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Country Joe McDonald (1942-2026)

Responsável por um dos momentos mais memoráveis do filme e do festival de Woodstock, o cantor estaduindense de folk Country Joe Macdonald, morreu neste sábado. Depois de desperdiçar três anos no exército de seu país (quando serviu em uma base norte-americana no Japão), voltou para os EUA no meio dos anos 60 e envolveu-se com o ativismo antiguerra, tanto em publicações independentes, passeatas e, finalmente, música. Uniu-se ao camarada Barry “The Fish” Melton e aos poucos a dupla acústica de folk Country Joe & The Fish tornaria-se uma banda de rock psicodélico. Ela foi escalada para tocar em vários festivais daquele período histórico, especialmente o Monterey Pop Festival em 1967 e Woodstock dois anos depois, logo após terem decidido terminar com o grupo. Naquele mesmo ano lançara seu primeiro disco solo, Thinking of Woody Guthrie, em homenagem a seu ídolo, pioneiro da folk music nos EUA. Foi esse espírito que o levou a entoar uma canção que havia composto em 1965 e que entrara no repertório de sua banda no formato eternizado por Guthrie, voz e violão. E assim transformou “I-Feel-Like-I’m-Fixin’-to-Die Rag” num dos grandes momentos do evento e num hino antibélico do período, com seu refrão cantando num tom mórbido: “1-2-3-4, por que estamos em guerra? Não me pergunte, não me importo, a próxima parada é o Vietnã. 5-6-7 abram os portões do paraíso. Não tempo pra se perguntar, todos nós vamos morrer!”. Após Woodstock engrossou ainda mais seu ímpeto na carreira solo, no ativismo e na gravadora Rag Baby, batizada em homenagem a uma das revistas independentes que publicava nos anos 60, além de voltar algumas vezes em reuniões do The Fish (que aconteceram em 1977 e 2004).