Trabalho Sujo - Home

Sabrina Carpenter ♥ Madonna

Na primeira noite do segundo fim de semana do Coachella, Sabrina Carpenter subiu o sarrafo e tirou onda ao chamar ninguém menos que Madonna para dividir o palco com ela, quando cantaram juntas “Vogue”, “Like a Prayer” e a inédita “Bring Your Love”, que pode estar no recém-anunciado novo disco da madre superiora, Confessions II, que será lançado em julho.

Assista abaixo:  

O melhor do primeiro fim de semana do Coachella de 2026: Geese e Strokes zoando o Justin Bieber

Os renascidos Strokes também tocaram no Coachella neste fim de semana e além de tirarem uma onda por estarem abrindo por Justin Bieber, ainda mostraram que estão bem e que sabem fazer um showzão, mesmo que não estejam mais na flor da idade (cada geração tem a sua referência de rock clássico). Alguém falou em Primavera São Paulo? E, claro, teve Geese tamém que, pra variar, inseriu mais um cover na parte do meio de sua “2122” – e depois de meter Primal Scream, Stone Roses e Spacemen 3 nos shows que fez no Reino Unido, saudou o festival com uma versão de… “Baby” do Justin Bieber. Uma crítica mais sutil e bem humorada à principal atração do festival esse ano do que as reclamações dos Strokes.

Asssita abaixo:  

Coachella 2023 reflete a crise política atual dos EUA

O Coachella anunciou sua escalação para a edição do ano que vem e o que foi apresentado é um bom retrato do estado do pop atual equilibrado com a expectativa de que os Estados Unidos se tornem uma autocracia em pouco tempo. Ao mesmo tempo em que traz nomes instigantes e relevantes como Wet Leg, Ethel Cain, Turnstile, Oklou, Addison Rae, Pink Pantheress e o inusitado encontro inédito do Nine Inch Nails com o Boys Noize, batizado de Nine Inch Noize, o evento prefere jogar no seguro, trazendo as três principais atrações vindo direto da música pop mais comercial feita hoje – Sabrina Carpenter, Justin Bieber e Karol G -, nomes estabelecidos do rock alternativo (desde as voltas do Xx e do Rapture, passando pelos Strokes, Devo, David Byrne, Foster the People e outros), um monte de DJs, bandas de hardcore, nada de country e pouco de rap. Mas um bom termômetro para a escalação do ano que vem é a tentativa de mostrar que é possível ser multilateralista na Trumplândia, mas só pela escolha brasileira – tanto nome do Brasil pra levar e eles vão de Luísa Sonza? – fica a impressão de nomes colocados mais pra fazer número do que por sua importância artística. Fora essa estreia no bunker (seja lá o que isso queira dizer) do Kid A Mnesia do Radiohead. Será um show da banda dedicado aos dois discos ou uma espécie de instalação ou performance? Acho mais provável a segunda opção, mas vamos ver…