Artejornalismo: Bruno Nogueira

Em mais um programa sobre jornalismo e música, mais uma vez conecto-me com o Recife e desta vez chamo o velho compadre Bruno Nogueira, que começou fazendo fanzines eletrônicos no início do século, passou pelas redações de alguns dos jornais da cidade, criou o clássico blog Popup e passou a ajudar na curadoria do Abril Pro Rock, um dos principais festivais da cidade. Mas sua trajetória também é uma forma de repassar os caminhos do jornalismo que cobre música no início deste século, além de fazer a ponte com a academia, já que ele acaba de ser promovido a diretor de comunicação da UFPE, onde leciona há anos.

Assista aqui.  

Como foi a edição de setembro das Noites Trabalho Sujo

Noites Trabalho Sujo | 10.09.2016

noites10setembro2016

Nosso experimento mensal de purificação espiritual através de espectros sonoros manipulados pela mente conta com dois desfalques em sua edição de setembro, quando o cientista-fundador Alexandre Matias segue em simpósio metafísico na costa oeste norte-americana e o desbravador de sinapses Danilo Cabral continua sua longa peregrinação pelo reino do misticismo britânico. Cabe então ao metanavegador Luiz Pattoli, único representante presente do instituto de motivação psíquica Noites Trabalho Sujo, a função de capitão de mais um sábado inefável na antena de captação de boas vibrações localizada no centro da maior cidade da América do Sul. E para ajudá-lo em sua pregação carnal de timbres baixos, ele convocou dois ícones da preservação histórica sulista para motivar sua pregação êxtática: o célebre pesquisador Wilson Farina, já conhecido de outras edições deste nosso encontro, e o estudioso estreante no simpósio Tatu, ambos especializados nos efeitos das frequências elétricas sobre os batimentos cardíacos. Neste mesmo auditório surgem também as mestrandas Ana Prado e Nathalia Capistrano, reveladas ao público do colóquio neste 2016, que ministram mais uma apresentação já consagrada sob o codinome de Girls Bite Back. No outro auditório, quem recebe os convivas é a também consagrada dupla Gemini, formada pelos doutores do ritmo Karen Ercolin e Acácio Mendes, mais uma vez testando a fluência do corpo sob altas temperaturas. E nos honrando com uma presença tão intensa, vem a equipe de auditores independentes do centro de estudos Casa do Mancha, que aproveita o encontro para festejar nove anos de estudos ambiciosos e empíricos. O próprio fundador da seita musicologista Mancha Leonel recebe o professor pernambucano Bruno Nogueira e o pesquisador extrafísico Pedro Bonifrate para tensionar a psiquê coletiva levando bons fluidos e recuperando a autoestima dos que se dispuserem a se submeter aos seus caprichos. A presença no encontro só será possível sob a inscrição através do endereço de correio eletrônico [email protected] até às 20h do dia de sua realização e o envio do nome à lista autoriza o uso morfológico do pequeno zeitgeist sob condições ideais de temperatura e pressão. Abaixo, uma amostra do que poderá acontecer neste encontro tão querido:

Noites Trabalho Sujo @ Trackers
Sábado, 10 de setembro de 2016
A partir das 23h45
No som: Luiz Pattoli (Noites Trabalho Sujo), Wilson Farina (Heatwave), Tatu, Mancha, Bruno Nogueira e Bonifrate (Casa do Mancha), Karen Ercolin e Acácio Mendes (Gemini) e Ana Prado e Nath Capistrano (Girls Bite Back)
Trackertower: R. Dom José de Barros, 337, Centro, São Paulo
Entrada: R$ 30 só com nome na lista pelo email [email protected] O preço da entrada deve ser pago em dinheiro, toda a consumação na casa é feita com cartões. E chegue cedo – os 100 que chegarem primeiro na Trackers pagam R$ 20 pra entrar.

Rumo a Salvador

radioca-2015

Embarco neste sábado mais uma vez rumo à capital baiana para conferir de perto o festival que o compadre Luciano Matos comanda a partir do certeiro programa de rádio que toca há anos em Salvador ao lado dos feras Beto Barreto e Ronei Jorge. Voltado para a música independente brasileira, o Radioca virou um festival que vai reunir bambas como Siba, Cidadão Instigado, Mulheres Q Dizem Sim, Anelis Assumpção e Apanhador Só a nomes locais em ascensão, como Pitombeira, Oquadro e Ifá. Participo também de uma mesa sobre a cultura independente brasileira neste domingo ao lado de bambas como Bruno Nogueira, Marcelo Costa, Marcelo Monteiro (do Amplificador) e o trio do Radioca. A programação completa do festival pode ser conferida lá no site deles.

Paluchunk

Taís diz, citando o Eugênio, e não posso discordar: Melhor vídeo do show do Superchunk:

E também não posso discordar do Bruno Nogueira, quando ele afirma que o Paluga talvez fosse o melhor sujeito pra receber os alienígenas caso eles chegassem na Terra. Que mané Carl Sagan…

Darth Vader, Daft Punk e Adidas

Juntinhos. Dica do Bruno.

Colisão instrumental

Duas das melhores bandas de rock instrumental do Brasil se encontraram mês passado para um show conjunto aqui em São Paulo – olha o estrago. A dica é do Nogueira.

E a nova do Little Joy?

Terron quem linkou. Show deles em São Paulo essa semana – quem vai? E o Nogueira manda avisar que fecharam mais um show no Brasil, desta vez, no Recife.

“The most important independent band in Brazil”

Falando no Autoramas, foi assim que a Rough Trade, que está lançavendendo o compacto de “Catchy Chorus” na gringa. Vi no Nogueira. E essa música é muito boa…

O xerife de Nottingham

Destacando um das notícias do Leitura Aleatória anterior, a entrevista que o Globo fez com o consultor jurídico da ABPD vem cheia de pérolas como essa:

Existe uma cultura de compartilhamento e há quem jogue arquivos na internet com o propósito de ajudar aos outros, tendo até trabalho para converter arquivos, mas com um espírito de comunidade, com a ideia de estar ajudando o próximo. Como acabar com a ideia de que se está ajudando alguém e não cometendo um crime?
É uma cultura meio Robin Hood. Você pode assaltar o meu armazém, tem uns caras querendo comer um cachorro-quente e então vamos assaltar o McDonalds. O cara que receber o cachorro-quente vai ficar feliz da vida, o dono não vai ficar nem um pouco. Não é assim que a sociedade funciona. Ou então, se é assim, vale para tudo. Atenção! Se vale para isso vale para tudo. Pô, tô sem dinheiro, você tem cartão de banco? Poxa, não tenho, então vamos quebrar um caixa-forte.

Vale ser lida na íntegra – e o Nogueira sublinha os pontos mais interessantes do papo.