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Helô Ribeiro: Nuvens, Peixes e Aspirinas

E na primeira terça-feira de novembro, temos o prazer de receber no Centro da Terra o espetáculo Nuvens, Peixes e Aspirinas, idealizado pela cantora e compositora paulistana Helô Ribeiro, a partir de seu segundo disco solo, A Paisagem Zero, inspirado nos primeiros livros do poeta João Cabral de Melo Neto, Pedra do Sono e O Engenheiro. Ao lado dos músicos Allen Alencar, Marcelo Dworecki, Nandinho Thomaz e Cuca Ferreira, ela recebe suas companheiras de Barbatuques Mairah Rocha e Luciana Cestari, além das atrizes Fernanda Dumbra e Marina Wisnik e da bailarina Deise Alves, numa apresentação multidisciplinar que conversa com a fase onírica – e considerada surrealista – do poeta pernambucano. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos para o espetáculo podem ser comprados neste link.

Uma expedição à criatividade de Ava

Femme Frame, temporada de um mês que Ava Rocha deu início nesta primeira segunda-feira de novembro no Centro da Terra, foi uma expedição rumo ao processo criativo da cantora e compositora carioca. Ela começou acompanhada apenas por Victoria dos Santos na percussão, seguida logo depois pela guitarra dissonante de Gabriel “Bubu” Mayall, até que recebe a aparição mágica dos irmãos Gustavo e Tulipa Ruiz . As duas cantoras se encontraram na bela “Lilith”, composta por ambas para o disco mais recente de Ava, Trança, e se engalfinharam num dueto que culminou essa peregrinação ao cérebro de Ava. As próximas noites terão novas surpresas, não dê mole!

Assista aqui.  

Ava Rocha: Femme Frame

Que satisfação receber a maga Ava Rocha na temporada de novembro no Centro da Terra, quando ela apresenta a obra em construção Femme Frame. Inspirada em poemas que estão sendo escritos durante este mês, ela enfileira três segundas-feiras e uma quarta-feira mostrando seu repertório e deixando que o improviso tome conta de apresentações que contam com formações inéditas e minimalistas e aparições surpresa a cada nova noite. São instantes poéticos, pontos e cantos inventados, canções e composições, projeções imagéticas, criações do instante, no campo do improviso e da construção, orgânica, cinematográfica e teatral em que o espirito da voz é o fio condutor. Os ingressos já estão à venda neste link.

Violeta de Outono: Outro Lado

Enorme prazer de iniciar as atividades de novembro no Centro da Terra com uma das principais bandas psicodélicas do país. O trio paulistano Violeta de Outono sobe ao palco do teatro do Sumaré nesta terça-feira, quando apresenta o espetáculo Outro Lado, em que visitam parte de seu repertório dos anos 90 com a formação clássica da banda: Fabio Golfetti na guitarra e vocal, Angelo Pastorello no baixo e Claudio Souza na bateria. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Centro da Terra: Novembro de 2022

Chegando nos finalmentes do ano, eis a programação de música de novembro do Centro da Terra, último mês do ano em que usamos todas as segundas e terças do mês para fazer espetáculos únicos no já clássico teatro do Sumaré. Quem domina as segundas-feiras do mês é Ava Rocha, com sua temporada Femme Frame, em que desconstrói seu cancioneiro ao lado de convidados especialíssimos como Victoria dos Santos, Chicão, Negro Leo, entre outros. São quatro segundas-feiras sob os encantos da maga, que ainda realizará um workshop durante esta programação – semana que vem ela dá mais detalhes desta jornada. Na primeira terça-feira do mês quem pousa pela primeira vez no Centro da Terra é o Violeta de Outorno, clássico grupo psicodélico brasileiro, que visita canções compostas nos anos 90 com sua formação clássica: Fabio Golfetti, Angelo Pastorello e Claudio Souza. Na segunda terça, dia 8, é a vez da cantora e compositora Helô Ribeiro dissecar os descaminhos de seu primeiro disco solo, A Paisagem Zero, em que visita a obra de João Cabral de Melo Neto, e vai além. A terceira terça do mês é feriado, por isso jogamos a noite de música para a quarta-feira, dia 16, quando o cantor e compositor capixaba Juliano Gauche começa a mostrar o que será seu próximo disco, Tenho Acordado Dentro dos Sonhos, assumindo de vez a guitarra como instrumento condutor, em vez do violão. Na terça dia 22 é a vez do duo Marques Rodrigues, formado pelo trumpetista Amílcar Rodrigues e pelo baterista Guilherme Marques, de explorar possibilidades sonoras desta formação a partir do disco que lançaram no início deste ano, (I)Miscível. E encerrando o mês, recebemos o vocalista e fundador da banda baiana Maglore, que lançou o ótimo V, Teago Oliveira, que faz seu primeiro show solo depois da pandemia no dia 29. Os ingressos já estão à venda neste link. Curtiu?

Eiras e Beiras: Dixculpa, Tava Dixtraída

Tô de olho no Eiras e Beiras há um tempo e chamei o septeto paulistano para reinventar seu próprio show em uma apresentação no Centro da Terra. Em Dixculpa, Tava Dixtraída – título de uma das músicas de seu primeiro e homônimo EP, o grupo formado por Alice Rocha e Nina Maia (vocais), Rafael Zammataro (baixo), Thalin Tavares (percussão), Vitor Park (bateria), Felipe “Enow” Serson (guitarra), e Edu Barco (teclado) viajam entre a nostalgia da MPB pós-tropicalista dos anos 70 com referências do pop moderno e do indie rock. Os ingressos já estão à venda neste link e o espetáculo começa pontualmente às 20h.

Ricardo Dias Gomes: Missão/Emoção

Radicado em Portugal desde 2017, o cantor, compositor e músico carioca Ricardo Dias Gomes volta ao Brasil por um breve período e aproveitou este deslocamento para mostrar algumas músicas novas em uma apresentação no Centro da Terra. Acompanhado de Gabriel “Bubu” Mayall e Bianca Godói, o guitarrista e baixista da banda Do Amor, que também passou pelo grupo que acompanhou Caetano Veloso em sua fase Cê, Dias Gomes mostra músicas de seus trabalhos solo bem como canções inéditas em uma apresentação única que também um convite à simplicidade, nestes tempos tão intensos que atravessamos. O espetáculo Missão/Emoção começa pontualmente às 20h desta terça-feira, dia 18, e os ingressos já podem ser comprados neste link.

Corpo Expandido: Imagem Sonora

Conheci a baiana Paula Cavalcante quando ela estava prestes a lançar seu primeiro EP no final do ano passado e de lá pra cá acompanhei a evolução de seu trabalho solo instrumental, Corpo Expandido, em que ela cria paisagens áridas e ambiências ambivalentes apenas com seu violão. Do lançamento de Entre Ruínas e Devaneios ao recente A Cor do Fim, ela foi descobrindo-se como autora musical ao mesmo tempo em que conciliava este novo trabalho com sua história na fotografia e é esse o ponto de partida do espetáculo que apresenta nesta terça-feira no Centro da Terra. Em Imagem Sonora ela apresenta seus transes instrumentais ao mesmo tempo em que explicita suas referências musicais, que vão de trilhas sonoras de filmes brasileiros ao free jazz. A apresentação começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

Fernando Catatau: Frita

Convidado para assumir as segundas-feiras de outubro no Centro da Terra, o cantor, compositor e guitarrista Fernando Catatau inventou Frita – uma série de encontros com velhos e novos compadres e comadres através de apresentações ao vivo em que visita composições que ainda não saíram da gaveta, engrena novas parcerias e revisita velhas canções com novas roupagens. Nas próximas semanas, ele se encontra com Juçara Marçal, Edson Van Gogh, Jadsa, Mateus Fazeno Rock, Yma e Anna Vis em apresentações feitas para o palco do teatro do Sumaré – e a temporada começa nesta segunda, dia 10, com o encontro entre Catatau e Kiko Dinucci, numa noite que reúne dois dos maiores nomes da música brasileira contemporânea. Os ingressos podem ser comprados neste link e o espetáculo começa pontualmente às 20h.

Corte: Brasa na Asa e Aquilo Que Nunca Perdi

Dose dupla de Alzira E no Centro da Terra. Nesta terça-feira recebemos o Corte, banda que ela lidera ao lado de integrantes do grupo Bixiga 70, quando apresenta músicas novas de seu próximo álbum – e também aproveita para repassar momentos de sua carreira solo. No dia seguinte, na quarta-feira, será exibido também no teatro o excelente documentário Aquilo Que Nunca Perdi, dirigido por Marina Thomé, que conta, de forma afetiva, a impressionante carreira desta mulher. Quem assistir ao show da terça-feira não paga para ver o documentário no dia seguinte – e as duas apresentações começam pontualmente às 20h e podem ter seus ingressos comprados antecipadamente aqui e aqui.