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O som e o sentido da crise existencial

Muito bom acompanhar o nascimento de uma obra desde seu rascunho à materialização – afinal, o que Antônia Perrone – que agora assina como Antônia Midena – apresentou nesta terça-feira no Centro da Terra foi uma versão espetacularizada de uma série de questionamentos que a vi fazendo desde que conversamos sobre sua apresentação pela primeira vez. Começando pela sensação de desgarramento entre o som da palavra e de seu sentido e com ela pode ir moldando seu espetáculo autocentrado chamado Antônima a partir da música. Acompanhada por Alex Huszar (baixo), Amanda (guitarra), Bel Aurora (teclados) e João Rodrigues (bateria), ela desbravou um território fictício entre letra e música em que falava sobre duplos, cópias e clones, em uma apresentação que sobrou até para a ovelha Dolly (quem lembra dela?). Uma apresentação lírico-teatral que usa a música e o formato palco como plataformas para uma investigação a respeito de personalidade e identidade, plantando questões existenciais em todos que estiveram presentes. Bravo!

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Antônia Midena: Antônima

Imensa satisfação em chamar para apresentar no palco do Centro da Terra a primeira apresentação musical da artista plástica Antônia Perrone, que encarna o pseudônimo Antônia Midena para apresentar o espetáculo Antônima, uma peça sonora e textual que mergulha no mundo das palavras para tentar explicar o inexplicável, ao unir música e teatro numa apresentação sobre som e sentido, em que será acompanhada por Acompanhada por Alex Huszar, Amanda, Bel Aurora e João Rodrigues, misturando textos inéditos e canções próprias. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão esgotados.

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Abrindo a roda

Ruben Jacobina vai erguendo o que se tornará seu próximo álbum pouco a pouco na temporada que está fazendo no Centro da Terra e nesta segunda noite trouxe dois novos elementos além da banda que montou para estes shows, que estreou na semana passada. Desta vez, o trio formado por ele, Gabriel “Bubu” Mayall e Theo Ceccato tornou-se quarteto com a entrada do guitarrista Allen Alencar, que também trouxe um teclado e pedais para entrar na brincadeira, trazendo luzes mezzo psicodélicas mezzo românticas para a formação e deixando Rubinho mais solto para cantar – e assim será pelo resto da temporada, que pode ter outras surpresas. A noite, que, como a primeira, contou com parcerias inéditas do autor com Otto, Domenico Lancellotti, Nina Becker e Mãeana, além de hits da era de ouro do rádio brasileiro (como o “Mimoso Colibri” de Adoniran Barbosa e “Sei Lá”, eternizada por Doris Monteiro), também viu a primeira participação especial do mês, quando convidou a parceira Sílvia Machete para reverenciar Jorge Mautner, começando pela única parceria dele com o mestre, “Ba-Be-Bi-Bo-Bu”, que Sílvia gravou em seu primeiro álbum, produzido pelo próprio Rubinho.

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O próximo Sonho

Lindo demais o concerto Voz e Coração que Tagore concedeu ao público que foi ao Centro da Terra nesta terça-feira, quando mostrou várias canções inéditas que comporão seu próximo trabalho, já batizado de Sonho Verão, apenas ao violão, pinçando algumas músicas de ídolos – como Tom Zé (“Todos os Olhos”) e Ave Sangria (“Dois Navegantes”) -, além de repassar por diferentes fases de seu repertório autoral (tocando as faixas-título de seus discos Maya, Barra de Jangada, Movido a Vapor e Pineal). Mas o ápice da noite aconteceu no final, quando convidou dois velhos compadres – “classe de 2015”, como brincou antes do show começar – para dividir o palco, mas em vez de chamá-los um por vez e dividir algumas músicas com cada um deles, Tagore convidou Julito (da banda Bike) e Dinho (dos Boogarins) para subirem juntos no palco, cada um com sua guitarra, deixando os três instrumentos – dois elétricos e um acústico – criar um fluxo de melódico e harmônico em que seus convidados pudessem deslizar suas músicas – “O Enigma do Dente Falso” da Bike e “Erre” dos Booga, em versão baião acústico – numa tríade musical que não pode ficar só nessa única apresentação.

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Tagore: Voz e Coração

Nesta terça-feira recebemos mais uma vez o grande Tagore no palco do Centro da Terra, que traz sua apresentação Voz e Coração para mostrar as músicas de seu próximo trabalho, ainda em elaboração, somente com seu violão. Mas o pernambucano não estará só esta noite, quando também recebe convidados, como Julito Cavalcante da banda Bike e Dinho Almeida dos Boogarins, que o ladeiam nessa travessia abençoada. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Preparando o mês

Muito bom o início de temporada de Rubinho Jacobina no Centro da Terra, quando começou a mostrar em público músicas que deverão ser a base de seu próximo álbum, entre elas parcerias com Otto, Nina Becker, Domenico Lancelotti e outros camaradas. Além de seu sagaz violão jorgebeniano – sua mão direita amacia bem o groove acústico como poucos de seus contemporâneos conseguem -, Rubinho esteve acompanhado de uma cozinha montada para essa temporada, quando reuniu o baixo de Gabriel “Bubu” Mayall à bateria de Theo Ceccato, os três desvendando juntos os mistérios das músicas inéditas de Jacobina. Além delas, também pinçou músicas menos conhecidas de nosso cancioneiro, como faixas de Jackson do Pandeiro e um literal lado B de Adoniran Barbosa, “Mimoso Colibri”, que quando lançada estava no outro lado do compacto “Saudosa Maloca”, e encerrou a apresentação depois que o público pediu bis e ele sacou um de seus hits, a ótima “Artista é o Caralho”. Bom demais.

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Rubinho Jacobina: Segurando a Chama

O mês de junho no Centro da Terra começa com a temporada que o carioca Rubinho Jacobina faz nas segundas-feiras do mês, quando apresenta a temporada Segurando a Chama ao lado de seus compadres Gabriel “Bubu” Mayall (no baixo) e Theo Ceccato (na bateria). Em quatro datas, eles investigam o que será o quarto disco solo de Rubinho, que testará as canções pela primeira vez no palco, além de buscar clássicos da música brasileira que foram cruciais para sua formação. Na primeira segunda, dia 2, ele apresenta-se apenas com seu novo trio para receber, nas semanas seguintes Sílvia Machete (dia 9), Péricles Cavalcanti (dia 16) e Juliana Perdigão (dia 23), sempre experimentando como será seu novo trabalho. Os espetáculos começam sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Junho de 2025

Junho já é semana que vem e essas são as atrações da curadoria de música do Centro da Terra neste mês. Quem toma conta da temporada de segunda-feira é o carioca Rubinho Jacobina, que se juntou ao baixista Gabriel “Bubu” Mayall e ao baterista Theo Ceccato para mostrar músicas inéditas que estarão em seu quarto álbum, além de sambas, toadas e marchinhas clássicas que fazem parte de sua formação. E cada segunda da temporada Segurando a Chama ele traz um show diferente: na primeira (dia 2), ele mostra pela primeira vez as músicas com esta nova formação; na segunda (dia 9), ele recebe Sílvia Machete; na terceira (dia 16), ele convida Péricles Cavalcanti; e na quarta (dia 23) é vez de Juliana Perdigão. A programação das terças começa no dia 3, com o show Voz e Coração, em que o pernambucano Tagore, pela segunda vez no palco do teatro, mostra músicas que estarão em seu próximo álbum, além de influências nordestinas, como Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Dia 10 é vez da artista Antônia Midena mostrar seu primeiro espetáculo musical, batizado Antônima, em que mistura música e teatro para cruzar a barreira entre realidade e ficção. No dia 17, recebemos o violeiro Marco Nalesso, que apresenta o espetáculo S.O.M. (Sinfonia Orgânica Musical), em que mistura sua viola caipira com psicodelias latina, guitarra, violão, percussão, sintetizador e trompete – além de receber o guitar hero Lucio Maia. Dia 24 quem vem é o bardo Tatá Aeroplano, que aproveita o palco do teatro para gravar seu primeiro disco ao vivo, ao lado dos fiéis escudeiros Bruno Buarque, Dustan Gallas e Junior Boca e as vocalistas Malu Maria, Kika e Bia Magalhães, no espetáculo Vida Purpurina. O mês encerra com uma última segunda, a quinta do mês, que fica a cargo do cantor e compositor Morris, que aproveita a oportunidade para mostrar seu próximo trabalho ao lado de Marcelo Cabral e Décio 7, com participações de Juliana Perdigão, Joy Catarina e Caio Teixeira, na apresentação Abertura dos Trabalhos – Fé na Desordem. Os espetáculos começam sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Dimensão de sonho

Deslumbrante a apresentação Nunca Desi… que Desirée Marantes fez nesta terça-feira no Centro da Terra, quando antecipou seu primeiro disco solo Reparo, tocando-o ao vivo pela primeira vez no palco do teatro. Acompanhada da violoncelista Fer Koppe e da produtora e vocalista Alejandra Luciani, ela nos conduziu com seu violino a um sonho que misturava romantismo clássico com ambient music, disparando samples de piano e efeitos sem intervalos entre as faixas, deixando tudo fluir como uma mesma quase hora de transe musical, cerebral e sentimental, entrelaçando cordas com a voz celestial de Alejandra, tudo tornado ainda mais dramático e íntimo pela luz maravilhosa de Luíza Ventura, que contrapunha penumbras com grandes contrastes à medida que as três desbravavam novas searas sonoras. O disco sai no começo do mês que vem, mas ao ser transformado neste pequeno concerto ele ganha uma dimensão etérea e emotiva. Lindo demais.

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Desirée Marantes: Nunca Desi…

Enorme prazer de receber a grande Desirée Marantes como última atração musical de maio no Centro da Terra, quando comemora dez anos de volta à música no espetáculo Nunca Desi, em que ela antecipa seu próximo álbum, Reparo, uma viagem ambient que lançará em seu site na íntegra no dia 5 de junho, dia mundial do meio ambiente. Nesta terça-feira, ela também mostra um pouco de seu processo criativo, que mistura técnica, experimentação e improviso, tocando piano, violino, sintetizador e efeitos ao lado de Alejandra Luciani, que canta e dispara samplers e efeitos, e de Fer Koppe, que toca violoncelo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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