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Apontando para o futuro

Lindo o encerramento da temporada Paisagens e Conexões que o mestre percussionista Ari Collares fez nas segundas-feiras deste novembro no Centro da Terra. No último de seus encontros, reuniu velhos companheiros de palcos e viagens musicais – a pianista Heloísa Fernandes e o flautista Toninho Carrasqueira – para mergulhos em outras épocas de suas vidas, quando os três trabalharam isoladamente em duplas, em trios, quartetos ou outras formações. Assim, traziam seus próprios trabalhos como temas que abriam espaço para improvisos em que citavam outros autores, que iam de cantos indígenas registrados por Mário de Andrade há quase um século ou “Trilhos Urbanos” de Caetano Veloso. Mas a noite não foi só olhando o passado, quando Ari ainda revelou que está finalmente trabalhando em seu primeiro disco solo, que vai lançar com seu próprio nome, para o ano que vem. Evoé!

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Centro da Terra: Dezembro de 2025

Na reta final do ano, eis que chegamos ao último mês e, como de praxe, não fazemos temporada no Centro da Terra pois o teatro só funciona nas duas primeiras semanas do mês. Assim, a programação de música do mês começa na segunda, dia 1º, quando recebemos o grupo português Linda Martini, que traz o espetáculo intenso e intimista, como descrevem, Somos os Linda Martini! Prazer! para dar início às atividades do mês. Depois vem o projeto João 1958, em que Rodrigo Coelho e Marina Nemésio visitam as gravações caseiras que João Gilberto fez antes de seu primeiro álbum Chega de Saudade, trazendo músicas inéditas ou nunca gravadas em disco pelo papa da música brasileira, com minha direção. A apresentação acontece na terça, 2 de dezembro, que também é o aniversário de Marina. Na segunda seguinte, dia 8, é a vez da banda Saüna mostrar pela primeira vez seu show inteiramente autoral. Formada por artistas de diferentes áreas (a vocalista Carol Borelli é atriz, o tecladista Gabriel Spinosa é produtor musical, o baixista Mano Bap toca no Karnak e na Central Scrutinizer , o artista visual o guitarrista Marcelo Polletto é artista visual e educador e o baterista Felipe Marini é designer), eles já ameaçavam suas composições próprias nos shows em que tocam músicas alheias e agora dedicam o espetáculo Toda Letra Que Se Atreva às suas próprias composições. E fechando o ano temos a cantora e compositora paraense Natalia Matos inaugura sua nova fase com o espetáculo Abduzida, em que experimentará músicas que estarão em seus próximos trabalhos, com arranjos em definição. As apresentações começam pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

Marco zero pessoal

Que beleza esse início de carreira solo que Caio Colasante fez nessa terça-feira no Centro da Terra. Ele preparou o espetáculo Atropelado – que definiu como “uma ode aos meus amigos” – a partir de canções próprias e parcerias ainda inéditas que vem trabalhando há alguns meses e reuniu uma banda impressionante para acompanhá-lo, chamando dois de seus compadres d’Os Fonsecas (Thalin na bateria e Valetim Frateschi no baixo), a ás da guitarra Isabella Sartorato e o tangolo mango Bruno “Neca” Fechine (na percussão), além de convidar o compositor Granadeiro Guimarães para cantar algumas de suas parcerias em duetos. Apesar do natural nervosismo inicial de um show desse porte, Caio logo soltou-se, principalmente ao usar sua guitarra para dominar melhor o palco e deixar suas belas e tortas canções ganharem vida própria com os arranjos feitos para seu time de amigos, tornando o show exatamente o que ele se propunha: um marco zero de um novo momento profissional. Esse momento ainda teve como marco a passagem do maior ídolo musical do guitarrista, Jards Macalé, a quem ele reverenciou sozinho no palco com seu instrumento ao invocar “Rua Real Grandeza” para responder sem meios termos à questão inicial da canção: “Vale a pena ser poeta?”. Depois de um show desses, ah vale… Voa Caio!

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Caio Colasante: Atropelado

Muita satisfação em receber no palco do Centro da Terra Caio Colasante em sua estreia como artista solo. Além de integrante dos Fonsecas, o guitarrista vem tocando com nomes em ascensão da música paulistana, como a dupla Kim & Drama, o grupo MonchMonch, além de participar das carreiras solo de seus colegas de banda, Thalin, Valentim Frateschi e Felipe Távora. Há alguns meses rascunhando suas próprias canções e mostrando-as em apresentações apenas com seu instrumento, ele traz o espetáculo Atropelado, onde vem acompanhado por Isabella Sartorato (guitarra e voz), Valentim Frateschi (baixo), Thalin (bateria e percussão) e o tangolo mango Bruno Fechine (percussão e voz), e mostra suas canções inspiradas em artistas tão diferentes quanto Jards Macalé, King Krule, Stereolab, João Donato e Moreira da Silva. O espetáculo começa pontualmente sempre às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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O encanto das batidas

Mais uma apresentação mágica em que o ritmo abre espaço para melodias, harmonias e cantos, à medida em que Ari Colares conduz sua Barca rumo ao desconhecido dentro da temporada Paisagens e Conexões, que está fazendo todas as segundas de novembro no Centro da Terra. Desta vez acompanhado por Lenna Bahule e Lari Finocchiaro, ele singrou pela escuridão do teatro deixando batidas e toques delicadamente criar uma paisagem onírica, em que o canto das duas vocalistas, ao lado do dono da temporada, passeavam por toda sorte de percussão – do assalato ao chitende, passando por cabaças, atabaques, balafons e cataquís -, para nos prender ao silêncio da noite, fazendo o público cantar notas longas coletivamente, bater palmas acompanhando o ritmo e pedir mais músicas. Lari ainda puxou um violão, quando cantou sobre um sonho que teve com Dorival Caymmi, e um gravador ajudava os três a amplificar suas vozes, tornando tudo ainda mais misterioso e sedutor.

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Chapada adentro

É a segunda vez que Felipe Vaqueiro cutuca sua Saga Diamantina no palco do Centro da Terra. Na primeira vez, em abril do ano passado, essa história, contada ao violão, sobre a vida no garimpo na Chapada Diamantina que também é o projeto de conclusão de curso do compositor baiano no formato audiovisual, foi uma das partes de sua apresentação, que ainda contou com a semente de sua dupla com Sophia Chablau (que deu no ótimo disco Handycam, que os dois lançaram esse ano) e várias outras canções próprias. Dessa vez ele resolveu transformar essa parte no todo, contando com projeções que contavam a história que estava expondo, e, novamente, a participação do percussionista de sua banda Tangolo Mangos – Bruno “Neca” Fechine – como único parceiro instrumentista no palco. Entre canções épicas de natureza sertaneja e histórias contadas que seguia passando em frente como música, ele mostrou que esse trabalho já tem corpo para tornar-se algo autoral em breve, possivelmente um álbum-visual de sua banda. Mas além dessas, ele ainda arriscou canções de outras cepas, como a versão que fez para o hit viral “Young Girl A”, do japonês Siinamota, uma música instrumental de Vítor Araújo que ele colocou letra e “Campo Minado”, do disco com Sophia, que também estava presente, mas dessa vez apenas na plateia. E ele já mandou a letra que quer fazer um show só tocando outros compositores. Vamos falar sobre isso aí…

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Felipe Vaqueiro: Ensaios Diamantinos

Enorme satisfação de receber nesta terça-feira, no Centro da Terra, mais uma apresentação solo do baiano Felipe Vaqueiro, que desta vez mostra seus Ensaios Diamantinos acompanhado apenas de seu violão. O espetáculo é um mergulho no universo do garimpo da Chapada Diamantina a partir do ponto de vista do ex-garimpeiro Leôncio Pereira, e é o piloto da Saga Diamantina, álbum visual que Vaqueiro irá apresentar com seu grupo Tangolo Mangos, com as conversas com Leôncio funcionando como fio da meada de canções criadas por Felipe. A apresentação também contará com imagens que serão projetadas por Gabriela Cobas. O espetáculo começa pontualmente sempre às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Transe torto

Impressionante – e com o dobro da duração habitual – a versão turbinada que o trio Tranca fez para sua apresentação nesta terça-feira no Centro da Terra. Ao contrário da meia hora de intervenções que Juliano Gentile, Bernardo Pacheco e Juliana Perdigão improvisam entre si – Berna e Gentile nas guitarras, Juliana com seu clarinete -, os três tiveram o auxílio visual do coletivo MeioLAB, que montrou retroprojetores em frente ao palco e, de costas para o público, controlavam duas telas circulares que faziam diferentes objetos e texturas circularem junto com os loops e riffs repetidos pelos três – ou quatro, quando contaram com a participação de Murilo Kushi, que, tocando um sanshin, uma espécie de banjo de três cordas da ilha de Okinawa, no Japão, dava uma camada de estranheza ainda mais densa ao encontro dos três timbres originais, obrigando o público a decifrar aquele transe torto com os dois lados do cérebro ou simplesmente desligá-lo por inteiro durante por toda a apresentação.

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Tranca: Trinta Tons de Tranca

Nesta terça-feira temos o prazer de receber no palco do Centro da Terra o trio Tranca, formado pela clarinetista Juliana Perdigão e pelos guitarristas Bernardo Pacheco e Juliano Gentile, que, no espetáculo batizado de Trinta Tons de Tranca, convidou o grupo audiovisual MeioLAB e o músico Murilo Kushi, que pilota um instrumento japonês chamado sanshi, para uma noite de improviso livre. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão à venda no site do Centro da Terra.

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Um abraço no Lô

Maravilhosa a noite de abertura da temporada Paisagens e Conexões que Ari Colares começou a fazer às segundas-feiras de novembro no Centro da Terra, quando reuniu Ricardo Zoyo (baixo), Viviane Pinheiro (piano), Benjamim Taubkin (piano) e Oran Etkin (sax, clarone e clarinete) ao redor de sua vasta percuteria. Trabalhando esta noite a partir do improviso livre ou, como preferiu frisar, de criação coletiva, salientando que, no encontro com aqueles músicos, tão importante quanto tocar é ouvir, papel que Taubkin fez questão de sublinhar ao apontar para a plateia como parte deste momento de audição atenta. Minutos adentro de diferentes curtas instrumentais que pareciam saber como começar e terminar e logo depois Ari comentar sobre a música como uma conversa sem palavras entre os instrumentistas, o próprio Taubkin fez questão de mostrar isso na prática, desfolhando, aos poucos, dentro do que parecia ser só uma criação espontânea, a eterna “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” no mesmo dia em que ficamos sabendo da partida de Lô Borges, sendo seguido harmoniosamente por seus companheiros de palco, compartilhando – junto com quem estava na platéia – o sentimento de gratidão em relação à grandeza do melodista mineiro, que nos deixou tão cedo. Foi emocionante.

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