“Rael imperial aerosol kid!”

Para comemorar o cinquentenário de um dos discos mais importantes da história do rock progressivo, o Genesis anunciou neste mesmo novembro em que The Lamb Lies Down on Broadway completa meio século de existência o lançamento de uma caixa que disseca o ápice da primeira fase do grupo inglês, seu sexto álbum e último disco com Peter Gabriel à frente da banda, que antevê a chegada do punk rock numa obra-prima de seu rock barroco sobre um futuro distópico protagonizado por um pixador nova-iorquino, o jovem porto-riquenho Rael. A caixa reúne duas versões do disco remasterizadas neste ano sob supervisão tanto de Peter Gabriel quanto do tecladista Tony Banks, uma delas a versão original e a segunda a primeira vez que o grupo a tocou ao vivo, no Shrine Auditorium de Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 24 de janeiro de 1975 (que eu acho melhor que o disco original, devido à performance do vocalista). A versão ao vivo já havia sido lançada ao público no primeiro volume da caixa Genesis Archive, que cobre a fase Peter Gabriel da banda (entre 1967 e 1975), lançada em 1998. A novidade é que a nova versão traz pela primeira vez o bis desta noite, quando o grupo ainda tocou “Watcher Of The Skies” e “The Musical Box”. A nova caixa ainda traz um cartão com direito a download de demos do grupo (os primeiros takes de “The Lamb Lies Down On Broadway” e “Fly On A Windshield”, o primeiro e segundo take de “Here Comes The Supernatural Anaesthetist” e “The Lamia” e uma versão demo de “It”), um livro de mesa de 60 páginas escrito pelo jornalista inglês Alexis Petridis (que além de principal crítico de música pop do Guardian também foi ghost-writer da autobiografia de Elton John e entrevistou os cinco integrantes da banda, Phil Collins, Steve Hackett e Mike Rutherford, além de Gabriel e Banks) e réplicas do programa dos shows da turnê de 1975, do ingresso e do pôster oficial. A nova versão será lançada em dois formatos (em quatro CDs ou cinco LPs) no dia 28 de março do ano que vem e já está em pré=venda. Veja a capa da caixa, um vídeo de lançamento do novo formato e ordem das músicas nos discos abaixo:  

50 anos de Red, do King Crimson

E o King Crimson segue sua meticulosa tarefa de disponibilizar para os fãs a maior quantidade de sua música gravada a partir de versões expandidas de sua concisa discografia. Desta vez é o brutal Red, que completa meio século de idade neste 2024, a receber uma nova edição, reunindo novas mixagens, os “mixes elementais” feito pelo produtor e ex-empresário da banda David Singleton, gravações de shows da época e trechos das gravações do disco. Red – The 50th Anniversary Edition será lançado no dia 25 de outubro e já está em pré-venda, tanto em CD (que conta com um blu-ray com as gravações de nove shows que o grupo gravou em 1974) quanto em vinil. O disco marca o fim da primeira fase da banda clássica, com sua formação reduzida a um trio liderado – sempre – por seu fundador Robert Fripp na guitarra, Bill Bruford na bateria e John Wetton no baixo e vocais e traz a fase mais incisiva da banda, além de ser seu disco mais popular após o disco de estreia, In the Court of Crimson King, lançado cinco anos antes. O disco ainda conta com participações de músicos ligados a outras formações da banda, como David Cross, Mel Collins, Ian McDonald, Robin Miller e Mark Charig, mas seu cerne está na dinâmica entre os três instrumentistas principais, além de trazer a imortal “Starless”. A nova edição ainda traz os Elemental Mixes, feito pelo produtor e ex-empresário David Singleton da banda, que reuniu trechos das gravações para reimaginar o disco a partir de outras versões instrumentais, além de uma nova edição mixada em 2024 feita pelo às Steven Wilson sob supervisão de Robert Fripp. Veja abaixo a cara da nova edição do disco:  

Beatles à moda estadunidense

Os Beatles seguem drenando sua interminável fonte de música e mais uma vez anunciam mais uma leva de novos relançamentos – mas dessa vez o foco é nos completistas e nos saudosistas que viveram o auge da Beatlemania nos EUA, afinal os sete LPs que colocam de volta nas prateleiras não trazem nenhuma novidade em si. No ano em que a febre ao redor da banda a transformou em fenômeno global completa 60 anos, o grupo anuncia o relançamento dos sete discos que apresentaram a banda ao público norte-americano: Meet The Beatles!, The Beatles’ Second Album, A Hard Day’s Night (Original Motion Picture Sound Track), Something New, o duplo The Beatles’ Story, Beatles ’65 e The Early Beatles foram lançados entre janeiro de 1964 e março de 1965 rearranjando músicas dos primeiros discos da banda em diferentes lançamentos, misturando músicas de discos diferentes e compactos com títulos e capas que só foram lançados nos EUA. Os sete discos chegam num box que será lançado oficialmente no final de novembro (e já está em pré-venda), também serão vendidos separadamente (à exceção de Beatles’ Story) e trazem as reproduções das artes originais acompanhadas de textos escritos por Bruce Spizer, especialista norte-americano no grupo. Dá uma sacada abaixo no material…  

Quando Bob Dylan voltou a fazer shows ao vivo… e com a The Band!

Entre as diversas fases clássicas de Bob Dylan, sua volta aos palcos em 1974 está entre um dos momentos mais intensos de sua carreira e esse registro volta em formato pleno quando o mestre anunciou mais um projeto para envernizar ainda mais seu legado: a caixa The 1974 Live Recordings reúne nada mais nada menos que 431 diferentes versões de suas canções espalhadas por 27 CDs, 417 delas nunca ouvidas pelo grande público, e será lançada no próximo dia 20 de setembro. Desde que sofreu um acidente de moto em 1966, Dylan distanciou-se dos palcos e passou a fazer esparsas apresentações ao vivo ou aparições em programas de rádio ou TV enquanto lançava discos que aumentavam ainda mais sua importância ao mesmo tempo em que desafiavam as expectativas dos fãs.

O misterioso acidente do dia 29 de junho – que na época especulava-se sobre um atentado feito pelo FBI que poderia até mesmo ter tirado sua vida – nunca foi propriamente esclarecido, ninguém sabe se ele sofreu apenas ferimentos leves, se havia realmente se machucado ou se o acidente realmente aconteceu, mas veio num momento providencial para a carreira do artista, que vinha atraindo a ira dos antigos fãs enfurecidos por sua traição ao folk ao abraçar instrumentos elétricos ao lado de uma banda de rock, os canadenses Hawks, que agora se chamavam de The Band. A turnê que realizou na Europa no mês anterior deixou o grupo abalado por seus shows terem sido recebidos com agressividade e a nova popularidade de Dylan, não mais o grande nome do folk e agora um astro do rock, havia o colocado em um ritmo de trabalho que lhe exigia demais, principalmente em relação à sua presença. Fora da arena pública pode fazer discos sem a cobrança de colocá-los em turnê e quando sentiu-se à vontade para voltar à estrada, chamou a mesma The Band – agora um grupo estabelecido, com vários discos lançados – para atravessar as 30 apresentações em 42 dias (muitas vezes tocando dois shows no mesmo dia) naquilo que o crítico musical Robert Christgau descreveu como se o autor “atropelasse suas velhas músicas com um caminhão”, tamanha carga de energia em todas as noites. E além de revisitar vários clássicos de sua carreira, apresentou versões ao vivo pela primeira vez para faixas que gravou no período recluso dos palcos, como “All Along The Watchtower”, “Forever Young” “Most Likely You Go Your Way (and I’ll Go Mine)”, que quase sempre abria ou fechava os shows, Dylan também tocou músicas de sua carreira pregressa que quase nunca tinha tocado ao vivo, como “Hero Blues”, “Ballad Of Hollis Brown” e “Song to Woody”. A turnê gerou o disco ao vivo Before The Flood, que trazia na capa uma das invenções de Dylan nesta turnê, quando todo o público levantava isqueiros acesos, transformando a plateia num céu estrelado.

As músicas do duplo ao vivo são as únicas já ouvidas desta turnê, agora inteiramente reunida nessa ousada caixa de discos, que também terá uma versão compacta em três LPs lançada pela gravadora de Jack White, Third Man Records. As duas versões já estão em pré-venda e uma das versões para “Forever Young” (esta gravada no show da tarde do dia 9 de fevereiro, em Seattle) foi lançada para antecipar a novidade – ouça abaixo, além de ver a maravilha que é esse novo box set (que ainda vem com um encarte com texto escrito plea jornalista Elizabeth Nelson) e todas as faixas de cada um dos 27 discos:  

John Lennon: “Você está aqui”

Um dos discos mais turbulentos da carreira solo de John Lennon está ganhando um tratamento de luxo e sendo dissecado de diversas formas para ser relançado em outubro deste ano. Mind Games é o disco que marca a separação de John de sua esposa Yoko Ono num período de 18 meses que ficou conhecido como “O Fim de Semana Perdido” na biografia do ex-beatle, numa referência ao título original do filme Farrapo Humano, de Billy Wilder, sobre alcoolismo. Mas em vez de lamentar o término do relacionamento dos dois, que foi retomado no ano seguinte, a reedição prefere celebrar a história do casal buscando referências desde o primeiro encontro e traz imagens inéditas da exposição You Are Here (“Você está aqui”) que Lennon montou em 1968 literalmente influenciado pela poesia e pela arte de sua nova namorada – imagens que se tornaram um novo clipe para a faixa do mesmo título que encerra o disco. Diz John: “Fiz a exposição ‘You Are Here’ na galeria Robert Fraser, que consistia numa galeria sem nada com uma grande tela circular em que escrevi: ‘você está aqui’. Você tinha que descer as escadas e passar por diferentes latas coletoras de dinheiro para instituições como fundos a favor dos direitos humanos, dos animais e da luta contra o câncer – o lugar estava cheio delas – e no lado esquerdo havia uma parede com essa tela enorme escrito ‘você está aqui’ com um chapéu em que as pessoas poderiam colocar dinheiro – para o artista – e uma jarra cheia de pequenos bottons brancos que vinham com ‘você está aqui’ escrito. Filmamos as pessoas por trás de uma janela escurecida com a equipe da versão inglesa do programa Câmera Escondida e deixamos balões com bilhetes escrito ‘mande uma mensagem quando entender’ para que as pessoas mandassem cartas dizendo de onde elas vinham. ‘Você está aqui’ é mais só uma piada, acho. As pessoas leem e de repente percebem que é uma verdade: ‘é, estou aqui’, pensam, ‘como essas outras pessoas estão aqui. Nós todos estamos aqui juntos’. E é aí que as vibrações começam a ser trocadas. Boas e más, dependendo de quem as envia ou como elas se sentem. Muita gente foi para a Índia para descobrir onde estavam, como Richard Alpert, aquele amigo do Timothy Leary , que foi para a Índia, viu vários gurus, procurando-os por toda a parte e tudo que esses gurus diziam para ele era: ‘lembre-se de estar aqui agora’. É tudo o que os gurus vão te dizer. Lembre-se deste momento agora. Estava conversando com George outro dia e esqueci de perguntar para ele: ‘o que você está procurando? Você está aqui!”. A versão mais parruda da reedição de Mind Games é uma caixa limitada com apenas 1100 cópias, que conta com reproduções numeradas de artes de John e Yoko (além de seus certificados de autenticidade), um EP com um holograma aplicado, nove LPs (entre eles dois do tipo picture), dois livros, quatro pôsteres, dois mapas, dois postais, três bottons, um Caça-Palavras, moedas de I Ching e uma camiseta da causa levantada por John na época, da Nutopia, um selo postal Nutópico e uma réplica da placa da embaixada de Nutopia. O preço, claro, é uma facada: 1650 dólares – e já está em pré-venda.

Assista ao clipe e veja as músicas que vêm na caixa abaixo:  

De volta ao Vol. 4

O quarto disco do Black Sabbath, o clássico Vol.4, lançado em 1972 e considerado por muitos sua obra-prima, será revisitado em mais uma caixa da gravadora Rhino. Vol. 4 Super Deluxe Edition conta com cinco LPs (ou quatro CDs) e traz mais de 20 versões inéditas, entre faixas ao vivo e sobras de estúdio, além de uma versão remasterizada, do álbum que traz clássicos da primeira fase do metal, como “Wheels Of Confusion”, “Snowblind”, “Supernaut” e, claro, “Changes”. O disco será lançado em fevereiro (já está em pré-venda) e abaixo segue a relação com todas as músicas…

LP 1: Original Album Remastered

Lado 1
“Wheels Of Confusion / The Straightener”
“Tomorrow’s Dream”
“Changes”
“FX”
“Supernaut”

Lado 2
“Snowblind”
“Cornucopia”
“Laguna Sunrise”
“St. Vitus Dance”
“Under The Sun / Every Day Comes And Goes”

LP 2: Outtakes – New Mixes

Lado 3
“Wheels Of Confusion / The Straightener” *
“Changes” *
“Supernaut” *
“Snowblind” *

Lado 4
“Laguna Sunrise” *
“Under The Sun” (Instrumental) *
Alternative Takes, False Starts & Studio Dialogue
“Wheels Of Confusion” (False Start with Studio Dialogue) *
“Wheels Of Confusion” (Alternative Take 1) *
“Wheels Of Confusion” (Alternative Take 2) *
“Wheels Of Confusion” (Alternative Take 3) *

LP 3: Alternative Takes, False Starts & Studio Dialogue

Lado 5
“Wheels Of Confusion” (Alternative Take 4) *
“The Straightener” (Outtake) *
“Snowblind” (Alternative Take 1 – Incomplete) *
“Supernaut” (Outtake) *

Lado 6
“Supernaut” (Alternative Takes with False Starts) *
“Under The Sun” (False Start with Studio Dialogue) *
“Under The Sun” (Alternative Take with Guide Vocal) *

LP 4: Live in the UK 1973

Lado 7
“Tomorrow’s Dream” *
“Sweet Leaf” *
“War Pigs”

Lado 8
“Snowblind” *
“Killing Yourself To Live”
“Cornucopia”

LP 5: Live in the UK 1973

Lado 9
“Wicked World” (Includes Excerpts of:)
i. Guitar Solo
ii. “Orchid”
iii. “Into The Void”
iv. “Sometimes I’m Happy”

Lado 10
“Supernaut” / Drum Solo
“Wicked World” (Reprise)
“Embryo”
“Children Of The Grave”
“Paranoid”

Sete minutos de “Powderfinger” elétrica

neil-young-1975

Neil Young começa a mostrar as joias do segundo volume de sua caixa Archives e acaba de revelar essa versão elétrica com sete minutos de “Powderfinger” gravada logo que Frank “Poncho” Sampedro assumiu o posto de segundo guitarrista do Crazy Horse, após a morte do dono original do cargo, o fiel escudeiro de Young Danny Whitten, de overdose de heroína. Uma canção sobre a chegada da maturidade junto com a morte tem um peso redobrado ao ser lançada em 2020, ano em que Young tornou ainda mais aguda sua verve política, numa versão registrada em 1975, portanto três anos antes de ser apresentada ao resto do mundo no imortal Rust Never Sleeps. Que paulada!

Antes disso, ele já havia mostrado a balada country “Homefires”, gravada em 1974 em seu rancho Broken Arrow…

…e “Wonderin'”, que ele gravou na época do After the Gold Rush em 1970 (que, por sua vez, ganhará uma edição especial em dezembro, em comemoração aos seus 50 anos), mas que só lançaria em 1983, no infame Everybody’s Rockin’, numa versão rockabilly gravada ao lado do grupo vocal Shocking Pinks:

E ainda tem o vídeo mostrando a caixa por dentro:

Mata o velho! A segunda Archives sairá no próximo dia 20 e já pode ser encomendada online.

Buzzcocks era uma banda de singles

buzzcocks-

Uma das melhores bandas do punk inglês, os Buzzcocks despejavam toda sua energia em singles precisos: enxutos, diretos, simples e apaixonantes, misturavam riffs e refrões como os Beatles em A Hard Day’s Night e, depois de relançar seus álbuns originais em vinil no ano passado, a gravadora inglesa Domino agora anuncia para janeiro do ano que vem essa belezinha de caixa que reedita os 12 sete polegadas originais, mantendo suas capas e com um texto escrito pelo crítico Clinton Heylin. A pré-venda pode ser feita aqui.

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Toda Sade

sade

A banda inglesa Sade, liderada pela vocalista Sade Adu, revisita seu passado ao reunir toda sua discografia em versões em vinil, remasterizados e empacotados como deveriam ser. A caixa This Far só peca por não trazer nenhum extra, mas reúne os seis discos que compõem estes 35 primeiros anos de carreira num tratamento físico merecido –
Diamond Life (1984), Promise (1985), Stronger Than Pride (1988), Love Deluxe (1992), Lovers Rock (2000) e Soldier of Love (2010). A caixa já está à venda em seu site oficial.

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Amy Winehouse em duas caixas de discos

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A diva soul inglesa Amy Winehouse, que morreu há quase dez anos, ressurge no fim de 2020 em duas coleções póstumas, passando a limpa em toda sua discografia. São duas caixas, uma com cinco discos em vinil, outra com todos seus doze compactos. The Collection reúne toda sua discografia oficial – os três discos que lançou em vida (Frank, de 2003, e Back to Black, de 2006, e o ao vivo I Told You I Was Trouble: Live in London, de 2007), a coletânea póstuma Lioness: Hidden Treasures e um disco reunindo os principais remixes, reunindo nomes como Hot Chip, Harmonic 33, Kardinal Beats, Jay-Z, Mylo, entre outros.

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Já 12×7: The Singles Collection reúne tanto seus festejados singles “Rehab”, “You Know I’m No Good”, “Back To Black”, “Love Is A Losing Game” e “Tears Dry on Their Own” quanto faixas menores e o dueto que ela fez com Tony Bennett, “Body and Soul”.

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A caixa de compactos chega antes, no dia 20 de novembro (aniversário do Trabalho Sujo), e a de álbuns chega no dia 4 de dezembro. As duas já estão em pré-venda (a de álbuns aqui, a de compactos aqui). Abaixo, a ordem das músicas das duas caixas:

12×7: The Singles Collection

Compacto 1
“Stronger Than Me”
“What It Is”

Compacto 2
“Take The Box”
“Round Midnight”

Compacto 3
“In My Bed”
“You Sent Me Flying”

Compacto 4
“Pumps”
“Help Yourself”

Compacto 5
“Rehab”
“Do Me Good”

Compacto 6
“You Know I’m No Good”
“Monkey Man”

Compacto 7
“Back To Black”
“Valerie (Jo Whiley Live Lounge)”

Compacto 8
“Tears Dry on Their Own”
“You’re Wondering Now”

Compacto 9
“Love Is A Losing Game”
“Love is a Losing Game (Kardinal Beats Remix)”

Compacto 10
“Body and Soul” (com Tony Bennett)
“A Song For You”

Compacto 11
“Our Day Will Come”
“Will You Still Love Me Tomorrow”

Compacto 12
“I Saw Mommy Kissing Santa Claus”

The Collection

Frank
“Intro / Stronger Than Me”
“You Sent Me Flying / Cherry”
“Know You Now”
“Fuck Me Pumps”
“I Heard Love Is Blind”
“Moody’s Mood For Love (Teo Licks)”
“(There Is) No Greater Love”
“In My Bed”
“Take The Box”
“October Song”
“What Is It About Men”
“Help Yourself”
“Amy Amy Amy (Outro)”

Back to Black
“Rehab”
“You Know I’m No Good”
“Me & Mr Jones”
“Just Friends”
“Back To Black”
“Love Is A Losing Game”
“Tears Dry On Their Own”
“Wake Up Alone”
“Some Unholy War”
“He Can Only Hold Her”
“Addicted”

Lioness: Hidden Treasures
“Our Day Will Come”
“Between The Cheats”
“Tears Dry (Original Version)”
“Will You Still Love Me Tomorrow?”
“Like Smoke”
“Valerie (’68 Version)”
vThe Girl From Ipanema”
“Half Time”
“Wake Up Alone (Original Recording)”
“Best Friends, Right?”
“Body And Soul”
“A Song For You”

Live in London (Live from Shepherd’s Bush Empire, 2007)
“Intro / Addicted”
“Just Friends”
“Cherry”
“Back To Black”
“Wake Up Alone”
“Tears Dry On Their Own”
“He Can Only Hold Her / Doo Wop (That Thing)”
“Fuck Me Pumps”
“Some Unholy War”
“Love Is A Losing Game”
“Valerie”
“Hey Little Rich Girl” (com Zalon & Ade)
“Rehab”
“You Know I’m No Good”
“Me & Mr Jones”
“Monkey Man”

Remixes
“Stronger Than Me (Harmonic 33 Remix)”
“Take The Box (Seijis Buggin’ Mix)v
“Fuck Me Pumps (MJ Cole Remix)”
“In My Bed (CJ Mix)”
“Rehab (Hot Chip Remix)”
“Back To Black (Mushtaq Vocal Remix)”
“You Know I’m No Good (Ghostface UK Version)”
“Tears Dry on Their Own (Al Usher Remix)”
“Love Is A Losing Game (Kardinal Beats Remix)”
“Rehab (Remix Featuring Jay-Z)”
“You Know I’m No Good (Skeewiff Mix)”
“Tears Dry on Their Own (Alix Alvarez Sole Channel Mix)”
“Fuck Me Pumps (Mylo Remix)”
“Back To Black (The Rumple Strips Remix)”
“Love Is A Losing Game (Truth & Soul Remix)”