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Vivemos a melhor época da música brasileira?

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Vencedores do Grammy Latino 2016 evidenciam a ótima fase que atravessamos atualmente – escrevi sobre isso no meu blog no UOL.

Céu, Elza Soares, Djavan, Almir Sater & Renato Teixeira, Martinho da Vila, Paula Fernandes, Scalene e Ian Ramil, Anderson Freire e Hamilton de Holanda. O time de vencedores brasileiros do Grammy Latino 2016 é uma ótima amostra do quão vasto, popular e sofisticado é o atual panteão da música popular brasileira. Mas as pessoas insistem em reclamar que a música brasileira deste século não chega aos pés de sua fase de ouro, sem especificar direito o que era isso – as cantoras do rádio? A bossa nova? A emepebê? O rockbrasileirodosanosoitenta? Lamentam a ausência de um passado que muitas vezes não viveram para ignorar a riqueza do presente que os cerca. Preferem repetir um refrão insuportável de um hit repetido mil vezes para constatar a má fase atual em vez de sair da superfície e fuçar ao redor – e isso hoje em dia é tão mais fácil! Mas a preguiça é regra (essa eu até entendo – e aí o problema não é o ouvinte), o pessimismo é religião e reclamar é o esporte favorito do brasileiro desde muito antes do Facebook.

Mas perceba apenas nesta curta lista de nomes selecionados por um júri formado por gente da indústria fonográfica há universos inteiros do atual cenário brasileiro. Céu é a abre-alas de toda a geração que inclui uma safra inteira de artistas que não descende da bossa nova (nem musicalmente, nem por parentesco ou apadrinhamento), não compõe ao violão e é tão pop (e rock e reggae e samba) quanto emepebê. A diva Elza vive o auge de sua carreira décadas depois de sua consagração gravando o primeiro disco de inéditas de sua vida cercada por uma nova geração de músicos paulistanos tão inquieta quanto prolífica – só vimos a ponta deste iceberg chamado Mulher do Fim do Mundo, um disco que ainda tem muito chão pela frente.

Djavan entra como representante dos grandes nomes da emepebê – mesmo que tenha caído numa mesmice artística a ponto de gerar um clone que hoje é melhor do que o original. O encontro de Almir Sater e Renato Teixeira é de um gigantismo ímpar para a música de raiz brasileira, um acontecimento tão grandioso quanto Louis Armstrong e Ella Fitzgerald cantando Porgy & Bess para o jazz norte-americano. E a estatura de Martinho da Vila não se apequena ao lado destes, afinal é um dos medalhões do cânone do samba. Paula Fernandes também é a ponta de lança de um mercado ancestral, que desde o meio do século passado vem trabalhando para ser uma das principais forças comerciais do pop brasileiro – seu sucesso não é acaso, e sim fruto da obra do sertanejo, essa Nashville brasileira sem cidade-símbolo. O empate entre Scalene e Ian Rammil também crava duas facetas do rock produzido no Brasil – uma popular e emocional, outra específica e racional. Anderson Freire representa o enorme mercado de música religiosa, outra força pop cada vez mais musculosa, enquanto Hamilton de Holanda é o autor mais pop e dos mais ousados do imenso território que é a música instrumental brasileira.

A lista poderia incluir nomes como Anitta (a evolução global do funk carioca) e Emicida (ao mesmo tempo enfant terrible e poster boy do hip hop nacional), além de manjados ícones de nossa cultura, que, quando querem, mostram serviço (João, Gal, Gil, Ney, Caetano, Bethânia) e os que fazem sempre o mesmo há décadas (Roberto Carlos e Jorge Ben, notadamente). Além de literalmente centenas de outros artistas que mesmo não estando neste amplo panteão contribuem para a complexidade e vastidão do que chamamos de música brasileira – bandas de rock e regionais de choro, grupos de pagode e blocos de carnaval, trios de axé music e duplas sertanejas, MCs de funk e instrumentistas virtuosos. Artistas que pagam suas contas vivendo de sua arte e que disputam olhos e ouvidos de um público cada vez mais deslumbrado, blasé ou ignorante.

Culpe a internet, mas também culpe a si mesmo. A proliferação de possibilidades da rede, que permite a ascensão de cada vez mais novos artistas, é a mesma que nos cerca em uma câmara de eco que nos prende sempre àquilo que já conhecemos. E toda vez que você reclama de “Bumbum Granada” (sem perceber a conexão com Noriel Vilela), o algoritmo multiplicador de chorume das redes sociais traz a música que você reclama de volta e assim cada um de nós se fecha para o outro que existe logo ali, no churrasco do vizinho, no som do carro que passa à sua frente, saindo zumbido pelos fones de ouvido de alguém no metrô. Como aconteceu na política deste catastrófico 2016, estamos nos isolando uns dos outros de uma forma quase selvagem, nos fechando em tribos que mal cogitam a existência do outro como possível. Beirando a barbárie.

Mas se nossa vida política parece fadada a dois becos sem saída que se encontram num confronto violento, o mesmo não pode ser dito sobre nossa fruição estética. É possível reduzir a lacuna ideológica que separa diferentes brasis (e não apenas dois, como gostam de frisar) através da música, fazendo os diferentes lados compreenderem que estamos vivendo esta que pode ser a melhor fase da música brasileira. Ao mesmo tempo em que o conceito de disco se desfaz com o digital, vemos o nascer de gerações inteiras que não param de produzir e encantar diferentes públicos. Em alguns instantes fugazes estes públicos se contemplam e dançam junto, sem preconceito, como deve ser. Porque “Malandramente”, “Varanda Suspensa”, “Bang!” e “Playsom” podem funcionar perfeitamente na mesma pista. O segredo é fazer o público jogar a favor – e não contra.

Tudo Tanto #22: Céu inconstante

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Hora de republicar as edições da minha coluna Tudo Tanto que escrevi para a revista Caros Amigos nos útimos meses. A primeira da safra é a do mês de junho, quando escrevi sobre o Tropix da Céu.

Céu imprevisível
Em seu quarto disco, a cantora paulista se firma como o João Gilberto da música brasileira deste século

Encontrei com a Céu logo depois de ela ter terminado seu quarto disco e ela quase não cabia em si. Queria falar sobre o disco, queria mostrar o disco, queria dizer o nome do disco, dizer o que estava experimentando, o que havia inventado, quem havia participado. Mas sabia o quanto o sigilo era importante naquele estágio de gestação do álbum, que ainda estava tendo seu cronograma de lançamento agendado. A obra já estava terminada, o produto ainda não. Mas a vontade para mostrar o disco novo era tanta que ela preferiu trabalhar no campo subliminar, indo me encontrar vestida com uma camiseta do grupo paulistano Fellini. Confesso que a visão dela com a camiseta de uma banda tão importante para a cena independente brasileira quanto desconhecida do grande público me causou certo estranhamento, tanto que perguntei logo depois de nos cumprimentarmos. “Conheci faz pouco tempo”, ela me contou, empolgada, dizendo que estava escutando todos os discos da banda. Por mais que pudesse ter traçado uma conexão entre a banda paulistana e o novo disco dela (Céu lo-fi?) a dica invisível nunca me diria que ela estivesse prestes a lançar uma versão para uma das músicas do grupo. “Foi difícil escolher uma das músicas pra regravar”, ela me contou num outro encontro, quando já podia falar sobre o assunto.

Tropix, o disco que Céu revelou ao mundo no final de março, no entanto, passa longe das gravações de baixa fidelidade do Velvet Underground paulistano. O quarto disco da cantora é seu salto mais ousado, um mergulho na disco music e na pista de dança, na eletrônica e na vida noturna, no mundo digital e nos beats e loops. Um universo completamente avesso à aura rústica que ela carregava em seus ombros musicais, uma ambiência que cruzava a singularidade do reggae mais roots com a aspereza do samba mais cru, a tonalidade mais sépia da música latina e a candura da canção brasileira. Depois de discos de cores neutras, ela veio com um álbum preto, branco e prata, brincando com timbres sintéticos e com a linguagem digital.

E é tudo Céu. O disco foi produzido pela dupla Pupilo, o pulso preciso da Nação Zumbi, e Hervé Salters, o mago francês dos timbres eletrônicos por trás de projetos como General Elektriks e Honeycut. Conta com participações do guitarrista carioca Pedro Sá e da cantora paulista Tulipa Ruiz, tem canções coescritas com o goiano Dinho da banda psicodélica Boogarins e o pernambucano Jorge Du Peixe, vocalista da mesma Nação de Pupilo. Mas é tudo Céu.

A tradição do canto feminino no Brasil nos acostumou a tratar cantoras como intérpretes – que vão da simples definição do termo (em que basicamente cantam músicas compostas, arranjadas e produzidas por outros – quase sempre homens) ao limite da canção com o teatro (quando cantoras como Elis Regina e Maria Bethânia se entregam corporalmente à música). Mais uma das inúmeras facetas do secular machismo enraizado em nossas entranhas (e isso, de forma alguma, é demérito exclusivo do Brasil), sempre que pensamos em mulheres fazendo música, as vemos como musas escolhidas por homens talentosos ou controladores. Céu vira esse jogo. Porque seu disco é todo seu. Foi ela quem começou rascunhando as canções no computador, foi ela quem escolheu músicos e produtores, foi ela quem determinou o rumo a ser seguido, quem compôs as canções e deu o tom do novo álbum. Como em todos seus álbuns.

Ela é o João Gilberto de vestido que inventou essa nova bossa nova que gosto de chamar de música brasileira do século 21. Foi ela que mostrou para diferentes novas cantoras que não era preciso ter homens nos bastidores para determinar seu rumo. Foi ela também quem estabeleceu o parâmetro musical que não é preciso sublinhar forte os gêneros musicais em formação para se determinar pertencente a um clube A ou B de estilo musical, misturando tudo numa mesma sonoridade indefinível, ousada, mas, principalmente, pop. Tropix não é a nova joia em sua coroa de rainha da música brasileira: é o farol que determina o rumo daqui pra frente. Em seus três primeiros discos (Céu, Vagarosa e Caravana Sereia Bloom) ela traçou um perfil que ajudou a moldar a cena musical brasileira atual. Tal como João Gilberto cinquenta anos antes, não o fez de forma consciente, apenas deixou sua sensibilidade guiar o rumo. Mas acertou um nervo artístico que ecoou por diferentes artistas, cenas musicais, discos e shows. Injetou autoestima em uma cena musical que vivia sob a sombra de um cânone que parecia imutável. E mudou a cara da música brasileira.

Tanto que Tropix parece-se com outros dois discos de cantoras e compositoras que vieram depois dela. Tanto o Dancê de Tulipa Ruiz e Frou Frou de Bárbara Eugenia, ambos lançados no ano passado, disfar- çam-se de fúteis para passar mensagens bem fortes. Cada um apresenta uma sonoridade específica, todos os três fundados em cima de uma musicalidade brasileira que sucedeu a MPB dos anos 1970 e antecedeu o rock dos anos 1980. Uma atmosfera de pista de dança que ecoa a discoteca e os arranjos de Lincoln Olivetti, a carreira de Rita Lee após o grupo Tutti Frutti e os anos dance music de Gilberto Gil, a frugalidade de uma sonoridade de fácil absorção e com alto astral. Cada um deles chega dançando do seu jeito para revelar verdades mais difíceis de ser assimiladas do que o simples pop: Tulipa traz mestres como João Donato, Lanny Gordin e novos titãs como Felipe Cordeiro e o trio Metá Metá; Barbara entrega-se a mantras de autoconhecimento e às baladas intensas de Fernando Catatau e Tatá Aeroplano.

A superfície sintética e dance de Tropix guarda segredos densos e realidades flutuantes, como a própria versão que ela fez para “Chico Buarque Song”, dos acima citados Fellini, a latinidade teatral de “Sangria” e as três músicas que fecham o disco “Camadas”, “A Nave Vai” e “Rapsodia Brasilis”, cheias de cordas deslumbrantes, que apontam para um rumo completamente diferente da pista de dança (embora as duas últimas façam dançar). O que ela fará a seguir? Uma viagem à África? Um disco de música baiana? Uma visita ao Caribe? Uma busca pela canção interiorizada? Nem ela sabe. E assim ela consagra a imprevisibilidade não apenas como uma de suas principais características, como a de toda essa nova geração.

O festival mais alto astral do Brasil

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Em sua décima terceira edição, o pernambucano Coquetel Molotov se consolida como um dos melhores do país – escrevi sobre o festival no meu blog do UOL.

Conheço Recife desde os tempos em que o mangue beat ainda era uma novidade recebida com estranhamento pelos próprios pernambucanos, que demoraram para reconhecer que aquela mistura de tradição e modernidade encabeçada por Chico Science aos poucos colocaria a cidade não apenas no mapa musical do Brasil como no atlas da cultura mundial. A natureza tradicionalmente cosmopolita da cidade – resquício da colonização holandesa liderada por Maurício de Nassau no século 17 – havia entrado em estado de hibernação durante os anos 80 e a turma dos caranguejos com cérebro sonhava em voltar a respirar uma cidade que fosse reconhecida por sua rica cultura e mentalidade aberta, não pelos índices de violência e de pobreza.

Um quarto de século depois dos primeiros rascunhos do mangue beat, a décima terceira edição do festival pernambucano Coquetel Molotov foi a materialização daquela utopia imaginada no início dos anos 90, quando os primeiros agitadores culturais que criaram aquele movimento hoje histórico começaram a se conhecer. Eles imaginavam uma Recife conectada ao resto do estado, do país e do mundo sem fazer escalas pela ponte Rio-São Paulo, refletindo a atmosfera naturalmente moderna da capital pernambucana em uma conversa internacional e moderna, colocando artistas e público numa sintonia alheia às demandas ou exigências do mercado.

E foi isso que aconteceu na ampla fazenda colonial Coudelaria Souza Leão, neste sábado, dia 22, que recebeu a melhor safra do pop brasileiro deste ano, desfilando entre os dois principais palcos do dia final do evento, que desta vez teve etapas realizadas nas cidades de Belo Jardim (no interior do Pernambuco) e Belo Horizonte nas semanas anteriores. Quase dez mil pessoas assistiram a shows de artistas de diferentes estados brasileiros e de outros países, mas mais do que as atrações musicais o que realmente determinava a atmosfera do festival era o público.

Um púbico completamente misturado – de diferentes etnias, classe sociais, faixas etárias e gêneros -, respeitoso e exigente, entregues à música fosse ela a hipnose psicodélica dos goianos dos Boogarins, o groove sintético da paulistana Céu, o ativismo dance da curitibana Karol Conká ou a pista pesada dos soteropolitanos do BaianaSystem. Em cada um dos shows o público reagia de forma diferente, mas sempre entrando em sintonia completa com a realidade musical proposta por cada atração. Era uma pequena multidão que ia do transe reverente ao baile apaixonado, da surpresa empolgada ao êxtase corporal, deixando os artistas à vontade para fazer o que melhor sabiam.

Isso potencializou shows naturalmente fortes, como o de Céu e do BaianaSystem, donos de dois dos melhores discos e shows deste ano. Frente ao público do palco principal do festival (dentro de um enorme casarão colonial), os dois suaram sorrindo para fazer apresentações irrepreensíveis, conduzindo a platéia na mão ao mesmo tempo em que se entregavam a ela. Já artistas como o paranese Jaloo, a banda carioca Ventre e os norte-americanos do Deerhoof souberam aproveitar as dimensões menores do palco aberto e fizeram shows de pura adrenalina: Jaloo entregue aos braços da audiência, a baterista Larissa Conforto da Ventre mais uma vez roubou a cena com uma intensa intervenção política e os norte-americanos descarregando eletricidade e ritmo. Shows intensos em que parte dessa energia vinha da cumplicidade quase instantânea entre bandas e público.

Entre os dois palcos, este público também circulava entre um mercado de compras, o terceiro palco do festival (a Rural do Rogê, uma velha caminhonete que abriga shows itinerantes pelo Recife, capitaneada pelo Rogê da antiga Soparia, eternizado na música “Macô” da Nação Zumbi) e um quarto palco, bem menor e sem iluminação, quase uma ocupação, que foi colocado entre os dois palcos principais para receber bandas instrumentais. Música para todo o lugar que você ouvisse, cercando um público que começou a frequentar shows exatamente quando o mangue beat começou a ser incorporado ao mainstream da cidade e o Coquetel Molotov começava a dar seus primeiros passos, ainda sob o epiteto de “o festival indie do Recife”.

Treze anos depois o festival cresceu e seu público também, bem como suas ambições culturais e estéticas. E o que viu-se neste sábado no Recife foi justamente a maturidade completa de uma cena local, aberta para o novo e disposta a se reinventar constantemente, uma vez que a cena já entendeu esta realidade. Para o ano que vem eles tentam um desafio ainda maior: trazer o festival para São Paulo. Não apenas alugar uma casa noturna e desfilar algumas atrações que também levarão para o Recife, mas reproduzir em São Paulo a atmosfera deste que é o festival mais alto astral do Brasil. Um desafio e tanto.

Como foi o Coala Festival 2016

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Não consegui pegar os shows do início, cheguei no final da Céu e consegui ver Cícero e Marcelo Camelo, BaianaSystem (arrasador) e Karol Conká, seguem os vídeos a seguir. Festival redondinho, que só pecou pelo som e pela falta de sinalização nos arredores, mas de resto, tudo ótimo. São Paulo precisa de mais eventos assim:

Como foi a primeira edição do Spotify Talks

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O primeiro Spotify Talks, série de encontros e conversas sobre música que inventei de fazer com o pessoal do Spotify, aconteceu nesta terça-feira e reuniu alguns dos principais nomes da atual música brasileira. Aproveitei a reunião de Mahmundi, Lucas Santtana, Céu e Emicida para conversar sobre o início de suas carreiras, que começou neste momento estranho da indústria fonográfica, em que o modus operandi convencional – o que chamamos de mainstream – desmorou, implodindo em nichos cada vez mais populosos, em que cada artista pode experimentar tanto na composição e gravação de seus trabalhos, quanto em sua apresentação e divulgação. A íntegra da conversa deve pintar em algum dia desses por aqui, mas o pessoal do Update or Die acompanhou o debate e escreveu sobre o encontro, além de fazer estes vídeos abaixo com os participantes sobre o que é o mainstream neste início de século.

Fala Céu:

Emicida:


Emicida

Lucas:


Santtana

Mahmundi:

O próximo Spotify Tracks acontece no mês que vem e assim que tivermos fechada a programação eu anuncio aqui.

#SpotifyTalks: Contraponto ao mainstream

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Uma série de encontros para discutir as diferentes facetas do mundo da música neste século – este é o SpotifyTalks, que começa na semana que vem, que desenvolvi em parceria com o aplicativo de streaming de música mais popular do mundo. A ideia dos eventos é justamente mostrar que o Spotify não é apenas um software e que está ativo junto à comunidade musical brasileira e o primeiro deles acontece na terça que vem, com um debate sobre como o que chamávamos de mainstream está mudando à medida em que os nichos deixam de ser pequenos. Para isso, chamei quatro nomes da nova música brasileira que viveram diferentes fases do mercado fonográfico: Céu, Lucas Santtana, Emicida e Mahmundi. Este primeiro encontro é fechado (estamos estudando a possibilidade de transmitirmos os próximos) mas dá pra acompanhar a discussão com o pessoal do Update or Die.

Vida Fodona #532: Baixas temperaturas

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Segue o frio – e que frio!

Clash – “Should I Stay or Should I Go?”
Stooges – “T.V. Eye”
Inocentes – “Ele Disse Não”
Smack – “Rádio Smack”
The Fall – “Living Too Late”
New Order – “Every Little Counts”
LCD Soundsystem – “Dance Yrself Clean”
You Can’t Win, Charlie Brown – “Above the Wall”
Konk – “Konk Party”
Painel de Controle – “Relax (Extended Waxist Version)”
Sequence – “Funk You Up (Long Version)”
Daft Punk + Julian Casablancas – “Instant Crush”
Paul Simon – “The Werewolf”
Talking Heads – “Papa Legba”
John Carpenter – “This is Not a Dream”
Giorgio Moroder – “74 is the New 24”
Hot Chip – “Flutes”
Céu – “Varanda Suspensa”
Hurts – “Lights”
Radiohead – “Identikit”
Tatá Aeroplano – “Cadente”
Michael Kiwanuka – “Love & Hate”
Wilco – “If I Ever Was a Child”