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Tem disco novo do Cure vindo aí – mais de um inclusive!

Se no primeiro show de sua nova turnê, que aconteceu no festival catalão Primavera Sound, o Cure pinçou músicas que não tocava ao vivo há anos, no segundo, que foi no festival português North, na cidade de Maia, seguiu nessa toada e tocou “Treasure”, outra música do Wild Mood Swings, de 1996 (sexta tocaram a faixa de trabalho “Mint Car”), e “In Your House”, do segundo disco Seventeen Seconds, de 1980, que não tocavam há mais de dez anos. Este disco inclusive foi a base do segundo bis da banda, que ainda contou “M”, “Play for Today” e “A Forest”, do mesmo álbum. A última vez que tocaram “In Your House” ao vivo foi em 2011, quando tocaram a íntegra de seus três primeiros discos no Beacon Theatre, em Nova York (eu estava lá e vi os três shows que eles fizeram no fim de semana). E como se não bastassem as novidades no palco, o dono da banda Robert Smith adiantou para a rádio BBC que eles estão com um disco pronto para sair – talvez mais de um: “Gravamos o equivalente a três discos de músicas”, disse na entrevista, em que disse que os dois primeiros a sair são mais pesados e densos, como o fabuloso Songs of a Lost World, lançado há dois anos, e um terceiro, como ele mesmo diz, “mais pra cima”. “As pessoas vão pensar: ‘ah, o disco é assim porque eles está gravando com a Olivia (Rodrigo, com quem acabou de lançar uma música)’, porque este terceiro disco é realmente mais pra cima. É bem pop, mas não dá pra comparar com as coisas que a Olivia faz, mas é a minha ideia de pop pelo Cure. Provavelmente vai ser 20 batidas por minuto mais lento do que qualquer coisa que ela faça, mas comparado com o que estamos fazendo nos últimos anos, é bem mais rock.”

Assista abaixo a versão que o grupo fez para “Treasure” e “In Your House” em Portugal:  

Olivia Rodrigo ♥ Robert Smith

É oficial: mais do que amigos, Robert Smith e Olivia Rodrigo agora são parceiros – e o chá de revelação aconteceu de surpresa, no palco, quando depois de anunciar que iria cantar uma música nova, batizada de “What’s Wrong With Me”, ela atravessou a primeira parte dela acompanhada apenas de sua banda, para chamar o convidado no palco, num grito de susto: “Senhoras e senhores, deem as boas vindas para Robert Smith”, gritou quase sem acreditar, para ver o senhor The Cure assumir os vocais e dividi-lo com ela num dueto fofo (odeio esse adjetivo, mas não tem outro nome pra isso). E ao mesmo tempo em que é delicioso perceber que, além de suas as duas vozes se encaixam quase como mágica, a composição reúne duas tradições cancioneiras – a música pop para rádio dos EUA (um legado literalmente secular) e as improváveis doces canções do pós-punk inglês (uma escola de quatro décadas crucial para o surgimento do que chamamos hoje de indie). E é essa confluência, que pode traduzir-se em novos fãs para os dois lados, que torna a canção tão singular – e reforça ainda mais a expectativa para o próximo disco de Olivia, que será lançado na sexta-feira.

Assista abaixo:  

Todo o show: Cure no Primavera, em Barcelona (5.6.2026)

Depois do aguaceiro que abateu-se sobre o Primavera de Barcelona na quinta (com cancelamentos de vários shows do evento), a sexta-feira deu uma trégua e trouxe de volta a boa vibe para o festival catalão, para a sorte do Cure – e de seus fãs. Retornando aos palcos depois de uma pausa de um ano e meio, o grupo de Robert Smith não só fez mais um felizmente gigantesco show (com as duas horas e meia de praxe) com aproveitou para trazer de volta aos palcos pérolas menores de seu repertório que não tocavam há eras, como “Mint Car” (música de trabalho do disco Wild Mood Swings, de 1995, que não era tocada há dez anos) e três músicas que não tocavam desde 2019: “Alt.End” (do disco de 2004, batizado só com o nome da banda), “2 Late” (lado B do single “Love Song’, de 1989) e “Wrong Number” (single que acompanhou o lançamento da coletânea Galore, de 1997). Nenhuma música inédita, mas aquela chuva de clássicos, como dá pra ver no vídeo com a íntegra do show.

Assista abaixo:  

Garbage ♥ Cure

O Garbage encerrou a programação do fim de semana no Royal Albert Hall na capital inglesa, quando Robert Smith apresentou sua curadoria de música para a edição deste ano dos shows beneficentes para a fundação Teenage Cancer Trust. É a primeira vez que o líder do Cure assume o cargo que, até o ano passado, era do fundador da ONG, o vocalista do Who Roger Daltrey. Na edição 2026, Smith chamou bandas como Mogwai, Manic Street Preachers, Chvrches e My Bloody Valentine e as apresentações terminaram neste sábado, quando a banda Placebo abriu para o show do Garbage, que, com Shirley Manson à frente, fez uma bela versão para a clássica “Lovesong” do Cure. Olha que beleza…

Assista abaixo:  

Todo o show: My Bloody Valentine no Royal Albert Hall (27.3.2026)

Robert Smith e Kevin Shields num mesmo ambiente. Só a foto dessas duas sumidades já valeu a curadoria que o líder do Cure está fazendo do evento de caridade pra ONG inglesa Teenage Cancer Trust durante essa semana no Royal Albert Hall. O show dessa sexta-feira começou com a abertura de um reformulado Chvrches, que logo depois espaço para a banda do mago da transcendência noise. E o My Bloody Valentine em 2026 – formação classicissima: Shields, Bilinda Butcher, Debbie Googe e Colm Ó Cíosóig – fez jus à reputação de ícone de uma nova geração que está lotando todas as casas de show que a banda aparece, como podemos ver e ouvir nesse show, que felizmente, alguém gravou na íntegra. Quando é que eles vêm pra cá?

Assista abaixo:  

Manic Street Preachers ♥ Cure

A ONG inglesa Teenage Cancer Trust, que há 24 anos realiza shows para arrecadar fundos para lidar com o tratamento de jovens que atravessam sua adolescência com a doença, trocou de curador para a edição deste ano, quando, no ano passado, seu fundador e curador até então, o vocalista do grupo The Who Roger Daltrey, deixou o cargo para convidar o líder do Cure Robert Smith para assumir a nova função. Smith, que já assumiu cargo do tipo quando assumiu a programação da edição de 2018 do festival inglês Meltdown (reunindo Mogwai, Nine Inch Nails, Psychedelic Furs e The Church no mesmo evento), escolheu os artistas para a primeira edição dos shows deste ano, que acontecem no Royal Albert Hall em Londres durante esta semana, e a primeira noite aconteceu nesta quinta-feira, com shows dos grupos Joy Formidable e do Manic Street Preachers, este último saudando o curador da noite ao tocar “Close to Me” do Cure, além de versões para músicas do The The (o hit “This is the Day”) e do Echo & The Bunnymen (“Bring On the Dancing Horses”).

Assista abaixo:  

The Cure nos cinemas!

Depois de 16 anos sem lançar disco novo, o Cure finalmente atendeu à espera dos fãs no ano passado, quando lançou o soberbo Songs of a Lost World no início de novembro do ano passado. No mesmo dia do lançamento, fez um show para três mil pessoas na casa de shows londrina Troxy e lançou o vídeo no YouTube para os fãs de todo o planeta na mesma semana, na única apresentação em que tocaram o longo disco do ano passado na íntegra. E agora eles aumentam ainda mais a escala desse show ao transformá-lo em um documentário que estará nos cinemas do planeta a partir do dia 11 de dezembro. The Show of a Lost World já está com ingressos à venda e vai passar em várias cidades do mundo – inclusive em várias no Brasil. Confira aqui e assista ao trailer abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ Cure

Se a Gracie Abrams puxou seu pop prum lado mais sério no começo do festival de Glastonbury deste ano ao cantar a mágica “Just Like Heaven” do Cure, Olivia Rodrigo falou ainda mais grosso ao tocar não apenas essa música do Cure, mas também “Friday I’m in Love”, ao encerrar o festival inglês no domingo com a presença de ninguém menos que o próprio senhor Cure, quando convocou o mago Robert Smith para dividir o palco com ela nas duas canções. Que momento! Deu até pra desculpar a Olivia por ter chamado o Ed Sheeran para dividir o palco com ela no show que ela fez no Hyde Park, em Londres, na sexta-feira anterior (e não custa lembrar que ela puxou David Byrne pro palco dia desses…).

Assista abaixo:  

Gracie Abrams ♥ Cure

E por falar no Glastonbury desse ano, imagino que vocês não devem dar a menor pelota pra filha do J.J. Abrams (que tem crescido cada vez mais como popstar), mas essa versão que ela fez pra “Just Like Heaven” no festival inglês ficou joia.

Assista abaixo: