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Jack White ♥ Black Crowes

Jack White está em plena turnê de lançamento de seu recém-lançado Frozen Charlotte e ao passar por Chicago, nos EUA, na mesma época em que os Black Crowes tocavam na região, convidou o vocalista do grupo Chris Robinson para participar de seu show, quando dividiram, classicamente, a ótima “I’m a Mover”, que o grupo inglês Free gravou em seu disco Tons of Sobs, lançado em 1968. E é impressionante como os dois, mesmo com dez anos de diferença e pertencentes a gerações distintas do rock de seu país, parecem ter saído da cena inglesa da virada dos anos 60 para os 70. E se você lembrar que em sua turnê atual os Black Crowes vêm temperando seu setlist com clássicos deste período – como “Oh! Sweet Nuthin'” (do Velvet Underground), Everybody Knows This Is Nowhere” (do Neil Young), “Three Button Hand Me Down” (dos Faces), “She” (do Gram Parsons), “Feelin’ Alright?” (do Traffic), “Hard to Handle” (do Otis Redding), “Torn and Frayed”, “Bitch”, “Dancing With Mr. D” e “You Got the Silver” (todas estas dos Stones), entre outras – dá até vontade de imaginar uma turnê do grupo com Jack White como guitarrista convidado para tocar clássicos do rock, na mesma medida – só que apontando para outra geração – que os próprios Crowes fizeram com Jimmy Page em outubro de 1999. Só imagina…

Assista abaixo:  

A escalação do Corona Capital de 2026…

Eis a escalação do festival mexicano Corona Capital, que divide algumas atrações com o nosso Primavera. E pelo elenco que poderia funcionar no Brasil, poucos nomes dos grandes instigam: Mumford & Sons, James Blake, Kooks, Twenty One Pilots e Lola Young não chegam a emocionar muita gente, o Xx vai tocar neste fim de semana agora no Brasil, Underworld e Offspring interessam apenas a uma legião de quarentões e Fcukers vai ter aberto o show do Harry Styles aqui. Mas tirando esses grandes, alguns nomes que aparecem menor no elenco deles poderiam dar uma bela temperada no nosso Primavera, como Johnny Marr, Tricky, o math rock hypado do Angine de Potrine, Santigold, a sinistra Sofia Isela, os sempre bons Black Crowes, Manic Street Preachers, We Are Scientists, Peaches, Chvrches, Violet “filha do Dave” Grohl e Ninajirachi (que já confirmou a vinda pra cá) dariam um colorido extra ao festival brasileiro no fim do ano. Se pegar metade desses nomes e incluir um nome maior (parece que tá rolando uma briga pelo Depeche Mode), a versão paulistana do festival catalão pode dar aquela encorpada que estamos esperando…

Stephen Malkmus cantando Black Crowes

stephenmalkmus

Lembra daquele show de vinte anos da Vice? Eis mais um trecho de um show inusitado – tanto quanto o líder do Pavement cantando o maior hit dos Black Crowes. E o pior é que se, em tese, Stephen Malkmus cantando “Remedy” parece o cúmulo da ironia, quando a banda engata as coisas funcionam – e bem.

De brinde, outro vídeo novo da mesma noite, que traz Jarvis Cocker cantando a ridícula “If the Kids Are United” do Sham 69.

E pra quem interessar possa: os Black Crowes acabaram de encerrar suas atividades.

Jarvis Cocker como uma deusa; Malkmus tocando Black Crowes; Scarlett Johannsoon cantando New Order; Pussy Riot tocando Le Tigre

jarvis

Sexta passada a Vice completou 20 anos e fez uma festaça com uns shows improváveis, pois a empresa pediu a alguns artistas tocarem músicas que faziam sucesso quando a Vice nasceu. O quão inusitado é Stephen Malkmus cantando o hit “Remedy”, dos Black Crowes?

Stephen Malkmus rocking the stage at the VICE party #pavement #vice20 #brooklyn #ny

Um vídeo publicado por Larissa Gomes (@larissagomes) em

Mas nesse sentido nada supera Jarvis Cocker cantando a megabalada “The Power of Love”, hit dos anos 80 de Jennifer Rush (regravado no Brasil como “O Amor e o Poder”, da Rosana), que lançou a carreira de Celine Dion quando esta a regravou no início dos anos 90:

A noite ainda teve Scarlett Johannson cantando “Bizarre Love Triangle” do New Order…

#scarjo covering #neworder i died #vice20

Um vídeo publicado por Lily Streeter (@streetcircus) em

…e Sasha Klokova do trio russo Pussy Riot mandando ver no hino feminista “Deceptacon”, do Le Tigre:

Deve ter sido massa.