Sobre música e redes sociais

radiocast

Fui chamado pelo pessoal do Radiocast, podcast do festival baiano Radioca, para fazer uma provocação para os convidados da edição de sexta passada, quando Caio Braz, Josyara e Martín Giraldo discutiram a relação entre música e redes sociais nesta virada de década. Minha fala rola aos 54 minutos, mas o papo inteiro, com mediação de Carol Morena e Ronei Jorge, vale à pena ser ouvido.

Noites Trabalho Sujo | 19.1.2019

nts-190119

Vamos à primeira edição de nosso experimento áudio-físico de 2019, quando, além da formação completa comigo, Luiz Pattoli e Danilo Cabral, ainda contamos com a dupla Roots Rock Revolution, Carol Morena e Vanessa Gusmão. E só entra na festa quem mandar o nome pro email [email protected]

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
A primeira de 2019!
Sábado, 19 de janeiro de 2019
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Fabio Smeili e Mexicano (Roots Rock Revolution), Carol Morena e Vanessa Gusmão
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30, só com nome na lista pelo email [email protected] Aniversariantes da semana não pagam para entrar (avise quando enviar o nome no email, por favor), bem como os 20 primeiros a chegar na festa.

Como foi a edição de aniversário das Noites Trabalho Sujo

Noites Trabalho Sujo | 10.12.2016

nts-12-2016

Há cinco anos o explorador neuropsicossociocultural Alexandre Matias começou um experimento. Depois de libertar-se das gravatas umbilicais do academicismo de pista e da graduação na química das fusões musicais durante o projeto Gente Bonita, ele se enfurnou todas as sextas-feiras num porão na Avenida São Luiz recebendo toda sexta-feira um convidado diferente para sintetizar vibrações positivas a partir do calor corporal, movimento pélvico, seratonina ativada pela memória e frequências sonoras superpostas. Após o primeiro ano, o cientista reuniu um grupo de pesquisadores formado por Danilo Cabral (psíquico-ciclista tecnognóstico iniciado na magia), Luiz Pattoli (transnudista situacionista e antropólogo cultural) e Babee (esteta do caos) e aos poucos transferiram sua residência para o laboratório humano de diversóes somáticas localizado entre a Galeria do Rock, o Largo do Paysandu e a esquina do Caetano e o experimento (que perdeu Babee para a arte, agora em carreira solo) comemora seu quinto aniversário conjurando espíritos quânticos para expurgar as más vibrações de um ano fatídico. Para nos ajudar nesta celebração, chamamos os velhos conhecidos e queridos Wilson Farina (doutor em história da arte e na aclimatação de ambientes revoltos) e Carol Morena (sacerdotisa do balanço subliminar), que abrem, respectivamente, as pistas azul e preta cada um. Depois entram as arquitetas da consciência alterada P.Dritas (escritório musical montado pelas pesquisadoras Carol Razuk e Renata Patelli) seguidas do desbravador Patrick Torquato (idealizador do Baile Tropical). Para garantir a presença neste experimento psicossocial é preciso enviar seu nome para o endereço eletrônico [email protected] até às 20h do dia da celebração, que acontece no décimo dia do último m~es do ano vigente. Abaixo, uma amostra da fusão sonora proposta:

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 10 de dezembro de 2016
A partir das 23h45
No som: Alexandre Matias + Danilo Cabral (Noites Trabalho Sujo), Carol Morena, Wilson Farina (Heatwave), Patrick Tor4 (Baile Tropical) e Carol Razuk + Renata Patelli (P.dritas)
Trackers: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 35 só com nome na lista pelo email [email protected] Os cem primeiros a chegar pagam apenas R$ 25. O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. Chegue cedo para evitar filas.

Como foi a Noite Trabalho Sujo na Trackers

A fila estava de praxe, mas lá dentro tudo fluiu naquela dimensão que conhecemos – e termos colocado o Wilson pra segurar o som do lounge inaugurou uma terceira pistinha que teve até “Banho de Cheiro”, da Elba Ramalho. Na pista preta, a dupla Sam y Mayo começou o showcase do Easytiiger deixando tudo redondo pra bordoada que foi o set do Carlos Costa. Na pista azul, a dupla Angus foi da disco music ao novo R&B fazendo todo mundo rebolar, quando eu e Danilo assumimos o som apresentando os hits da próxima temporada. A Carol ainda entrou pra tocar com a gente e emendou bordoadas do BaianaSystem com “Could You Be Loved?”, Buraka Som Sistema e Edson Gomes, enquanto o Guab virava a pista do avesso com direito a um momento “All My Friends” delírio completo. As fotos da Natalia dão uma ideia da vibe da festa.

E a próxima já está marcada para o dia 10 de outubro. Aviso quando tiver novidades sobre local e novas atrações, mas já garanta sua presença.

30 anos de axé music

30-axe-uol

No final do ano passado, eu já vinha conversando com o Diego pra começar a colaborar com o UOL quando, na véspera da véspera do Natal, ele me ligou me convocando para uma missão: fazer uma matéria especial sobre os 30 anos da axé music. O desafio foi mais logístico do que propriamente conceitual – tinha que marcar entrevistas em vídeo em pouco tempo com grandes nomes da música baiana no mês que antecede o carnaval (com o agravante de ter as duas semanas entre o natal e o ano novo no meio). Pessoalmente, acompanhei a evolução do gênero bem de perto, pois Brasília – onde nasci – foi um dos primeiros lugares para onde Salvador exportava aquelas bandas e era inevitável saber todas as músicas e bandas dessa época. A parte logística foi resolvida com o auxílio da querida Carol Morena, que humilhou na produção, mais do que profissa.

A partir daí parti para uma imersão em um rótulo que descreve um gênero e um modus operandi e tenta se confundir com a magia do carnaval baiano, que mexeu com a indústria do entretenimento brasileiro e revelou a primeira safra de artistas que não eram do Rio ou de São Paulo e que não precisaram se mudar para estas cidades para manter seu sucesso nacional. Um gênero que cresceu junto com a world music e reinventou a identidade global brasileira. E rendeu uma hora de bate-papo no estúdio na casa de Luiz Caldas, outra hora e meia de conversa na varanda da casa de Daniela Mercury, uma visita ao WR Estúdio e uma hora de conversa com o dono do Abbey Road da axé music, Wesley Ranger, vinte minutos com Bell Marques antes de assistir a um show do ex-Chiclete com Banana e uma hora de conversa com Armandinho, filho de Osmar, um dos criadores do trio elétrico, além de discussões sobre política, estética e carnaval com o jornalista Luciano Mattos, a antropóloga Goli Guerreiro (autora do livro A Trama dos Tambores) e o guitarrista do BaianaSystem Beto Barreto – e incontáveis moquecas e passadas em pontos turísticos para fazer o cinegrafista Rodrigo Ferreira, fiel escudeiro desta trip, fazer imagens de cobertura.

O especial rendeu uma matéria sobre a gênese do gênero, uma longa conversa com Daniela, uma discussão sobre a atual crise na axé music (negada por seus protagonistas), uma linha do tempo, além de galerias de fotos, quiz e entrevistas mais curtas em vídeo. Dá pra ver tudo a partir daqui. E é a primeira de muitas outras colaborações com o portal, aguardem.

Uma canção para o Instagram

Dica da Carol, que completou um quarto de século neste sábado. Parabéns, menina!

Como foi a Noite Trabalho Sujo com a Carol Morena

Só quem esteve lá pode ter alguma noção do que foi a montanha russa de sensações daquela Noite. As fotos da Bárbara funcionam apenas como uma dica do que aconteceu na sexta passada. E sexta agora é com a Fernanda Felício

 

Noites Trabalho Sujo apresenta Carol Morena

Chegou a sexta-feira e com ela a Noite Trabalho Sujo – desta vez quem me acompanha na pistinha do Alberta é minha querida Carol Morena, uma das donas da Bolha, a melhor festa de rock de Salvador. Mas a melhor sexta-feira de São Paulo não é feita só de rock, disse pra ela trazer todo seu arsenal de músicas foda pra nos acabarmos hoje à noite. Lembra das coordenadas, né? Se não, é só entrar no site do Alberta ou na página do evento no Facebook, tudo que você precisa saber está lá. E para incluir seu nome na lista de desconto, é só mandar email para [email protected], até às 20h. Vamo nelson!

Back in Bahia

Há um mês estava com tudo pronto pra comemorar o primeiro aniversário da festa soteropolitana A Bolha, do compadre Luciano Matos e da querida Carol Morena, quando uma greve da polícia militar tirou o sono da cidade e nos fez preferir adiar a celebração. Por isso, lá vou eu nesse sábado pra Salvador, comemorar um ano da festa e matar a saudade da noite da capital baiana. Segurem as pontas que eu tou chegando! As coordenadas seguem no site da festa ou na página do evento no Facebook.