Jornalismo-Arte: Claudia Assef

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Sigo reconstituindo a história do jornalismo que cobre música no Brasil chamando uma das desbravadoras da música eletrônica no país, que, com seu trabalho, ressignificou o papel do DJ na cultura brasileira e ultimamente vem discutindo a participação da mulher no mercado da música. Claudia Assef começou no jornalismo diário e aos poucos foi se especializando em determinadas áreas, bem como flertando com diferentes formatos de jornalismo, indo da curadoria ao livro (e ela já escreveu três!), passando por revistas, blogs, festas e conferências. Nesta terceira edição do Jornalismo-Arte, ela também se lembra de sua entrada no mundo da música e especificamente da música eletrônica, sua estada em Paris, sobre a falta de mulheres neste meio e como ela descobriu o primeiro DJ da história do país.

Falando sobre cultura independente

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Participei esta semana do podcast São Paulo: Capital da Cultura, feito pela Secretaria de Cultura, com apresentação do Leo Madeira. Os outros convidados da edição foram o Thiago Pethit e a Claudia Assef e conversamos sobre música independente.

A noite em discussão

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O Centro Cultural São Paulo faz parte das comemorações da primeira edição da Semana da Música Eletrônica e recebe workshops e debates sobre a vida noturna na Sala Ademar Guerra, a partir das 16h desta sexta-feira. A programação dos debates segue abaixo (mais informações aqui) e a programação completa da Semana da Música Eletrônica, que continua sábado e domingo em outros lugares da cidade pode ser vista aqui. E o melhor é que é tudo de graça.

16h – Workshop: A História Do DJ No Brasil (resumão Para O Vestibular), com Claudia Assef

17h – Workshop: Como Nasce Um Remix – Por Dentro Das Batidas De Construção, com L_cio

18h – Debate: Redução de Danos
Ana Cristhina Maluf
Gabriel Pedroza
Xampy Fontinhas
Mediação: Soninha Francine

19h – Debate: Mulheres na Música Eletrônica
Luísa Puterman
Érica Alves
Tati Pimont
Mediação: Monique Dardenne

20h – Debate: Como Andam as Festas de Rua de SP
Akin Neto (Metanol)
Augusto Olivani (Selvagem)
Euvira Euvira (Coletividade.Námíbià)
Suzana Taleb Haddad (vampire Haus)
Mediação: Francisco Raul Cornejo

Concertos de Discos: Música de Pista Brasileira

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Claudia Assef conta a história da dance music no Brasil em três aulas no Centro Cultural São Paulo, a partir de hoje e nos próximos dois sábados dentro da programação dos Concertos de Discos deste mês de setembro. As aulas são gratuitas e acontecem sempre a partir das 15h30 na Discoteca Oneyda Alvarenga (mais informações aqui).

Centro do Rock 2017: Rakta

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A atração de hoje do Centro do Rock no Centro Cultural São Paulo é a melhor banda de rock do Brasil hoje: uma banda só de meninas sem guitarra. Além do show das Rakta (mais informações aqui), também há um mesa sobre o papel da mulher no rock com a participação da Paula e da Carla (ambas do Rakta), Taciana Barros (ex-Gang 90 e atual Pequeno Cidadão) e Sandra Coutinho (Mercenárias), com a mediação feita pela Claudia Assef. Vamos lá? O debate, de graça, começa às 19h e o show às 21h.

Dia da mulher no CCSP

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Nesta quarta, o Centro Cultural São Paulo celebra o dia da mulher com a primeira atividade do Women’s Music Event, que eu trouxe para ser realizado no CCSP. Além de detalhar a incrível programação do evento, haverá a exibição do documentário sobre a guitarrista que inspirou Elvis Presley e Chuck Berry, Sister Rosetta Tharpe, e um debate que contrapõe técnica e feeling com as presenças de Sandra Coutinho (das Mercenarias), Elisa Gargiulo (do Dominatrix), Carol Navarro (do Supercombo) e da DJ Cinara Martins, além da mediação da mestra Claudia Assef. Tudo de graça, a partir das 19h (mais informações aqui). Vamos?

O primeiro Women’s Music Event

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É com imensa satisfação que anuncio a primeira atividade da minha curadoria de música no Centro Cultural São Paulo, que sediará a parte de workshops, palestras e discussões idealizado pela Claudia Assef e pela Monique Dardenne – o Women’s Music Event discute o papel da mulher no mercado da música e acontece nos dias 18 e 19 de março, com a cantora e compositora Marina Lima como madrinha da primeira edição. E o CCSP ainda terá shows gratuitos no sábado! Tenho certeza de que serão dias históricos para a música brasileira deste século. A programação inteira você confere aqui. You go, girls!

Como foi a edição de junho de 2016 das Noites Trabalho Sujo

Noites Trabalho Sujo | 11.06.2016

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Nosso encontro mensal de fricção audiófila tem um duplo desafio nesta edição junina, que acontece mais uma vez na torre de captação de boas vibrações localizado no centro do centro de São Paulo. A primeira missão é a convicção plena de que é possível elevar o astral psíquico através da conjunção de fatores que incluem frequências sonoras, movimento corporal, pálpebras semicerradas e espírito regozijado, sempre sob as condições ideias de temperatura e pressão, atingidas sempre consensualmente. Mas este mês especificamente temos um desafio metereológico e precisamos acelerar partículas psíquicas para provar que as baixas temperaturas que invadiram o mês, talvez reflexo da conjuntura baixo astral que paira sobre o país, estão associadas à desesperança que aos poucos se espalha por corações e mentes neste 2016. Por isso a solução encontrada – e o segundo desafio deste sábado – foi aquecer corpos e cérebros com registros sonoros que ativem áreas mentais apagadas pelos acontecimentos dos últimos meses. A programação do seminário mensal desta virada do sábado para o domingo conta, portanto, com a volta do doutor Luiz Pattoli, recém chegado de mais uma experiência paterna, que volta ao auditório azul com suas festejadas hipóteses sobre a vida nudista, completando o simpósio Noites Trabalho Sujo, que durará por toda a madrugada e ainda conta com a presença do ativista de moléculas do prazer Danilo Cabral e o cientista-sênior Alexandre Matias, idealizador do encontro periódico, que traz novas teorias discutidas em seminários recentes que esteve presente nos Países Baixos e na Catalunha. O auditório preto recebe a presença eminente de duas sumidades estudiosas da vida noturna e do impacto sônico no comportamento humano: o papa da eletrônica Camilo Rocha e a antropóloga orgânica Claudia Assef, que apresentam seu consagrado estudo Discology para os sócios de nosso experimento psíquico, uma aquisição que há muito sonhávamos em nossa programação e que calhou de surgir na melhor hora. E fechando o elenco desta noite, temos a volta do professor Wilson Farina, do instituito Heatwave de correção de convicções, que aproveita a data comercial que inicia-se na madrugada do domingo, para apresentar sua seleção de registros sobre o mais intenso dos sentimentos, a paixão, uma das energias básicas de nossos encontros. Contamos com a presença de todos que enviarem os nomes para o correio eletrônico [email protected] até às 18h do dia do evento, pois esta é a única forma de garantir sua presença neste ritual de caráter estritamente científico. Uma amostra do que vos espera:

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 11 de junho de 2016
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli, Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Wilson Farina (Heatwave), Camilo Rocha e Claudia Assef (Discology)
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email [email protected] O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. E chegue cedo – os 100 que chegarem primeiro na Trackers pagam R$ 20 pra entrar.

Impressão digital #0057: O DJ e as redes sociais

A minha coluna no Caderno 2 foi sobre o debate sobre música eletrônica e redes sociais que mediei no YouPix, semana passada.

O DJ e a internet
Redes sociais e vida noturna

No dia 2 de abril, a colunista do C2+Música Claudia Assef publicou o artigo A Música Eletrônica Cresceu Demais?, em que comentava que os hábitos noturnos de São Paulo haviam mudado e como a noite paulistana havia deixado de se importar com música. Conversando com Facundo Guerra, empresário da noite e dono de casas como o Lions e o Vegas, ela ouviu que “os clubes já não são mais templos de música. São extensões das redes sociais, ponto de encontro. O cara vai na boate pra encontrar aquela menina que ele cutucou no Facebook. A música virou trilha de fundo”. E com as redes sociais, o artigo correu sozinho pela internet, gerando comentários acalorados e discussões enfurecidas.

Foi o suficiente para que a publicitária Lalai Luna, que também produz festas, resolvesse entrar na discussão, incentivando-a. Lalai estava na curadoria de uma das áreas do festival YouPix, que cresce ano após ano e que pode ter fôlego para disputar com a Campus Party o título de principal evento de cultura digital do País. E resolveu convidar algumas pessoas para continuar a discussão iniciada nas páginas do caderno. Além da Claudia e de Facundo, Lalai também participou da mesa e chamou a blogueira e produtora de festas Flávia Durante, o produtor e publicitário Bruno Tozzini e o jornalista e DJ Camilo Rocha e este nada modesto missivista para mediar a mesa. O título da discussão era propositalmente polêmico – As redes sociais estão matando a música eletrônica? –, mas o debate fugiu de rusgas fáceis e a discussão chegou a alguns pontos interessantes, que resumo aqui.

Sim – a noite virou uma extensão das redes sociais. As pessoas estão realmente mais interessadas em “reencontrar” pessoalmente os amigos com quem passaram o dia conversando, seja no Twitter, via Gtalk, no Facebook ou pelo MSN. E não é que as pessoas deixaram de se interessar por música, mas é que elas querem ouvir músicas que já conhecem, daí um fenômeno recente – de uns dez anos para cá – do frequentador que pede música para o DJ, algo considerado profano nos tempos em que o DJ era o soberano da noite. Talvez isso ocorra porque as pessoas estão ouvindo menos rádio e encontram, na noite, uma alternativa à zona de conforto que era o rádio em seus dias de glória.

Acontece que o DJ está perdendo a importância vertical que tinha sobre a pista – algo que afetou qualquer área que tenha sido invadida pela internet. Do mesmo jeito que as indústrias da música, do cinema, dos games, das notícias, entre outras, a cultura noturna também foi afetada pela horizontalização imposta pela rede. Agora é hora de aprender a lidar com isso para seguir a história.