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Rodrigo Campos, Rômulo Froes e Thiago França: 3 na Ribanceira

Eita que abril já começou desequilibrando tudo – e a temporada das segundas-feiras no Centro da Terra reúne um trio da pesada que só aumenta a responsa do mês. Imensa honra receber Rodrigo Campos, Rômulo Froes e Thiago França, que brilham em quatro datas diferentes no nosso querido teatro do Sumaré em uma temporada em que cruzam e misturam obras e canções feitas em várias mãos na temporada 3 na Ribanceira. A primeira noite, dia 8, vê os três passeando pelas canções do disco que Rômulo e Rodrigo lançaram no ano passado, como Anna Vis e Marcelo Cabral como convidados da apresentação chamada Elefante, O Oráculo da Noite. Na próxima segunda, dia 15, eles recebem Victória dos Santos, Fernanda Sangirardi e Bia Falleiros para uma roda de samba montada no palco do teatro, batizada de Samba de Tablado. Na terceira segunda-feira, os três apresentam apenas músicas inéditas sem convidados na noite chamada Sem Paralelo e encerram a temporada chamando mais uma vez Marcelo Cabral e desta vez Juçara Marçal para desfilar seus repertórios conjunto na noite chamada Coisas Nossas. Os espetáculos começam pontualmente às 20h e os ingressos para todas as noites já estão à venda neste link.

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Plena transição

A apresentação que o grupo Orfeu Menino fez nessa terça-feira no Centro da Terra, flagrou-os começando a tatear o próprio repertório enquanto deixa o passado de versões pra trás, sem deixar as referências de jazz brasileiro de lado. O grupo começou com uma música da vocalista Luiza Villa, passou por interlúdios bolados pelo jovem maestro Pedro Abujamra, uma canção do baixista João Pedro Ferrari e inspirados solos tanto de Pedro, quanto do guitarrista Tomé Antunes e do baterista Tommy Coelho. No percurso, passaram por “Estrada do Sol” (Tom Jobim e Dolores Duran) e “Beijo Partido” (Toninho Horta), antes de mexer em uma versão mais jazz da primeira composição desta nova leva, “Pega Mal”. Tá ficando bonito…

Assista abaixo:  

Orfeu Menino: Orfeutanásia – Presságios da Metamorfose

O novíssimo quinteto formado por Luíza Villa (vocais), Pedro Abujamra (teclado), Tomé Antunes (guitarra), João Chão (baixo elétrico) e Tommy Coelho (bateria) está começando a desenvolver sua fase autoral e começa a mostrar suas primeiras canções no espetáculo Orfeutanásia – Presságios da Metamorfose, quando mesclam suas influências de folk, jazz e música brasileira ao mesmo tempo em que exploram essas referências para além das versões que já estavam em seu repertório. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados antecipadamente nesse link.

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Desbravando novos territórios

O líder do Tangolo Mangos mostrou nessa primeira segunda-feira de abril no Centro da Terra a promissora carreira solo que tem pela frente. Ao desbravar desfiladeiros musicais bem diferentes do rock de sua banda, Felipe Vaqueiro mostrou que, mais que exímio músico e compositor, mistura essas duas qualidades em uma só, fazendo seu instrumento soar como continuação de sua voz e vice-versa (me sopraram Moraes Moreira depois da apresentação, tem muito a ver). E por mais que sua apresentação tenha contado com ótimas participações ao chamar Sophia Chablau e o percussionista de sua banda, Bruno “Neca” Fechine, para dividir o palco, foram nos momentos solitários no palco que Vaqueiro mais brilhou, mostrando o completo domínio de suas canções que ao mesmo tempo esbarram no seu jeito extrovertido e atrapalhado ao conversar com o público, tornando a noite ainda mais leve. Vai longe!

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Assista abaixo:  

Felipe Vaqueiro: Dando Nome Aos Bois

Imensa satisfação em começar a safra de apresentações do Centro da Terra em abril deste ano com o espetáculo Dando Nome Aos Bois, idealizado por Felipe Vaqueiro, vocalista e guitarrista da banda baiana Tangolo Mangos, em que ele começa a mostrar formalmente o início de sua carreira solo, trazendo à tona canções que diferem das que apresenta com seu conjunto. A apresentação acontece no formato voz e violão, mas Felipe convida tanto o percussionista de seu grupo Bruno Fechine (que tocará pandeiro) quanto a vocalista Sophia Chablau para participarem desta noite. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda neste link.

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Centro da Terra: Abril de 2024

Março chegando ao fim, é hora de anunciar as atrações de música do Centro da Terra em abril. Como o mês tem cinco segundas-feiras, começamos no dia primeiro com uma segunda sem temporada, deixando a abertura do mês para a primeira apresentação solo do baiano Felipe Vaqueiro, líder da banda Tangolo Mangos. Sozinho com seu violão, ele recebe convidados como Bruno Fechine e Sophia Chablau para dar início aos trabalhos no espetáculo Dando Nome aos Bois. No dia seguinte, dia 2, é a vez do quinteto de jazz e música brasileira Orfeu Menino começar sua mutação no espetáculo Orfeutanásia – Presságios da Metamorfose, quando misturam músicas alheias e autorais com sua verve de improviso, finalmente incorporada à apresentação. A partir do dia 8, segunda segunda-feira do mês, o trio Rodrigo Campos, Rômulo Fróes e Thiago França misturam trabalhos na temporada 3 na Ribanceira, trazendo convidados e obras diferentes a cada segunda, recebendo velhos conhecidos para apontar para novos rumos. Na segunda terça do mês, dia 9, é a vez do grupo Música de Selvagem apresentar-se mais uma vez no Centro da Terra, abrindo o processo ao redor do disco que criaram durante a pandemia pela primeira vez, reunindo-se ao trompetista Rômulo Alexis e à vocalista Inês Terra. No dia 16, quem sobe no palco central do Sumaré é a querida Juliana Perdigão, em que convida Chicão, Boi, Barulhista e Filipe Franco para um jogo de perguntas sem respostas chamado Fraga? Quem vem dia 23 é o gaúcho Pedro Pastoriz, que encerra o ciclo de seu disco mais recente, Pingue-Pongue com o Abismo, no espetáculo Replay, em que recebe vários convidados, que participaram do disco ou não. E fechamos o mês com a cearense Soledad apresentando o espetáculo Desterros, em que disseca as canções do grupo conhecido como Pessoal do Ceará, um dos grandes segredos da nossa música popular. As apresentações começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda neste link.

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Agora você já sabe

Quem foi ao Centro da Terra nesta terça-feira pode contar com uma pequena grande revelação chamada Manda Conti. Desfilando suas canções maravilhosas ao lado de um time de músicos que só as engrandecia, ela apresentou o espetáculo Um Segredo Meu em que justamente torna público seus talentos – que não são poucos. Além da presença tímida mas convincente de palco, ela rege uma banda montada especialmente para esta noite que realça suas qualidades, desde a sutileza inebriante de suas canções às letras que atravessam o coração sem dó, passando por seu violão sutil e envolvente e, seu trunfo, a voz mágica. O timbre delicado mantém-se firme mesmo quando toca apenas com seu instrumento, mas quando é envolta pelo piano de José Pedro (que dividiu vocais com ela em três canções, inclusive uma sua), o violão de Luis Cunha (que a ajudou a conceber a apresentação), as texturas de Batata Boy e o baixo melódico de Helena Cruz ela sobe para outros planos e transforma o mundano em sublime com poucos gestos, notas e sílabas, alcançando uma força que a tira da promessa e lhe verte em fato. Além do repertório maravilhoso (que passou por uma peneira que deixou dezenas – sério – de canções de fora), a aniversariante do dia ainda passeou por “Night Visions” de Suzanne Vega, “Dreaming of You”, da saudosa Selena, e “Meu Mundo e Nada Mais”, de Guilherme Arantes, que não só caíram como uma luva no repertório como mostraram que essa geração nascida neste século ainda vai dar muito trabalho. Lindo demais, não vejo a hora de ver o próximo.

Assista a um trecho aqui.

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Manda Conti: Um Segredo Meu

Tenho um segredo pra te contar: o último espetáculo musical de março no Centro da Terra é um evento único, como o desabrochar de uma orquídea ou uma aurora boreal. A cantora e compositora Manda Conti, que vara madrugadas fazendo lives solitárias com seu violão, mostra suas próprias composições na apresentação Um Segredo Meu, na segunda vez que sobe a um palco. Dona de uma voz delicada e firme ao mesmo tempo, ele reuniu um time de músicos de respeito – Luis Cunha ao violão e direção musical, Batata Boy nos teclados, José Pedro no piano e vocais e Helena Cruz no baixo – para mostrar suas canções em público, muitas delas pela primeira vez, colocando-se em algum lugar entre a doçura das melodias de Stevie Wonder, Suzanne Vega e Carole King e uma instrumentação que soa jazzy, folk e ambient ao mesmo tempo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e ainda há ingressos à venda neste link.

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Missa à música

Na última noite da temporada Aprendendo a Rezar, Luiza Brina reuniu duas sacerdotisas da canção como ela para transformar um conjunto de orações em uma missa à música. Ao lado de Iara Rennó e Josyara, ela passou por músicas de seu terceiro álbum Prece, que será lançado neste mês de abril, e por rogos escritos pelas duas convidadas, harmonizando cordas e vocais de três mulheres fortes de nossa música de forma sublime. A noite começou e terminou com a mesma canção, a prece “Oração 18”, que ela apresentou na terceira noite da temporada no Centro da Terra, e que será lançada ainda esta semana. Um desfecho divino.

>Assista abaixo:  

Uma viagem para dentro

A produtora e musicista Lorena Hollander conduziu o público que foi ao Centro da Terra nesta terça-feira em uma jornada interior. Apesar de apontar para o satélite natural do planeta ao batizar o espetáculo de seu projeto Ushan como Ao Redor da Lua, ela mergulhou em uma jornada interior dividida em três partes. Na primeira delas, entre apitos e um kotô, ela foi acompanhada pelo baixo de Samuel Bueno e pela bateria de Martin Simon e apresentou a paisagem sideral no cenário ao mesmo tempo em que conduzia o público para uma introspecção lisérgica que misturava baixo e bateria de rock psicodélico a beats, distorções digitais e mantras vocais ao timbre peculiar do instrumento asiático. Depois entrou numa viagem de improviso ao lado da convidada da noite, Sue, que trouxe sua guitarra e seus processadores sonoros para duelar com o kotô e os processadores de Lorena, em um improviso intenso. A terceira e última parte trouxe Samuel e Martin de volta ao palco, quando a líder da noite nos conduziu pelo momento mais expansivo e intenso da noite, entre efeitos e uma cimitarra na cabeça. De deixar todos perplexos.

>Assista abaixo: