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Ari Colares e A Canoa: Paisagens e Conexões

Imensa satisfação em receber o mestre percussionista Ari Colares que traz sua Canoa para as segundas-feiras no Centro da Terra, quando celebra encontros musicais em quatro apresentações distintas em sua temporada Paisagens e Conexões. Na primeira segunda do mês, ele trabalha com a alta escuta musical e a criação espontânea ao lado do baixista Ricardo Zoyo, dos pianistas Viviane Pinheiro e Benjamim Taubkin e dos sopros de Oran Etkin. Na segunda apresentação do mês, dia 10, Ari, Zoyo e Vivianne recebem as flautas de Ariane Rodrigues, o violino e a rabeca de Vanille Goovaerts e os sopros de Alexandre Ribeiro, além da participação de Ricardo Herz, também no violino e rabeca. No dia 17, ele reúne-se com Lenna Bahule e Lari Finocchiaro para mostrar composições próprias e músicas tradicionais das culturas africana e brasileira. A última noite, dia 24, o reúne à pianista Heloísa Fernandes e ao mago flautista Toninho Carrasqueira. Os espetáculos começam pontualmente sempre às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Centro da Terra: Novembro de 2025

Novembro se avizinha e aos poucos vamos encerrando 2025 – e com o ano vamos encerrando mais uma safra de apresentações musicais no Centro da Terra, pois este é o último mês em que ocuparemos todas as segundas e terças do mesmo mês, já que dezembro temos menos datas para shows. Quem faz a última temporada do ano, batizada de Paisagens e Conexões, é o mestre percussionista Ari Colares, que reúne novos e velhos para noites em que coloca todo mundo em sua Canoa, cada semana com um time diferente de músicos, juntando nomes tão diferentes quanto Benjamim Taubkin, Lari Finocchiaro, Ricardo Zoyo, Lenna Bahule, Toninho Carrasqueira, Viviane Pinheiro , Vanille Goovaerts, Ricardo Herz, Ariane Rodrigues, Alexandre Ribeiro e Heloísa Fernandes, criando diferentes formações por apresentação. Na primeira terça-feira do mês (dia 4) quem segura a noite é o trio Tranca, formado por Juliana Perdigão, Bernardo Pacheco e Juliano Gentile, que convida o grupo audiovisual MeioLAB e o músico Murilo Kushi, tocando o instrumento japonês sanshi, para uma noite de improviso livre chamada de Trinta Tons de Tranca. Na segunda semana (dia 11), Felipe Vaqueiro apresenta Ensaios Diamantinos, em que mergulha no universo do garimpo da Chapada Diamantina, pela lente do ex-garimpeiro Leôncio Pereira, apresentação solo acústica que funciona como piloto do projeto Saga Diamantina, que se transformará em um álbum visual lançado por seu grupo Tangolo Mangos. A terceira terça-feira do mês (dia 18) fica por conta do guitarrista Caio Colasante, que apresenta o espetáculo Atropelado, em que mostra as canções solo que estarão em seu primeiro disco solo, ainda em construção, que exploram o cotidiano urbano e suas camadas entre a sátira, o romantismo e a introspecção, misturando referências tão distintas quanto King Krule, Stereolab, João Donato e Moreira da Silva. A programação do mês encerra-se com Preto no Branco, que a pianista Julia Toledo apresenta na última terça de novembro (dia 25) suas primeiras composições solo para além do repertório de sua banda anterior, o Trio Cordi, agora explorando os limites da canção com o improviso e a música erudita, amém do potencial de comunicação da palavra e do som. As apresentações começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

O ar em suspenso

Impressionante o que Amanda Camargo e Mari Kono fizeram nesta terça-feira no encerramento da temporada de música em outubro no Centro da Terra, quando ao apresentar seu Duo Zimbado no palco do teatro deixaram o palco em suspenso ao entrelaçar seus dois instrumentos – Amanda num piano avassalador, Mari num vibrafone intenso e delicado ao mesmo tempo – em canções clássicas e próprias (uma delas inclusive em homenagem à Léa Freire) que trouxeram para esse formato improvável mas irresistível que propuseram. Guiadas pela voz maravilhosa de Kono, as duas passearam por obras próprias – instrumentais, além da canção-assinatura que batiza o nome do espetáculo, “Zimbadoguê”, que abriu e fechou a noite – e de Gilberto Gil (“Oriente”), Tânia Maria (“Tatiana” e “Amei Demais”), Milton Nascimento (“Mistérios”), Dani Black (“Sublime”) e João Bosco (“Bala com Bala”) e aproveitaram para falar com o público a cada novo número apresentado, mostrando que sua bagagem musical também é teórica. E se surpreenderam com a presença de familiares de Tânia Maria, uma de suas principais inspirações, que compareceram ao teatro para prestigiá-las. Foi maravilhoso.

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Duo Zimbado: Zimbadoguê

Encerramos a programação de outubro da curadoria de música no Centro da Terra recebendo pela primeira vez no palco do teatro o Duo Zimbado. Formado pela pianista Amanda Camargo e pela cantora e vibrafonista Marina Kono, o duo surgiu em 2022 trabalhando sobre a intersecção entre o jazz brasileiro, o samba-canção e a MPB. Em uma apresentação chamada de Zimnbadoguê, as duas reúnem um repertório que parte de sua formação instrumental ímpar, que casa os dois instrumentos e a voz de forma ousada e sagaz, com foco num repertório composto ou consagrado por grandes mulheres da nossa música, além de composições próprias. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Distopia contínua

O grupo Crizin da Z.O. encerrou a ótima temporada que a produtora de Guarulhos Desmonta realizou nas segundas de outubro no Centro da Terra dando um cavalo de pau nas expectativas do público. Mesmo sem mexer na formação, o trio composto por Cris Onofre (voz e letras), Danilo Machado (beats e percussões) e Marcelo Fiedler (baixo, guitarra e beats) enveredou por uma seara bem diferente do que costumam ser suas apresentações, com os dois músicos mantendo a força do ruído, mas sem a agressividade dos beats, substituído por texturas hipnotizantes, percussões ritualísticas e ciclos eletrônicos, enquanto o vocalista seguia praguejando o Rio de Janeiro e São Paulo em esporros vocais por vezes a capella, por outros soando como sermões à beira do abismo. Apresentando músicas novas e recontextualizando as mais antigas numa longa tramam contínua quase sem interrupção (salvo a pesada respiração do vocalista, que pairava sobre o silêncio onde o público poderia aplaudir, mas a concentração da noite deixou o aplauso apenas para o final do percurso), os três seguiam o clima distópico do disco de estreia, mas o clima de apocalipse iminente foi substituído pela sensação de terra arrasada (reforçado pela penumbra quase na escuridão da iluminação do palco), aos poucos tateando o que podem ser os novos passos da sensação da periferia carioca.

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Transcendendo entre o orgânico e o sintético

Maravilhoso o encontro entre Juçara Marçal e Thais Nicodemo que aconteceu nesta terça-feira no Centro da Terra. De frente uma pra outra, elas vinham em suas estações sonoras díspares: Juçara, além de cantar, soltava samples inusitados (sobrou até pro Hermeto!) e criava texturas eletrônicas estranhas, enquanto Thais, passeando por seu piano preparado, dava ao instrumento acústico timbres improváveis e tortos, além de ela mesma também cantar. Foi assim que atravessaram mais de uma hora no palco com seu espetáculo A Gente Se F* Bem Pra Caramba, usando canções para criar cápsulas de tempo para seguir o roteiro de cada música e desvirtuá-lo no percurso. Assim, a dupla abriu começou a noite com uma música da própria Juçara (“De Reis”, que ela escreveu para a peça Avenida Paulista, de Felipe Hirsch) e seguiu com músicas do Clima (“Isso É o Que Se Diz Irmão” em parceria com Guilherme Held, “Não Reparem”, esta com Juçara, e “Eu Não Duro” de seu primeiro disco solo), Rodrigo Campos (“Cavaquinho” e “Japonego”, outra parceria com Juçara), Brigitte Fontaine (“Il Se Passe des Choses”), Maria Beraldo (“Maria”), Manu Maltez (“Gasolina Cabaré”), Kau (“Merecedores”), Negro Leo (“Eu Lacrei”) e Kiko Dinucci (“Quem Te Come” e a música que dá título ao show, que encerrou a primeira parte da noite com o público sussurrando o mantra do refrão), além de “Hermética”, de Ava Rocha, que funciona como um bom exemplo da transposição da escritura original rumo à transcendência sonora criada a partir do atrito entre sons orgânicos e sintéticos. Um arraso musical que ainda pode contar com o chiaroscuro da luz de Olívia Munhoz como alicerce cênico.

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Juçara Marçal + Thais Nicodemo: A Gente Se F* Bem Pra Caramba

Satisfação poder receber o encontro de Juçara Marçal e Thais Nicodemo no palco do Centro da Terra nessa sexta-feira, quando unem forças musicais – Juçara com sua voz, synth e sampler, Thais no piano preparado – para passear por canções contemporâneas de autores como Eduardo Climachauska, Rodrigo Campos, Maria Beraldo, Brigitte Fontaine, Negro Leo, Kiko Dinucci, entre outros. No espetáculo A Gente Se F* Bem Pra Caramba elas ao mesmo tempo em que exploram o encontro dos timbres acústicos e eletrôncos que dominam, entre a canção e o improviso livre. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Hipnose coletiva

Uma viagem sem sair do lugar. Em uma hora cravada de som, Luciano Valério – apresentando-se como MNTH -, Juçara Marçal e Douglas Leal – com o codinome Yantra – levaram o público do Centro da Terra nesta segunda-feira a uma outra dimensão de sensibilidade, trazendo diferentes sentimentos e sensações sem precisar movimentar centímetros no palco. Cada um em seu canto, Juçara com sua voz transcendental e seus apetrechos de luxo, Valério com o synth em camadas de texturas e Douglas trocando flautas e batendo percussão criaram uma longa faixa de hipnose coletiva coberta pelas luzes bruxuleantes que Mau Schramm criava sobre os três, trabalhando tonalidades e sombras enquanto esculpia seu lazer pela lateral do palco a partir da fumaça que lentamente tomava a apresentação, mais uma noite incrível proporcionada pela maturidade do selo Desmonta, que está ocupando as segundas de outubro no teatro. Foi de arrepiar.

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Pop num instante

Rafael Castro e Juliana Calderón finalmente estão colocando sua banda Repentina na rua, projeto musical dos dois que estreou no palco do Centro da Terra no primeiro ano em que comecei a fazer a curadoria de música do teatro, quando a apresentação do grupo fez parte da temporada Mete o Louco, que Rafael fez no segundo semestre de 2017 por lá. Acompanhados da bateria precisa e new wave de Gongom e do versátil trompete de Gá Setúbal, os dois destilam sarcasmo e ironia em canções que quase sempre falam de amor e seus desdobramentos inevitáveis misturando música pop com rock, MPB e um retrogosto de indie rock e mostrando que o universo da banda está pronto para grudar em nossos repertórios mentais. Eles mostraram as músicas que estarão no disco A Primeira Última Vez, pronto desde a primeira vinda da banda e que deve ser lançado ainda esse ano, e fizeram o público entrar em sua onda. Maravilha!

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Repentina: Música de Amor

Um prazer receber a nova aparição da banda Repentina, formada a partir do encontro dos grandes Rafael Castro e Juliana Calderón que, como reza o nome, ressurge sem aviso depois de um hiato recente – agora com Ga Setúbal e Gongom na formação -, antecipando o próximo álbum, A Primeira Última Vez, no espetáculo Música de Amor, batizado a partir de uma das canções do disco que será lançado ainda este ano. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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