
Outro clássico mashup de fim de ano é o que o DJ Earworm – o nome de guerra do californiano Jordan Roseman – faz desde 2007. Lá vai o de 2014.
Alguém tinha que fazer um desses com uma pegada que não fosse de pista de dança…

Com Tim Burton na direção e Michael Keaton e Winona Ryder no elenco, a continuação mais inútil da história deve acontecer mesmo em breve – como voltou a confirmar o próprio Burton à MTV:
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Não é brincadeira não…

Um atrás do outro…
Terry Riley + John Cale – “The Protegé”
Yumi Zouma – “A Long Walk Home for Parted Lovers”
Sants + Estranho + El Mandarim- “Madruga”
Racionais MCs – “Você Me Deve”
Taylor Swift – “Blank Space”
Strokes – “Machu Picchu”
Disclosure + Eliza Doolittle – “You & Me (Flume Remix)”
André Paste + Fepaschoal – “A Calma”
Thiago Pethit – “Rock’n’Roll Sugar Darling”
Courtney Barnett – “Ode to Odetta”
O Terno – “O Cinza”
Lewis – “So Be In Love With Me”
Tops – “Change of Heart”
Alvvays – “Archie, Marry Me”
Os Gatunos – “Aquela”
Mac DeMarco – “Rock and Roll Night Club”
Spoon – “Rainy Taxi”
Alice Caymmi – “Princesa”
Céu – “Piel Canela”

Hoje Woody Allen é considerado um dos grandes cineastas americanos, mas seu habitat sempre foi o humor. E antes de atuar ou dirigir, ele foi um astro do humor de palco – que chegou inclusive a lançar discos (três!) de comédia nos anos 60. Os três discos serão relançados em janeiro de 2015 na caixa The Stand-Up Years 1964 – 1968 (já em pré-venda), que ainda traz trechos do filme Woody Allen – A Documentary, em que o humorista comenta seus anos na ribalta, como no vídeo abaixo:

E O Haddad tocando Beatles ontem na abertura da exposição da Mafalda? E bem “Blackbird”!
Tira onda essa prefeito… A foto é do Fotos Públicas.

O refrão de “Happy”, a base de “Fancy”, Sam Smith, Taylor Swift, Sia, Bruno Mars, Katy Perry, Ariana Grande, Beyoncé… O produtor Daniel Kim conseguiu juntar os mega hits radiofônicos de 2014 num mashup (em áudio e vídeo) de cair o queixo.
O nome de todas as músicas você encontra no site dele. Já faz um tempinho que ele faz esses mashups de retrospectiva – e abaixo ele explica como fez o enorme mashup:
E abaixo ele explica porque raios ele faz isso!
Na minha quarta coluna na revista Caros Amigos falei sobre o show que Emicida fez há dois meses para lançar a edição em vinil de seu disco mais recente – e como ele está lentamente trilhando seu caminho rumo ao topo. No final ainda reuni uma playlist com os vídeos que fiz no mesmo show:
Emicida em seu lugar
Mais um degrau na escalada do rapper rumo ao topo do pop brasileiro
É nítida a evolução de Emicida como um dos principais nomes da música brasileira hoje. A cada novo passo, Leandro Roque de Oliveira expande seus horizontes e contempla como panorama toda a história cultural brasileira da perspectiva do hip hop paulistano. Já ultrapassou fronteiras municipais e internacionais usando a combinação entre internet, onipresença e disposição para trabalhar, sempre mostrando que pode ir além.
Mais um degrau foi superado no lançamento da versão em vinil de seu primeiro álbum propriamente dito, O Glorioso Retorno De Quem Nunca Esteve Aqui. Mais uma vez o disco seria apresentado a seu séquito fiel no Sesc Pinheiros, em São Paulo, onde foi lançado um ano antes, em setembro de 2013. Naqueles shows era uma ocasião de festa, o disco coroava uma carreira iniciada nas rinhas de improviso de rimas que cresceu distribuindo MP3 gratuitamente e vendendo CDs e mixtapes a cinco reais no metrô, de mão em mão.
O show de lançamento d’O Glorioso Retorno tinha o adjetivo do título do disco espalhado pelo palco e contou com participações ao vivo de quase todos os nomes que apareceram no álbum. Só esse elenco já dava uma idéia da amplitude do futuro do rapper: Pitty vinha do rock, Juçara Marçal representava a música africana, Tulipa Ruiz representava a nova MPB e o Quinteto em Branco e Preto vinha celebrar o samba, além da própria mãe de Emicida, dona Jacira, que cantou o triste documentário ao final de “Crisântemo”.
Um ano e um mês depois, no mesmo Teatro Paulo Autran da mesma unidade do Sesc, Emicida volta para visitar o novo disco, mas não é o mesmo show. Ao contrário da apresentação de lançamento quase não há participações especiais (limitadas à presença do velho sidekick Rael da Rima, agora em carreira solo, e do rapper Lakers, do grupo Código Fatal). O show dessa vez não apenas gira em torno da banda de Emicida como ele a coloca como protagonista da noite. Assim, o rapper assume ser alvo das brincadeiras do percussionista Carlos Café em “Zoião”, tira onda com o violonista e guitarrista Doni Jr., defende a guitarrista Anna Tréa quando ouve um “fiu fiu” vindo do público e sempre mantém a mesma rotina de arengas com seu velho compadre DJ Nyack.
As músicas do disco do ano passado receberam nova roupagem e a ausência das participações especiais não tiraram sua força: Anna Tréa representa o papel de Pitty na pesada “Hoje Cedo”, solando como uma guitarrista de Prince; Doni Jr. faz as vezes do Quinteto em Branco e Preto temperando algumas músicas com cavaquinho ou violão acústico. Todos têm presença de palco o suficiente para não serem apenas coadjuvantes sonoros do rapper, fazendo coreografias, trocando de instrumentos, segurando vocais de apoio, sempre deixando Emicida bem no holofote. “Eu tô igual o Michael Jackson”, disse ao ver sua própria sombra projetada no palco por um facho de luz, antes de improvisar um moonwalk fuleiro, tentando deslizar para trás como o Rei do Pop.
O próprio Emicida não ficou apenas no vocal. Por vezes trocou de instrumento de apoio. Começou o show puxando um improviso tocando apenas um agogô enquanto rimava. Saiu de trás do público, vindo da platéia, em direção ao palco. Depois trocou de instrumento de percussão: por vezes puxava uma caixinha de fósforo, já íntimo o suficiente para chamar atenção do público para um “solo” no pequeno instrumento, por outras pilotou pela primeira vez no palco uma MPC, a bateria eletrônica típica da música deste século. Seja no agogô, na caixinha de fósforo ou na MPC havia uma mensagem cifrada nesta troca de instrumentos: Emicida está aos poucos deixando de ser só um rapper. Não duvide se num próximo show ele possa puxar um cavaquinho, ir para o contrabaixo acústico ou para a bateria. Ele ainda está ensaiando seus primeiros passos como músico – ao vivo, na frente do público.
Uma outra parte do show foi dedicada aos primeiros sucessos de Emicida, muitos que não eram tocados ao vivo há anos, como “E.M.I.C.I.D.A.”, “Rinha” e “Cacariacô”, além da primeira vez que “Papel, Caneta e Coração” foi apresentada em um palco. E não importavam se eram as novas ou as velhas, os quase mil espectadores no teatro sabiam cantar todas as letras de Leandro – por mais extensas e cheias de referências e metáforas que fossem.
Mas além de falar de seu presente e passado, Emicida olhou para os lados ciente de que seu papel depende do contexto – e não apenas de si mesmo. Além de cantar a música que dividiu com o funkeiro paulista MC Guimê em seu último disco (“País do Futebol”), Emicida ainda saudou os papas do R&B paulistano (Sampa Crew, com “Eterno Amor”), a dupla mais conhecida do funk carioca (Claudinho e Buchecha, com o clássico “Nosso Sonho”), seus ancestrais no hip hop brasileiro (no já tradicional medley com músicas de Xis, De Menos Crime, Doctor MC’s, Sabotage e Racionais MCs) e os contemporâneos do Código Fatal (com “Minha Vida”). Mais do que isso, reverenciou o passado da música brasileira cantando “Marinheiro Só”, “Trem das Onze”, imitando Roberto Carlos em uma canção romântica e celebrando Jair Rodrigues em outra. Ele não separa música pop de música popular, não há diferença entre o toca no rádio, o que vem da TV, o que se vende em lojas de discos ou o que chega pela internet. Música brasileira é uma coisa só – e Emicida parece saber.
Ao final da noite, logo que as luzes se acenderam, João Donato numa gravação de 1975 cantava “Emoriô”.

Céu está lançando seu primeiro disco ao vivo (também em DVD) que fecha o ciclo de sua primeira década na ativa, reunindo músicas dos três primeiros álbuns e algumas versões de músicas de outros autores – ela me chamou pra escrever o release do disco, outro dia eu posto aqui. E entre as faixas que ela registra pela primeira vez está essa irresistível versão para “Mil e Uma Noites de Amor”, de Pepeu Gomes. Aumenta o som…

“Happy”, John Oliver, “Fancy”, o desafio do balde de gelo, “Let it Go” – o YouTube fez sua retrospectiva 2014 e misturou seus grandes hits num enorme vídeo (no final tem uma bula com links para todas as referências citadas).
