Trabalho Sujo - Home

“Get Lucky” sussa

daftpunk-daniela

Nessa versão, Daniela Andrade chamou Tim Atlas pra dar uma cara Xx ao hit do Daft Punk. Às vezes fica parecendo uma paródia que não quer ser engraçadinha.

Vida Fodona #381: Dias estranhos

vf381

É o inverno que chegou…

Doors – “Strange Days”
Do Amor – “Mindingo”
Feelies – “Fa-Ce-La”
Wilco – “Marquee Moon”
Mahmundi + Silva – “Balada do Amor Inabalável”
Madrid – “The One”
Phoenix – “Trying to Be Cool (Breakbot Remix)”
Daft Punk – “Lose Yourself to Dance”
Hot Chip – “Dark & Stormy”
Daftside – “Giorgio By Moroder”
Knife – “Full of Fire”
Bárbara Eugênia – “Não Tenho Medo da Chuva e Não Fico Só”

Vambora.

Wilco “Get Lucky”

wilco-junho-2013

Ontem começou o Solid Sound, o festival organizado pelo Wilco em North Adams, Massachusetts, nos EUA, em que eles tocam duas noites e convidam bandas amigas (como, nesta edição, Low, Yo La Tengo, Medeski Martin & Wood, Dream Syndicate, Foxygen, White Denin, os Mutantes, entre outros). O próprio Wilco toca duas noites e na primeira delas, dedicou seu setlist basicamente a versões. Destaco a de “Get Lucky” pois foi o vídeo que encontrei e por motivos de zeitgeist:

E que tal “Cut Your Hair”, do Pavement?

E “Color Me Impressed”, dos Replacements, com o Tommy Stinson na guitarra?

Alguém achou mais outra? A Nayla (valeu!) descolou um trecho de “Marquee Moon” ao vivo, que também pintou no Soundcloud.

E o áudio desse show, será que aparece? O setlist completo e segue abaixo:

 

Daftside e como soaria o disco novo do Daft Punk se ele não tivesse a sonoridade dos anos 70

daftside

Um dos grandes trunfos de Random Access Memories, o recém-lançado e alardeado novo disco do Daft Punk, é o fato de ele ser uma obra fechada, um disco conceitual sobre o universo disco nos anos 70 e a influência sobre a sonoridade da dupla francesa. Isso também o tornou alvo de várias críticas, vinda de gente que esperava que os dois explorassem novas fronteiras dos universos paralelos que habitam – a música eletrônica e a música para dançar. Eu particularmente entendo Random Access Memories como um disco de época, que dá uma grandiosidade épica à disco music que o gênero só foi adquirir ao ser cooptada pela indústria do disco.

Aí vem o prodígio Nicolas Jaar e seu compadre Dave Harrington e remixam, na íntegra, todo o disco lançado há menos de dois meses sob o nome de Darkside – ou Daftside, neste caso. Random Access Memories Memories picota trechos do disco, altera a ordem das músicas, enfatiza a guitarra de Niles Rodgers, praticamente elimina todos os vocais e dá ênfase às distorções digitais, tanto glitches quanto timbres. Um exercício consciente e ousado de plunderfonia, que contesta a sonoridade setentista e a provoca para refletir o estranho ano que estamos vivendo: saem os sorrisos felizes típicos da disco e entra uma obscuridade desconfortável mas familiar, filtrado por uma ótica digital torta. Dá pra ouvir essa jóia na íntegra aí embaixo: