Trabalho Sujo - Home

3 Hombres: Sob o Sol que Nunca Morre

Há décadas, uma promissora banda paulistana se reunia com um produtor gaúcho novato para registrar seu primeiro LP, mas, depois de gravado e mixado, aquelas fitas originais não foram lançadas e desapareceram logo em seguida, fazendo com que o disco fosse dado como perdido por muito tempo. Até que vasculhando o baú do saudoso @minimundomini, Sob o Sol Que Nunca Morre foi reencontrado e finalmente vê a luz do dia trinta e três anos após sua gravação. E os 3 Hombres remanescentes, Daniel Benevides, Jair Marcos e Thomas Pappon, se reúnem pela primeira vez em décadas nesta terça-feira no Centro da Terra, a partir das 20h, para celebrar as músicas deste disco, que está sendo lançado pela primeira em vinil, e os vinte anos da passagem de um de seus integrantes original, o lendário Celso “Minho K” Pucci. A noite promete! Os ingressos podem ser comprados aqui.

Noiserv: No Brasil

Terça-feira é dia de atração internacional quando o Centro da Terra recebe o cantor, compositor e músico português Noiserv, que traz suas composições doces e melancólicas para o palco do teatro no Sumaré – e a apresentação No Brasil, que marca sua primeira vinda ao país, ainda terá a presença de Bárbara Eugênia, que divide uma música com ele no palco. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Malú Lomando: Entreatos

Nesta terça-feira, maior prazer de recebermos no Centro da Terra o show de transição da atriz, cantora e compositora Malú Lomando. Ela, que lançou seu primeiro disco há exatamente dois anos (e, portanto, bem no início da pandemia), está repensando seu trabalho e aproveita a deixa para fazer a ponte entre seu álbum de estreia, Alphaleonis, e a nova cara de seu projeto musical, que mistura música, teatro e literatura. Ela se apresenta ao lado da pianista Giovanna Nunes e o espetáculo começa pontualmente às 20h (e os ingressos podem ser comprados neste link).

Kamau: Comutá

Nesta terça-feira quem comanda o espetáculo no Centro da Terra é o mestre Kamau, que faz sua primeira apresentação ao vivo desde 2020. Em Comutá, ele volta ao palco do teatro no Sumaré misturando clássicos de sua carreira com músicas compostas nestes últimos dois anos, contando com a participação do monstro Erick Jay, do tecladista Jhow Produz e do rapper DCazz. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados aqui.

Bernardo Pacheco: Deforma

Na primeira temporada de música do Centro da Terra após dois anos sem realizar apresentações ao vivo, Bernardo Pacheco resolveu explorar os limites do espaço cênico misturando artistas de diferentes disciplinas para expandir as possibilidades do improviso. A temporada Deforma faz parte da série Formação, em que o músico, engenheiro de som e diretor artístico vem explorando possibilidades de diálogo entre som, luz e corpo e que ganha uma nova etapa todas as segundas-feiras de março de 2022, no palco – e além dele – do Centro da Terra. Eis os artistas que ele chamou para participar das apresentações:

– 7 de março
Adriana Nunes
Barulho Max
Bernardo Pacheco
Olivia Munhoz

– 14 de março
Cacá Amaral
Júlia Barnabé
Lena Kilina
Philip Somervell
Rocío Walls

– 21 de março
Diogo Terra Vargas
Isadora Prata
Paola Ribeiro
Thomas Rohrer

– 28 de março
Christopher Mack
Inés Terra
Mariana Taques
Paulinho Fluxuz

Mais informações no site do Centro da Terra. Ingressos à venda através do Sympla.

Centro da Terra: Março de 2022

E o Centro da Terra volta à ativa neste mês de março, depois de dois anos parados! Mais uma vez assino a curadoria de música que permanece nas segundas e terças-feiras. Segunda é dia de temporada e o convidado desta primeira leva de espetáculos é o músico, técnico de som e diretor artístico Bernardo Pacheco, o Berna, que apresenta a temporada Deforma, em que convida artistas de diferentes disciplinas além da música (como dança, iluminação e até marionetes) para explorar diferentes cantos do teatro – cada segunda coloca público e artistas em locais improváveis e inusitados, questionando os limites entre palco e platéia. Na primeira terça do mês, dia 8, quem volta ao nosso palquinho é o rapper Kamau no espetáculo Comutá, em que mistura velhos clássicos com composições que fez durante a quarentena. Na segunda terça, dia 15, é a vez de Malú Lomando mostrar seu espetáculo de transição entre seu disco de estreia e o álbum que vem maturando nestes dois anos, chamado Entreatos. Depois, dia 22, é a vez do português Noiserv, que traz suas belas e melancólicas composições pela primeira vez para o Brasil num espetáculo chamado No Brasil. E, encerrando o mês, dia 29, ressuscitamos o clássico grupo proto-alt-country 3 Hombres, formado por Thomas Pappon, Daniel Benevides e Jair Marcos, que revisita um disco considerado perdido, Sob o Sol que Nunca Morre, produzido há mais de 30 anos pelo querido Carlos Eduardo Miranda, e que será relançado em vinil. O Centro da Terra fica na Rua Piracuama, 19, na divisa de Sumaré com Perdizes, e os espetáculos começam sempre às 20h. Nas quartas, a curadoria de cinema fica a cargo de Ananda Guimarães e nas quintas e sexta, a curadoria de dança é de Diogo Granato. Abaixo,

Quartabê reinaugura o Centro da Terra

Depois de dois anos sem ver o público, finalmente é dia de voltar ao Centro da Terra. As temporadas e a programação iniciam a partir de março, mas antecipamos a volta com a ilustre presença dos queridos Quartabê, que apresentam seu Lição #2: Caymmi nesta segunda-feira, 14 de fevereiro, a partir das 20h. Infelizmente, os ingressos já estão esgotados (vantagens de colaborar com o apoia.se do Centro da Terra – os apoiadores foram avisados anteriormente sobre este show, uma viagem densa e intensa a um oceano chamado Dorival Caymmi, tema do segundo disco do quarteto. E semana que vem anunciamos a programação de março. Confira mais informações no site do Centro da Terra.

Cartas do Centro da Terra

cartas_do_centro_da_terra

Quem acompanha os trabalhos do Centro da Terra, onde sou curador de música, sabe que ele é mantido com os ingressos do público, que, através da iniciativa Ingresso Consciente, permite que quem vá ao teatro possa escolher o preço que irá pagar para assistir aos espetáculos. Sem apresentações ao vivo desde que entramos em quarentena, resolvemos colocar em prática uma alternativa para a manutenção do espaço a partir de contribuições contínuas dos frequentadores. E já que não temos como fazer os espetáculos, pensamos numa outra forma de mantermos contato: as Cartas do Centro da Terra. Quem se inscrever para apoiar mensalmente o teatro, recebe em casa, todo mês, um envelope com cartas escritas por diferentes artistas escolhidos por nós. É uma forma de manter acesa as provocações artísticas que propúnhamos e de seguir em contato em outro ambiente que não seja digital. Para colaborar, acesse a página no Apoia.se, todas as coordenadas estão lá.

Cancelando todos os shows

sure

A epidemia é série e não dá pra brincar com isso, por isso adiamos todas as apresentações ao vivo que faríamos nos lugares onde trabalho como curador: isso quer dizer que suspendemos as temporadas do Kastrup e da Juçara no Centro da Terra, não teremos Sexta Trabalho Sujo no Estúdio Bixiga que teria Atônito e Thiago França (como acabou não acontecendo na sexta passada, que teria o Antiprisma) nem vamos ter a volta do Trabalho Sujo Apresenta na Unibes Cultural, com Chico Bernardes e Luiza Brina. Outro show suspenso foi a estreia do projeto Trilha Sonora Original do Filme Deságua, do Mombojó, com quem estou trabalhando como diretor artístico, que aconteceria na próxima sexta. As atividades todas foram suspensas e retornarão quando a situação voltar a se normalizar, possivelmente retomando a partir de onde havia parado. É cortar na carne, mas é preciso fazer isso.

O lance é saber o que vamos ver o que fazer agora.

Juçara Marçal: Encarnado Acústico

jucara-marcal-centro-da-terra-2020

Que honra poder receber durante quatro terças-feiras uma versão nova para um clássico moderno da música brasileira vinda de sua própria autora. A querida e implacável Juçara Marçal volta ao palco do Centro da Terra para mais uma temporada, quando relê seu Encarnado com os mesmos músicos com quem o gravou mas de uma forma completamente nova: sem eletricidade. Encarnado Acústico ocupa as terças de março no Centro da Terra a partir deste dia 10 (mais informações aqui).

“Foi ideia do Thomas (Rohrer). que estava programando um festival na Leviatã, um espaço cultural no centro da cidade, focado nos sons mais experimentais, improvisos livres, performances, e sugeriu de a gente fazer essa versão sem amplificação, até porque o espaço não comportaria o show de outra forma”, a própria Juçara me explica, lembrando desta única apresentação no fim do ano passado. Além de Thomas, tocando viola, Kiko Dinucci e Rodrigo Campos também participam dos shows.

“Fizemos apenas algumas músicas e o resultado foi surpreendente”, lembra a cantora. “Os arranjos mudam sensivelmente porque o Kiko está usando uma viola dinâmica e ele acaba tendo que pensar nas frases que faz de um jeito diferente. No todo, o som acaba mudando também. O fato do Rodrigo usar violão de aço e não guitarra também muda bastante o som.” O formato obviamente também impacta em seu canto: “Não ter que me preocupar com dois microfones e pedais dá uma bela diferença, fico mais livre e a voz também, inevitavelmente.”

Serão quatro shows idênticos, ao contrário das temporadas de segundas-feira, que cogitam diferentes possibilidades a cada apresentação. “Em princípio, sim”, ela continua. “Vamos vendo o que funciona, tanto do ponto de vista do repertório, como nossa posição no palco”. Quando pergunto se há músicas de outros trabalhos que podem surgir no repertório, Ju é categórica: “Em princípio, não.”

Ela reforça a importância do teatro neste novo show. “A conexão palco-plateia é diferente, a atenção é outra, a dispersão diminui”, enumera. “As pessoas têm uma possibilidade maior de embarcar na história que de certa forma contamos num show.”

Nada de disco novo? “O próximo disco não tem muito a ver com o Encarnado não. #aguardeeconfie”, ela ri fazendo a hashtag.