
O casal Pedro Campos e Stella Curzio, ele designer, ela jornalista, se propuseram um desafio e tanto – criar um logotipo para cada um dos 450 bairros de São Paulo, uma imagem que reflita hábitos e costumes, atuais e históricos, das diferentes cidadezinhas do interior que compõem o mosaico da megalópole. Tem alguns aí embaixo e vários outros lá no site do projeto, chamado Identidade São Paulo.

Talvez você nem tenha percebido, mas esse trailer honesto explica por que o filme mais recente da Marvel fez tanto sucesso:

Mais uma vez, meu comentarista político favorito:

A Pixar acaba de anunciar uma de suas armas para o verão do ano que vem – e o trailer de Inside Out ainda tem uma referência foda ao Brasil bem no finzinho, saca só:

Nunca para.
Mausi – “Losing You” / “Say My Name”
Thiago Pethit – “Save the Last Dance”
Haim – “If I Could Change Your Mind”
Daryl Hall & John Oates – “Kiss on My List”
Hot Chip – “Over and Over”
Lykke Li – “I Follow Rivers”
Lana Del Rey – “West Coast (Munk Remix)”
T-Rex – “Get It On (Bang a Gong)”
Dexy’s Midnight Runners – “Come on Eileen”
Blood Red Shoes – “It’s Getting Boring By The Sea”
Metronomy – “Love Letters (Soulwax Remix)”
Miami Horror – “Holidays”
Dandy Warhols – “Bohemian Like You”
Daft Punk – “Get Lucky (Drop Out Orchestra Edit)”
Years and Years – “Take Shelter”

“Não tenho vocação para herói”
Tire 20 minutos para assistir a esse discurso sensacional do grande José Mujica, em seus últimos dias como presidente do Uruguai, ao receber uma condecoração no Equador no início deste mês. Uma fala sobre política no sentido bruto, sobre a intensidade apaixonante do viver, como deixamos este sentimento ficar em terceiro plano e como só depende de nós para deixarmos de sermos vistos como mercadorias. Um texto apaixonante, inspirador e otimista, para que a depressão de fim de ano (e seus intermináveis jingle bells) não se abata sobre nós:
Colei a transcrição do La vida es… Ahora! abaixo, se alguém se dispor a traduzir para o português, basta postar nos comentários que eu colo aqui.

Diferente da maioria das festas anos 90 de São Paulo (que quase sempre escorregam pro lado trash daquela década), a festa curitibana Tied to the 90s prefere a rigidez do indiesmo tru com algumas concessões à dance music ou ao hip hop. Já fui convidado para tocar na capital paranaense por conta deles e já chamei a Sol, uma das donas da festa, pra tocar em umas Noites Trabalho Sujo por aqui. Como ela mudou-se pra São Paulo, foi meio que natural que ela fizesse uma versão paulistana da Tied e, na primeira edição, que acontece nessa quinta-feira, tive o prazer de ser o DJ convidado. A festa acontece no bom e velho Alberta #3 e eu começo a tocar logo depois da meia-noite… Aparece lá!

A Rough Trade encomendou uma mixtape pro Dan Snaith – que conhecemos como Caribou – e o set que ele preparou (cheio de desconhecidos, mas abrindo e fechando com Aphrodite’s Chold e e misturando Lil Wayne com Todd Edwards) é uma delícia, se liga…
Aphrodite’s Child – “The System”
Lata Ramasar – “The Greatest Name That Lives”
DJ Nori – “Happy Sunday (Maurice Fulton Mix)”
Black Truth Rhythm Band – “Ifetayo (part 2)”
Danny Hunt – “What’s Happening to Our Love Affair”
Christian S. – “Jagos (Original Mix)”
Andres Lewin – “Spectrum”
Bernard Parmegiani – “Ondes Croisées”
Jerry Green – “I Finally Found The Love I Need”
Todd Edwards – “Winter Behaviour”
Cricco Castelli – “Life Has Changed”
Tyree – “Video Crash (Crash Mix)”
Lil Wayne – “I’m Single (Instrumental)”
Robert Armani – “Ambulance”
Jean-Luc Ponty – “Computer Incantations for World Peace”
Jessie G – “It’s Hot”
Pépé Bradock – “Démarre Le Chauve”
Daphni – “Ramblin On”
??? – “??? (Daphni Edit)”
TCB Band – “Children of the Future”
Aphrodite’s Child – “Break”

Os Hermanos anunciaram dois shows em 2015 – tocam nos dias 30 e 31 de outubro de 2015 no Jockey Club do Rio como parte das comemorações do aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro. O tecladista da banda Bruno Medina comentou a volta repentina em seu blog:
De certa forma, posso dizer que não foram apenas os fãs que se surpreenderam com a novidade, visto que nós mesmos recebemos o convite poucas semanas antes da divulgação oficial, e, claro, aceitamos na hora.
Esta será uma ocasião especial em muitos sentidos, a começar pelo fato de termos sido incluídos numa programação que se destina a celebrar os principais símbolos da cidade, e isso não é pouca coisa, sobretudo se considerarmos o papel de protagonismo que o Rio sempre desempenhou no cenário cultural brasileiro.
Acredito que esse reconhecimento, que muito nos orgulha, tenha algo a ver com a constância com que o samba e o carnaval de rua, temáticas essencialmente cariocas, ainda que misturadas a outras influências, se fizeram presentes em nossos discos, reflexos naturais das vivências que permearam tanto a formação de nossa identidade artística quanto como indivíduos.
Também nem é preciso mencionar que este tem tudo para ser mais um emocionante encontro com o público que acompanhou de maneira tão carinhosa a evolução de nossa carreira, nos prestigiando quer fosse no diminuto segundo andar do Empório, nas temporadas do Canecão e da Fundição, no topo do Morro da Urca ou na imensidão das areias do Réveillon em Copacabana.
Resta saber se vão continuar ordenhando a velha vaca ou se os quatro se dispôem a lançar músicas novas (afinal, pedir um quinto disco já é demais, né…)
Você já deve ter ouvido falar nesse podcast sensação chamado Serial, né? A Gi Ruaro tá tão viciada no programa que pediu pra escrever sobre ele pra cá – afinal, faltam apenas dois episódios pro fim da primeira temporada. Fala Gi:

“Support for Serial comes from Mailchimp. Mailchimp. Mail-kimp?” Todas as quintas-feiras mais de um milhão e meio de pessoas ao redor do mundo esperam ansiosamente o iTunes atualizar e ouvir a frase acima. É o começo do podcast-fenômeno Serial, que em dois episódios chegará ao final da primeira temporada. O equivalente ao “Previously, on Lost” de 2014.
Dos mesmo produtores de This American Life, Serial é um podcast sobre um crime que aconteceu em 1999. Hae Min Lee, estudante na cidade de Baltimore, Estados Unidos, foi encontrada morta e seu ex-namorado, Adnan Syed, foi considerado culpado e condenado a prisão perpétua. A jornalista americana Sarah Koenig investiga o que aconteceu no dia da morte de Hae e como que Adnan foi sentenciado.
A construção da narrativa, sem utilizar imagens, apenas vozes, entrevistas e storytelling no seu momento mais cru, é hipnotizante. Como se fosse uma amiga te contando uma história, Sarah compartilha sua investigação, conclusões e dúvidas em tempo real.
Em uma internet que está migrando para o vídeo, o podcast Serial faz parte de um novo movimento de storytelling. Alguns chamam de a Renascença do Podcast. Não importa o meio, o que nos fascina mesmo são as histórias de gente como a gente. E nenhuma história é mais fascinante do que a de um rapaz, preso em prisão perpétua, que jura que não cometeu o crime. Que tinha 17 anos. Que era que nem eu e você: estudava, tinha namorada, bebia de vez em quando, fumava de vez em quando, aprontava, mas era uma pessoa boa, tinha família e amigos que o amavam. Que não tinha motivo para matar a ex. Que jura que não a matou. E mesmo assim, acabou na prisão. Como?
São várias os envolvidos em Serial. São várias as versões do dia em que Hae Lee morreu. Temos Adnan, Jay, Asia, Jenn… Mas depois de 15 anos, é difícil lembrar o que aconteceu em uma época em que não existia mídias sociais, celulares eram raros, pagers eram o meio de comunicação mais popular. Quando Adnan foi preso, seis semanas tinham se passado desde o crime. Você lembra o que fez seis semanas atrás? Com quem falou no telefone? Qual caminho fez ao trabalho? Com quem falou no caminho do trabalho? Sobre o que falou? Mas lembra mesmo? Tem certeza? Poderia contar o seu dia em detalhes na frente de um júri? Difícil.
Outro motivo que ajudou Serial e virar fenômeno foi o reddit. Envolvido em outros casos controversos de detetivão da internet, o subreddit /r/serialpodcast se tornou o ponto de encontro dos fãs Serial e também o local ideal para postar e discutir as mais variadas teorias sobre o caso. A maior parte das discussões são sobre Adnan ser culpado ou inocente. Tem usuário ali que está achando pêlo em tartaruga, mas a popularidade do reddit chegou até a família de Hae e de amigos de Adnan. Todos querem dar seu pitaco e contar a sua versão dos fatos.
O podcast não é mais de SK (como reddit chama Sara Koenig), mas de todos. A história já era pública, os detalhes não são de posse somente dos produtores, a internet virou o grande e incontrolável fórum de debate. Somos todos SK, todos queremos saber o final, todos queremos saber se Adnan é culpado ou inocente. No episódio nove e dez de Serial, SK fala que com ajuda de e-mails e novas informações, ela pôde tirar dúvidas da narrativa. Serial precisa dos detetives reddit tanto quanto a recíproca.
Outro motivo da popularidade de Serial é a conexão que podemos fazer com outros fenômenos da cultura pop. Você sabia que os detetives que investigaram o crime também trabalharam como consultores da série The Wire? E a cena em que Bunk e Lester procuram por corpos no meio da mata foi filmada no mesmo local em que o corpo de Hae Lee foi encontrado. Outra coincidência é que o filme Blair Witch Project foi filmado no mesmo parque. Coincidência? Para alguns redditors, é motivo para mais uma teoria de conspiração.
Há vários artigos contra Serial, contra os artigos contra Serial, mas a maior verdade que podemos tirar desta história é: a vida não é, nem nunca será preto no branco. Acho difícil que SK chegue a uma conclusão satisfatória no último episódio, que saberemos finalmente se Adnan é inocente ou não. E teremos que viver com isso, para sempre. Que nem o final de Lost.
(Mas graças ao Mailchimp e uma vaquinha online, teremos uma segunda temporada. Novo caso, novos personagens. Eu estou mais empolgada com a segunda temporada de Serial do que True Detective!)