Bonifrate e seus compadres fizeram pra “Home Of The Brave”, do clássico Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space, do do Spiritualized, em janeiro no Neu.

Séculos em choque

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Se o embate entre o século 19 e o século 21 fosse apenas sobre a questão do home office, tava tranquilo Dahmer

A volta do Goblin

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Fãs de filme de terror e de rock progressivo são entidades quase paralelas que se encontram em raros momentos – um deles está na existência da banda italiana Goblin, que já tinha uma carreira estabelecida em seu país quando começou a aceitar serviços de um certo diretor que a fizeram atingir um novo público, além de influenciar diretamente na evolução de seu som. O Goblin era a banda favorita do mestre Dario Argento, que a convidou para fazer a trilha sonora de vários de seus clássicos (como Suspiria, Profondo Rosso e Tenebre) e mostrou um caminho sonoro que a banda ainda não havia cogitado, ao propor-lhes que instigasse o medo e a paranoia através de suas músicas.

O grupo sobrevive até hoje como cover de si mesmo como três bandas com diferentes formações: o New Goblin contava com o tecladista Claudio Simonetti e o guitarrista Massimo Morante, mas brigas internas fizeram o tecladista montar seu próprio Simonetti’s Goblin, enquanto a cozinha do Goblin original (o baxista Fabio Pignatelli e o baterista Agostino Marangolo) seguiam como Goblin Rebirth. Este grupo agora anunciou seu primeiro disco de composições próprias, batizado com seu próprio nome e com lançamento previsto para o fim de junho. Abaixo, uma amostra do que vem por aí.

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Bonitona essa versão em vinil do novo disco do Blur – que ainda conta com uma faixa-extra em sua edição japonesa, a quase experimental (e quase pop) “Y’all Doomed”, saca só:

E já que estamos falando de Guerra nas Estrelas, olha essa cama Falcão Milenar que esse cara construiu pros sobrinhos dele…

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Muito foda. Vi no Nerdist.

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Esse outono cinza sobre nossas cabeças pede refúgios musicais que nos transportam para regiões mais quentes, como é o caso do remix que o canadense Tep No fez para uma das minhas músicas favoritas do último disco de Lana Del Rey, “Florida Kilos” (que só aparece na edição deluxe). Esse oásis tropical em forma de música ganha um ar ainda mais caloroso com essa versão tranquila e preguiçosa.

E não custa lembrar que Lana está com disco novo na agulha que pode aparecer a qualquer minuto!

Tulipa na pista

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Conversei com a Tulipa sobre seu terceiro disco, Dancê (que pode ser ouvido inteiro aqui), para uma matéria na Ilustrada de hoje.

Novo álbum de Tulipa Ruiz vai da disco dos 70 ao pop dos 80
João Donato e Lanny Gordin estão em Dancê, trabalho que a cantora lança hoje

Um disco dançante, com capa feita pelo lendário quadrinista americano Robert Crumb. Esses eram os horizontes que Tulipa Ruiz colocou para seu terceiro disco, “Dancê”, quando recebeu o sinal verde para começá-lo, no fim de 2014.

Enfiou-se no carro de Gustavo Ruiz, seu irmão, guitarrista, produtor e principal parceiro. Juntos, os dois desceram para a praia de Camburi, no litoral paulista. Foi o começo de um retiro musical que da praia foi para a cidade mineira de São Lourenço.

Passaram 15 dias enfurnados em pré-gravações no estúdio caseiro de Gustavo. Depois se encontraram com a banda num sítio perto de Campinas. Gravaram o disco no estúdio da Red Bull, no centro de São Paulo, onde a cantora recebeu a reportagem – “Dancê” será lançado nesta terça (5), em formatos físico e digital.

“Eu tinha duas certezas”, diz Tulipa. “Queria um disco dançante, mas no sentido que você quisesse celebrá-lo com o corpo, não necessariamente um disco de dance music. Sabe quando o impulso vem primeiro aqui antes de ir pra cá?”, aponta para o quadril e depois para a cabeça.

“E tinha entrado numa viagem de que a capa seria do Crumb”, gargalha, ao que o irmão sacode a cabeça, olhando pra baixo: “Pouco pretensiosa.” Ela própria ri da ingenuidade, lembrando da pergunta que fez à época: “‘Gente, e se a capa for do Crumb?”

“Cheguei falando que ele ia adorar, porque sou um desenho dele e não ia nem cobrar!” Ela conta que achou a assessora do pai da HQ underground. “E ela disse: ‘Linda, o Crumb não trabalha mais'”.

POP NA VEIA
Mas se a segunda certeza não se confirmou, a primeira é a espinha dorsal sinuosa de “Dancê”, que escorrega pela pista, puxando a transição da disco music dos anos 1970 rumo ao pop oitentista.

As referências vão do “Realce” de Gilberto Gil aos primeiros Marina Lima e Ney Matogrosso, passando por Rita Lee na fase Lincoln Olivetti, a banda Vitória Régia de Tim Maia, o “Lindo Lago do Amor” de Gonzaguinha, o “Cartaz” de Fagner e o Caetano new wave.

O disco é também o cavalo de Troia de um novo cânone musical brasileiro. À primeira audição, parece superfluamente pop, lembrando hits de mais de 30 anos atrás.

Mas “Tafetá” tem a ilustre presença de João Donato. “Expirou” convoca o “guitar hero” Lanny Gordin. O mestre da guitarrada Manoel Cordeiro e seu filho Felipe surgem em “Virou”. Contemporâneos como o trio Metá Metá (na densa “Algo Maior”) e o produtor Kassin (na fútil “Físico”, inspirada em Olivia Newton-John) ajudam a engrossar um Olimpo do nosso pop atual.

O novo disco também é análogo à própria carreira de Tulipa, que surgiu quase tímida com o singelo “Efêmera” (2010) e começou a botar suas garras de fora no intenso “Tudo Tanto” (2012), lançado dois anos depois. “Dancê” parece botar o ponto final na primeira etapa de sua carreira.

Dancê
Artista Tulipa Ruiz
Lançamento Ponmello/ Natura Musical
Quanto R$ 29,90
Na Web www.tuliparuiz.com.br

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E ainda falando no Blur, é tão bom ver que o grupo inglês está fazendo toda sua maratona de divulgação de seu novo Magic Whip com as músicas deste disco, em vez de usar o novo lançamento apenas como deixa para regurgitar hits do passado. Semana passada eles passaram por Paris, onde gravaram todo um show – cheio de músicas novas – para o Canal Plus francês – e a emissora disponibilizou a íntegra da apresentação do grupo no programa Album de la Semaine.

Mas eles não são xiitas do disco novo e inevitavelmente tocaram músicas do passado, como a óbvia “Girls and Boys” e a excelente “Trouble in the Message Centre”, que o grupo não tocava ao vivo desde os tempos do Parklife e parece ter voltado ao repertório no novo show.