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Mostra de Cordas Dedilhadas

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O mês de agosto do Centro Cultural São Paulo é dedicado a derrubar barreiras entre música erudita e popular – e a Mostra de Cordas Dedilhadas, cuja décima sexta edição ocupa diversos espaços do CCSP, é o carro-chefe desta transformação, apresentando obras que vão de recitais e concertos clássicos a apresentações que flertam com o teatro e a música flamenca, além do cinema. A mostra traz apresentações de nomes nacionais e internacionais, como Angela Muner, Rémy Reber, Esdras Maddalon, Flávio Apro, Andrea Roberto, Fabio Moraes e um sarau em homenagem a Ronoel Simões, um dos maiores colecionadores de gravações de violões do mundo, cujo acervo foi adquirido recentemente pelo próprio Centro Cultural. Até os Concertos de Discos deste mês, que anuncio em breve, vão para esta vertente. Abaixo, o texto de apresentação que escrevi para o catálogo da mostra, que está sendo distribuido gratuitamente em todas as apresentações. A programação completa você vê no site do CCSP.

Uma só música
A Mostra de Cordas Dedilhadas deixa clara que a divisão entre música popular e erudita é artificial

Em algum momento na virada do século dezenove para o século vinte, a música virou duas. Novas invenções passaram a permitir a gravação e reprodução de músicas sem que fosse preciso a presença de um músico, mas aquela novidade tecnológica vinha com uma desvantagem – havia uma limitação de tempo de registro e nos poucos minutos que a gravação podia ser realizada, não cabiam obras e peças inteiras que foram compostas nas décadas e
séculos anteriores.

A partir desta inovação, o foco da história da música deixa de ser estético e passa a ser comercial, fazendo que os novos empreendedores do incipiente mercado fonográfico deixassem conservatórios e salas de concerto em segundo plano em busca de músicos que tocassem na rua, em bailes, festas e saraus. Estes novos músicos, que cantavam e tocavam melodias que não exigiam partitura e muitas vezes abriam espaço para o improviso, a informalidade e até o duplo sentido, aos poucos foram sendo os criadores da canção, este novo formato musical que tornou-se padrão naquela nova forma de se comercializar música.

Assim aconteceu a separação entre a música popular e a música erudita – e enquanto a primeira foi se tornando cada vez mais abrangente e passou a ditar as regras do jogo, a segunda encolheu-se, vestiu fraque e passou a tocar em locais cada vez mais restritos e isolados.

Com a Mostra de Cordas Dedilhadas, a curadoria de música do Centro Cultural São Paulo quer abolir esta barreira, mostrando que estas duas facções na verdade fazem parte de uma mesma essência, pura e indivisível – a música em si. Ela pode ser acessível a ouvidos cultos e incultos, seja composta e executada por virtuoses ou diletantes. A divisão da música em duas categorias reforça uma separação social e econômica mais do que cultural e tanto artistas quanto públicos eruditos e populares não apenas podem como devem se misturar e conhecer uns aos outros.

A arte e a cultura devem aproximar e não afastar. Agregar e não elitizar. Uma só arte, uma só cultura. Uma só música.

Centro do Rock 2017: MQN e Boogarins

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Invasão goiana no CCSP: o MQN de Fabrício Nobre volta à atividade fazendo os primeiros shows desde 2011 e abre a noite para os Boogarins, que lançam o ousado terceiro disco Lá Vem a Morte, tocando-o pela primeira vez ao vivo. Os ingressos já estão esgotados faz tempo, mas vai que rola (mais informações aqui)… Os shows começam às 18h.

Centro do Rock 2017: Meu Reino Não é Desse Mundo

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O projeto de anarcogospel do Negro Leo é a principal atração do showcase que o selo carioca Quintavant faz no CCSP neste sábado dentro da programação do Centro do Rock, que ainda tem shows do Thiago Nassif (que apresenta o disco Três, que gravou com Arto Lindsay) e do Lucas Pires (que apresenta o espetáculo Hot On N’Aldeia Global). Mais informações sobre os shows, que começam às 19h, aqui.

Centro do Rock 2017: Garage Fuzz

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Pedra fundamental do hardcore brasileiro, o grupo santista Garage Fuzz é a atração deste sábado do Centro do Rock no Centro Cultural São Paulo, quando lançam seu DVD Celebrating 25 Years. O DVD foi gravado na própria Sala Adoniran Barbosa e o show deste sábado começa às 19h (mais informaçõe aqui).

Centro do Rock 2017: Maglore

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A banda baiana Maglore dá continuidade às atividades no Centro do Rock no Centro Cultural São Paulo nesta sexta-feira, quando despede-se CCSP de seu terceiro álbum, III, num show que já está com ingressos esgotados (mais informações aqui). O grupo também aproveita para lançar o vídeo (abaixo) da música “Ai Ai”, que acaba de entrar na trilha sonora do seriado Malhação, que agora está nas mãos no Cao Hamburger. Também acontece hoje um debate sobre crítica musical e rock, às 19h, com mediação de Cadão Volpato, diretor do CCSP, e participação dos jornalista Lucio Ribeiro e Alex Antunes.