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E o melhor show do C6Fest de 2026 foi o de Cameron Winter

O melhor show do C6Fest 2026 foi a cereja da edição – e o melhor show do ano até agora. O líder do Geese, Cameron Winter, foi um dos nomes mais festejados quando anunciado e um dos primeiros a esgotar os ingressos do festival, além de ter ingressos disputados mesmo após terem sumido do mapa. Lógico que o fator “banda da vez” é um dos elementos cruciais para esse sucesso, uma vez que seu Geese está surfando uma comoção parecida com o que, em outras épocas, surfaram bandas tão diferentes quanto os Sex Pistols, o Nirvana e os Strokes, causando êxtase em seus contemporâneos de geração e desconfiança de quem não entendia todo aquele ímpeto. Some isso ao fato de que a carreira solo de Cameron é simultânea à carreira da banda e uma coisa não briga com a outra, só soma. E que em sua versão solo reduz seu trabalho a piano e voz. Lógico que o fator geracional é imprescindível: nascido em março de 2004, ele tem parcos 24 anos e sua banda é a primeira banda da geração Z a ganhar tanto hype, fazendo seus contemporâneos se reconhecerem em suas letras, música e atitude. Mas, mais do que isso, ele tem farta bagagem musical – tanto técnica quanto de repertório – e nem no Geese nem solo soa parecido com algo específico, misturando referências de forma virtuosa. Enquanto no Geese ele repassa a história do rock virando-a do avesso, sozinho ao piano vai no nascedouro da canção americana de câmara, aquele período entre a Broadway e o Brill Building, e mergulha como seu instrumento e voz – e que voz! – como se descortinar um labirinto sentimental no próprio espelho. Sem dirigir uma palavra ao público – a não ser um “obrigado” em portugues no final -, ele fez todos se silenciar e muitos se debulhar em lágrimas enquanto passeava por canções longas, épicas e sentimentais. De tirar o fôlego.

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Uma boa e uma má notícia para os fãs da Oklou

Uma boa e uma má notícia para os fãs brasileiros da francesa Oklou, uma das atrações do C6Fest desse ano. A boa notícia é que ela se encontrará com os fãs para dar autógrafos no próximo sábado num evento cujo local ainda será anunciado e que acontece no dia anterior ao show que fará domingo no festival. A má notícia é que as inscrições para o evento foram tantas que os organizadores já fechou o site em que era possível se cadastrar para o encontro, infelizmente.

Saíram os horários do C6Fest!

Eis os horários das atrações do C6Fest deste ano, que começa na próxima quinta. Quinta e sexta não tem discussão porque os shows de jazz no Auditório Ibirapuera não acontecem simultaneamente a nenhum outro show, ao contrário do que acontece no fim de semana. E pelo que eles divulgaram, alguns shows vão acontecer ao mesmo tempo que outros, mas acho que menos trágico do que poderia acontecer. Especialmente porque este ano haverá um quarto palco além da arena, da tenda e da área dedicada à pista de dança ao incluir dois shows – Mabe Fratti no sábado e Cameron Winter no domingo – no mesmo Auditório em que aconteciam os shows de jazz, o que não aconteceu nas edições anteriores do festival. E estes shows – que terão capacidade menor devido ao tamanho do Auditório – acontecerão no fim do dia e brigarão apenas com as atrações de pista e não com os principais shows do evento. Ainda lamento começar um festival que termina tão tarde às 14h, o que restringirá o público das primeiras atrações, O mais complicado vai ser pra quem quiser ver Robert Plant e Cameron Winter, que vai ter que largar o show do vocalista do Led antes do final pra assistir ao show do jovem mestre do Geese, e quem quiser assistir a Oklou, Beirut e Lykke Li, que terá que sacrificar trechos alguns desses shows. Uma notícia boa é que a passarela de transição entre a arena e a tenda (que estava aberta na primeira edição do evento e ficou fechada nas duas seguintes) voltou a funcionar, diminuindo pelo menos quinze minutos de caminhada entre estes dois palcos. Além disso, o norte-americano Dijon não comparecerá ao festival e seu show foi substituído por uma apresentação de Mano Brown com participação de Rincon Sapiência. Ponto pro festival, que perde uma atração gringa importante, mas substitui com um show talvez melhor que o original, mesmo que o show de Brown não seja inédito.

Veja abaixo: