Os órfãos das guitarras do Tame Impala podem encontrar refúgio sob as asas dos Boogarins, que anunciam seu segundo disco – Manual ou Guia Livre de Dissolução de Sonhos – que será lançado no dia 30 de agosto (e já está em pré-venda). A capa é essa acima, assinada por Nei Caetano da Silva e o nome das músicas vem abaixo deste vídeo:
“Truques”
“Avalanche”
“Tempo”
“6000 Dias”
“Mario de Andrade – Selvagem”
“Falsa Folha de Rosto”
“Benzin”
“Cuerdo”
“Sei Lá”
“Auchma”
Jerry Lee Lewis – “Just Dropped In (To See What Condition My Condition Was In)”
Jean Michel Jarre – “Zoolookologie”
Frank Zappa “Peaches En Regalia”
Erasmo Carlos – “Eu e Maria”
Yes – “Heart of Sunshine”
Stereolab – “French Disco”
Wilco – “Magnetized”
Boogarins – “Sei Lá”
Tame Impala – “The Less I Know The Better”
Jupiter Apple – “Collector’s Inside Collection”
Mark Ronson + Kevin Parker – “Leaving Los Feliz”
Blur – “Go Out”
Tulipa Ruiz – “Elixir”
Arctic Monkeys – “505”
Neil Young + Promise of the Real – “If I Don’t Know”
Tame Impala – “The Less I Know”
Letuce – “Lugar para Dois”
Silva + Lulu Santos + Don L – “Noite”
Unknown Mortal Orchestra – “Ur Life One Night”
Jamie Xx + Romy Madley-Croft – “Loud Places”
Mark Ronson – “I Can’t Lose (Lindstrøm Remix)”
Jungle – “Julia (Soulwax Remix)”
Todd Terje – “Inspector Norse (Pepe Bradock Remix)”
Cidadão Instigado – “Escolher Pra Quê?”
Emicida – “Boa Esperança”
Toro y Moi – “Lilly”
O Terno + Boogarins – “Saídas e Bandeiras No. 2”
Dá pra ver o show inteiro aí embaixo (depois eu escrevo melhor sobre ele, que ainda teve três inéditas do Boogarins: “Falsa Folha de Rosto”, “6000 Dias” e uma ainda sem título, que eu chamei de “De uma Vez”), mas é que essa versão dessa música do Lô…
Há um início de renascença psicodélica em formação na nova música brasileira e dois de seus principais expoentes dividem o palco neste fim de semana no Auditório Ibirapuera. Os goianos dos Boogarins encontram-se com os paulistanos d’O Terno nessa sexta e sábado e em cada dia uma banda abre para a outra – correndo o risco de rolar um encontro das duas ao mesmo tempo no palco, no final. A produção do show liberou um par de ingressos para cada um dos dias pra sortear aqui no Trabalho Sujo. Pra concorrer, basta dizer qual música as duas bandas deveriam tocar juntas (uma d’O Terno? Uma dos Boogarins? Um cover?) e explicar o porquê da escolha aí na área de comentários deste post. Não esqueça de dizer que dia você prefere ir ao show e deixar seu email. O resultado sai no início da tarde de sexta. Os ingressos custam R$ 20 (R$ 10 a meia) e os shows começam pontualmente às 21h.
Tudo bem que vai ter Caetano Veloso, um arraiá pra Inezita Barroso (isso vai ser épico), um palco de Jovem Guarda, Fabio Júnior, não sei o que do Alex Atala, mas… como assim vai ter Faust na Virada Cultural e ninguém comentou nada?
O Faust é uma das bandas mais importantes do rock alemão dos anos 70 e há quem os considere o principal nome da cena que comumente conhecemos por krautrock (rótulo tirado de uma canção do grupo, diga-se). Particularmente acho o Can e o Kraftwerk mais importantes, mas há um ponto a ser levado em consideração, pois a banda batizada com o nome do personagem de Goethe realmente extrapolava os limites da música muito mais que os outros dois grupos. Enquanto o Can misturava James Brown, Velvet Underground e free jazz no mesmo improviso e o Kraftwerk reduzia tudo a seu clássico minimalismo eletrônico pré-digital, o Faust explorava as fronteiras do ruído branco, das colagens sonoras, das superposições. Se rotulavam “art-erroristas”.
Mas o mais legal é o contexto da apresentação do grupo, que tocará num palco da Estação da Luz dedicado ao experimentalismo e à psicodelia musical. Os trabalhos começam às 18h do sábado, com os curitibanos do Ruído/mm (favoritos por aqui, você sabe), às 20h entra a parceria dos Hurtmold com o Paulo Santos do Uákti, Anvil FX e Modular Dreams chamam Edgar Scandurra e Dino Vicente para uma jam session às 22h e às 2 da madruga o Faust entra em ação, seguido pelos turcos do Insalar às 4h. A manhã de domingo começa com o fulminante Tigre Dente de Sabre às 8h, segue com os goianos suaves do Boogarins às 10h, o grupo paulistano Mawaca às 14h e o incendiário Metá Metá encerrando tudo às 16h.
Os cariocas Supercordas vão aos poucos chegando aos finalmentes de seu novo disco, ainda sem nome e que deve sair ainda este ano pela gravadora Balaclava. Depois de mostrar “Sobre o Amor e Pedras” no final do ano passado, agora é a vez de mostrar a bucólica “Maria³”, que conta com a participação de Benke Ferraz, do Boogarins, na guitarra.
Festival tem dessas: trocentas bandas tocando desde cedo e, entre dezenas de nomes de artistas, há muitos nomes desconhecidos, iniciantes e, em muitos casos, promissores. Escolhi cinco artistas que vão se apresentar no Lollapalooza Brasil deste fim de semana para comentar na TV UOL: O Terno (foto acima), Fatnotronic, Far from Alaska, Alt-J e Boogarins.
No começo do ano, o Metrópolis da Cultura me chamou para conversar sobre alguns dos discos mais esperados para 2015 – e eu comento a expectativa em torno dos discos do Radiohead, Lorde, Bixiga 70, Céu e Boogarins.
Elastica – “Connection”
Dumbo Gets Mad – “Future Sun”
Lovin’ Spoonful – “Summer in the City”
Boogarins – “Lucifernandis”
Ariel Pink’s Haunted Graffiti – “Only In My Dreams”
Washed Out – “All I Know (Moby Remix)”
Banda do Mar – “Hey Nana”
Mombojó + Céu – “Diz o Leão”
Nicolas Jaar – “Keep Me There”
Max Frost – “Sunday Driving”
Tops – “Way To Be Loved”
Tiê – “A Noite”
Taylor Swift – “New Romantics”
Calvin Harris + Haim – “Pray To God”
Mark Ronson + Kevin Parker – “Daffodils”
Sants + Estranho + El Mandarim – “Madruga”
Aphex Twin – “180db_”