Rodrigo Campos + Criolo
Em uma música do ótimo Bahia Fantástica:
Em uma música do ótimo Bahia Fantástica:
…tão pouco tempo pra escrever. Vi Racionais, Céu, Quarto Negro e Silva nos últimos dias, além de estar presente nos dois dias do Sónar em São Paulo, mas me falta tempo pra escrever sobre os shows (embora os vídeos que fiz já estejam todos no ar, para quem quiser assistir – tou colando uns aí embaixo). Enquanto não escrevo, linko a resenha que o Camilo fez para o ótimo festival do fim de semana, além dos textos que o Bruno fez sobre os shows do Sónar que conseguiu levar para o Circo Voador via Queremos (Mogwai, Little Dragon, James Blake e Chromeo). O Lucas também comentou sobre o show do James Blake (que perdi :-/).
Dei a letra num post anterior e o Yuri do Fita Bruta fez o trabalho sujo (hehe) de separar as músicas do Criolo que não estão no disco dele do ano passado, Nó na Orelha. Entre elas:
Gravada há um ano exatamente num show no Auditório Ibirapuera, “Olhos de Safira” é prima de “Freguês da Meia-Noite”.
“Lantejoula” envereda pela música nordestina.
Os sambas “Casa de Mãe”, “Quatro da Manhã” e “Gelo no Inferno” foram mostrados para a TV Folha.
E tem outras mais lá no Fita Bruta, saca só.
Spike Lee está fazendo um documentário sobre o Brasil e entrevistou o Criolo, que publicou a foto abaixo no Feice.
Agora, uma dúvida: será que alguém já compilou as músicas novas que o Criolo tem tocado nos shows – e que não entraram em seu disco do ano passado?
A música nova do Criolo é jingle de um programa de TV a cabo.
Nada contra (quer dizer, fora o fato da música ser fraca), mas será que ele coloca no disco, como os Mutantes fizeram? Vi no Camilo.
O primeiro grande momento de 2012
Sesc Pompéia @ São Paulo
5 de janeiro de 2012
Showzaço do Criolo com o Emicida no Sesc Pompéia nesse fim de semana, com a banda do Criolo – regida pelo Ganjaman – servindo de base para o encontro dos dois principais nomes do rap nacional atualmente. Velhos de guerra, os dois dominaram os dois últimos anos desbravando novas fronteiras para o velho gênero – que, por mais que já tenha seu quarto de século de vida, ainda está preso ao estigma da periferia e no estereótipo paulistano do gênero. Embora tanto Criolo quanto Emicida não neguem suas origens (não é este o ponto), eles impulsionam o diálogo da cultura hip hop para frente, para o alto e além, puxando novos ouvintes para a cena e fazendo questão de ter assento no conselho de segurança da música brasileira, exigência que já deveria ter sido feita há pelo menos dez anos.
Daí a importância do encontro que não foi propriamente um encontro, mas uma seqüência alternada de músicas de cada um dos dois, com o outro por vezes dando o ar de sua graça, quando não ficava, em geral, na posição de backing vocal. Meu excesso de expectativa talvez esperasse Emicida rimando sobre “Não Existe Amor em SP” ou Criolo cantando o refrão de “A Cada Vento”, mas a primeira parte do show foi basicamente um revezamento dos talentos de ambos, passando por seus principais hits. Confesso minha empatia maior por Emicida – seu flow é equivalente à sua presença de palco e ele não parece ser muito diferente dentro e fora de cena. Já Criolo parece assumir um personagem, que dança esquisito e faz poses e caretas. Há quem diga que aí reside parte de seu carisma (a outra vem inegavelmente quando ele canta e conversa com o público), mas, comigo, não bateu.
Emicida + Criolo – “Fogo na Bomba” / “Tik Tak” / “Sr. Tempo Bom” / “Os Mano e As Mina” / “Capítulo 4 Versículo 3” / “UBC” / “Pule ou Empurre” / “Sou Negrão” / “Rap é Compromisso”
Num show surpreendetemente longo, o groove foi comendo lentamente, com todos os músicos trabalhando para não se superporem ao vocalista. Mas as coisas desequilibraram mesmo a partir da segunda parte do show, quando os dois passaram ao centro do palco continuamente, chamando outros vocalistas convidados (os dobras de Criolo e Emicida, Dandã e Rael da Rima, respectivamente, além de Juçara Marçal) para o meio da roda e, finalmente, emendar uma seqüência inacreditável de clássicos do rap brasileiro, recapitulando a história do gênero dos Doctors MC’s ao Sabotage, passando pelos Racionais, RPW, Thaíde & DJ Hum, SNJ, Xis e Rappin Hood, no primeiro grande momento musical de 2012. Showzaço.
Tem mais vídeos que eu fiz do show aí embaixo:
1) Girls – Father, Son, Holy Ghost
2) Metronomy – The English Riviera
3) Rapture – In The Grace of Your Love
4) Bonifrate – Um Futuro Inteiro
5) Memory Tapes – Player Piano
6) Washed Out – Within and Without
7) Karina Buhr – Longe de Onde
9) Gui Amabis – Memórias Luso/Africanas
10) Weeknd – House of Balloons
11) Anelis Assumpção – Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não Sou Santa
14) Thurston Moore – Demolished Thoughts
15) Danger Mouse e Daniele Luppi – Rome
16) Radiohead – The King Of Limbs
18) PJ Harvey – Let England Shake
19) Wild Flag
22) ruido/mm – Introdução à Cortina do Sótão
23) Holy Ghost!
25) Marcelo Camelo – Toque Dela
26) Silva – Silva EP
27) Cícero – Canções de Apartamento
29) Wado – Samba 808
30) Bixiga 70
31) Burro Morto – Baptista Virou Máquina
34) Kiko Dinucci + Juçara Marçal + Thiago França – Metá Metá
35) Mayer Hawthorne – How Do You Do
36) Stephen Malkmus & The Jicks – Mirror Traffic
38) Ogi – Crônicas da Cidade Cinza
39) Frank Ocean – Nostalgia, Ultra
40) Justice – Audio, Vídeo, Disco
42) M83 – Hurry Up, We’re Dreaming
43) Ema – Past Life Martyred Saints
45) Red Hot + Rio 2
46) James Blake
47) Beastie Boys – Hot Sauce Committee Part Two
49) Mopho – Volume 3