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Centro da Terra: Agosto de 2022

E a programação deste agosto no Centro da Terra está daquele jeito que a gente gosta. Começamos no primeiro dia de um mês com cinco segundas-feiras com uma apresentação única na segunda, já que nossas temporadas contam com quatro datas, e a primeira delas vem com a carioca Raquel Dimantas, que acaba de lançar um dos discos mais divertidos deste ano, o ótimo 8 Hits, que apresenta no palco do teatro do Sumaré. No segundo dia do mês é a vez de Bruno Bruni voltar para o Centro da Terra desta vez com sua homenagem a uma das trilhas de videogame mais clássicas que existe, do jogo Super Mario 64. Na outra segunda, dia 8, é a vez do querido Biel Basile, baterista d’O Terno, apresentar sua safra de shows chamada Temporada de Praia, em que começa a burilar sua própria obra autoral, trazendo convidados que ainda irá anunciar – mas a primeira apresentação ele faz sozinho com seu instrumento. No dia 9 é a vez do grupo a capella Gole Seco, formado pelas cantoras Loreta Colucci, Claudia Dantas, Nathalie Alvim e Giu de Castro, mostra o início de seu primeiro disco, que ainda está sendo gestado. Na terça seguinte, dia 16, é a vez do Amarelo, grupo de Meno Del Picchia e Allen Alencar, apresentar o espetáculo Síntese e Máquina, que seria apresentado em junho, mas que por questões de saúde teve de ser adiado. Dia 23 recebemos o encontro de dois cariocas da nova geração, Gabriel Ventura e Vovô Bebê, que apresentam-se juntos músicas de suas carreiras solo. E no penúltimo dia do mês, 30, recebemos uma das melhores bandas novas de rock de São Paulo, Eliminadorzinho Jr., que fará um espetáculo mostrando músicas de seu próximo álbum. As apresentações musicais no Centro da Terra acontecem sempre nas segundas e terças, os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente aqui. E o café do teatro voltou a funcionar – inclusive com drinks e refeições -, por isso se quiser chegar um pouco antes ou ficar um pouco depois, não faça cerimônia…

Da psicodelia ao krautrock

O encontro da Bike com o guitarrista Guilherme Held, que produziu o próximo disco da banda, Arte Bruta, no Centro da Terra, convidou o público a um transe coletivo que ia da psicodelia ao krautrock, passando pelo noise e fusion, numa catarse melódica e barulhenta que atordoou a todos os presentes. Impacto fulminante!

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Bike + Guilherme Held: Corpo Bruto

E quem encerra a programação de julho do Centro da Terra é a banda Bike, que convidou seu comparsa e produtor de seu quinto álbum, Guilherme Held, para subir no palco do teatro do Sumaré contrapondo o próximo disco da banda paulista, batizado Arte Bruta, com o primeiro disco solo de Held, Corpo Nós, lançado em 2020. A junção destas duas partes dá origem a Corpo Bruto, espetáculo em que três guitarras dando tom da psicodelia desta noite. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados através deste link.

Disco music no teatro

E nesta terça-feira, Theo Charbel fez a disco music baixar no Centro da Terra, encerrando a temporada Choque Térmico, em que eletrônico e analógico misturavam-se no palco do teatro por quatro noites instigantes. Acompanhada de Guilherme D’Almeida e Vinicius Rodrigues, ela mostrou músicas recém-lançadas e inéditas para um público bem animado, deixando gosto de quero mais.

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Tika + Malu Maria + Laya: Ondas Sísmicas

Maior prazer receber nesta terça-feira, no Centro da Terra, mais uma versão do espetáculo Ondas Sísmicas, idealizado pelo publicitário e pesquisador Gabriel Bernini, a partir do livro de mesmo nome, em que celebra a presença feminina na música brasileira. No palco, o espetáculo fica na mão de Laya (percussão), Malu Maria (percussão e flauta) e Tika (violão e guitarra) que revezam suas próprias composições acompanhando-as umas às outras. A apresentação desta noite fica por conta da vocalista do grupo Teto Preto, Laura Diaz, o espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Uma viagem ambient delicada

Linda a apresentação que a produtora Sue fez no Centro da Terra ao lado de Eddu Ferrira e Paula Rebellato em mais um capítulo da temporada Choque Térmico. Projetando suas fotos e vídeos em cima dos músicos, ela nos convidou a uma viagem ambient delicada e com uma tensão milimétrica, abrindo espaço para improvisos e solos sutis e beats precisos.

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O início de uma parceria

Ao apresentar seu Experimentos N°1, Dudu Tsuda e Lena Kilina deram início a uma parceria que promete frutos improváveis, como o casamento entre ruído e poesia, samples de tribos indígenas e placas de metal, piano percussivo e performance, como o que assistimos nesta terça-feira no Centro da Terra.

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Dudu Tsuda + Lena Kilina: Experimentos N°1

A viagem desta terça-feira no Centro da Terra é proporcionada a partir do encontro do multiartista Dudu Tsuda com a pesquisadora e performer russa Lena Kilina, que em sua apresentação Experimentos N°1 propõem “ensaios poéticos em performance em torno de sensações e sentimentos que afloram dos inúmeros episódios de violência experienciados no presente”, como explicam na descrição de sua apresentação. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente por aqui.

Temperatura e pressão controladas

Se você puder assistir ao Taxidermia – o encontro eletrônico dos baianos Jadsaa com João Meirelles – num teatro, não deixe essa oportunidade escapar. Num contexto de temperatura e pressão controladas, o espetáculo proposto pelos dois (com luz da Maíra Morena, projeções do Gabriel Rolim e participação especialíssima de Pedro Bienemann) ganha várias camadas de entendimento que vão para além do simples encontro da voz com a eletrônica, derretendo cérebros e corações na primeira sessão da temporada Choque Térmico, que continua nas próximas segundas-feiras. sempre no Centro da Terra.

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Choque Térmico

O calor humano e a frieza das máquinas são criações culturais. Claro que a mudança de temperatura nestes dois corpos distintos podem por fim em suas atividades nativas, mas a frieza orgânica e o calor mecânico ou digital também são realidades possíveis e não significam que um meio deixa de existir a partir desta mudança de temperatura. Durante as segundas-feiras de julho reunimos artistas que transpõem estas duas linguagens em quatro apresentações distintas. A primeira delas acontece excepcionalmente numa terça-feira, quando o Taxidermia dos baianos Jadsa faz e João Millet Meirelles conta com a presença do músico Pedro Bienemann. As segundas seguintes recebem formações distintas. No dia 11 Bernardo Pacheco abre mais um capítulo de seu projeto de improviso livre Formação, quando realiza o Reforma #4 ao lado de nomes tão distintos quanto Juçara Marçal, Rayani Sinara, Yusef Saif e Mau Schramm. Na segunda seguinte, dia 18, é a vez da instrumentista Sue mostrar suas composições com dois convidados distintos, Eddu Ferreira e Paula Rebellato. E na última segunda-feira, Theo Charbel mostra suas canções misturando as diferentes linguagens ao lado dos músicos Guilherme D’Almeida e Vinícius Rodrigues. Os espetáculos no Centro da Terra começam sempre pontualmente às às 20h e quem quiser comprar os ingressos antes, é só acessar este link.