Quando Os Fadas viraram os Pixies

Os Fadas arrebentaram em sua apresentação Debaser que fizeram nesta quinta-feira no Belas Artes. O tributo ao vivo aos Pixies feito pela banda paulistana dentro da sessão Trabalho Sujo Apresenta coincidiu com o décimo aniversário da banda, formada em pleno levante das escolas secundaristas daquele infame 2015, quando o grupo foi formado para tocar músicas do grupo de Boston e aos poucos assumiu uma identidade própria, trabalhando desde antes da pandemia seu repertório autoral, nitidamente influenciado por Francis, Kim, Joey e David. A reverência ao grupo inspirador valeu o ingresso do público que lotou a sala de cinema, com o grupo passeando pelos cinco discos clássicos da história da banda sob os vídeos bolados pela artista Olívia Albergaria a partir do surrealismo físico das letras e das capas da banda. O show marcou a estreia de Lucia Esteves, que toca na banda Schlop, como quarta integrante do grupo, enquanto Anna Bogaciovas e Gabriel Magazza encarnaram com esmero – até no timbre das vozes – os papéis de Kim Deal e Black Francis da banda. Coube ao baterista brasiliense Augusto Coaracy o papel de mestre de cerimônias, entretendo o público com fatos sobre a banda – que também pode mostrar duas músicas próprias, a ótima “Sei Lá Vie” e a inédita “Mamata”, que devem lançar ainda este semestre. 20 músicas em uma hora de som e o público ainda pediu bis, que veio com a faixa que batiza o show, sob as imagens do filme de Luís Buñuel citado na letra original.

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Trabalho Sujo Apresenta Os Fadas tocam Pixies @ Cine Belas Artes (28.8)

No dia 28 de agosto, às 20h30, faço mais uma edição da sessão Trabalho Sujo Apresenta no Belas Artes, quando convido o grupo Os Fadas a celebrar a discografia clássica dos Pixies em uma sala de cinema. O grupo começou antes da pandemia como uma banda tributo ao quarteto formado por Black Francis, Kim Deal, Joey Santiago e David Lovering e a partir disso começaram a compor suas próprias músicas, mas voltam às origens para tocar – com direito a uma tela de cinema no palco – o repertório dos cinco primeiros álbuns do icônico grupo norte-americano, a fase clássica que antecipou a revolução do rock alternativo dos anos 90. Os ingressos já estão à venda neste link.

Dentro da cabeça do Mundo Vídeo

O Belas Artes ficou pequeno nessa sexta-feira, quando a dupla carioca Mundo Vídeo mostrou a versão audiovisual do seu trabalho ao apresentar o Cine Mundo Vídeo dentro da sessão Trabalho Sujo Apresenta. Os dois guitarristas e vocalistas Gael Sonkin e Vítor Terra submeteram o público que lotou a sala de cinema à tradução visual de seus delírios musicais, empurrando cenas digitais de paisagens paradisíacas, fractais que se contorciam uns sobre os outros, imagens de videogame e outras referências caóticas para dentro de seu atordoo sônico em que canções praianas convivem com metal virtuosístico, melodias indies, solos e riffs desenfreados, obrigando todos a entrar de forma intensa em seu universo musical.

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Trabalho Sujo Apresenta: Cine Mundo Vídeo @ Belas Artes (25.7)

Mais uma vez transformo uma sala de cinema do Belas Artes em uma apresentação audiovisual em mais uma sessão Trabalho Sujo Apresenta. Os convidados desta vez são a dupla Mundo Vídeo, que apresenta seu espetáculo Cine Mundo Vídeo no dia 25 de julho, ampliando para as imagens a sensação frenética e intensa de suas apresentações ao vivo. Se na era do doomscroling, onde somos condicionados à nos perder numa pilha de informações desconexas, a banda ativa todos os sentidos ao transformar esses tempos vazios de estímulos caóticos em uma sensação inevitável. Os ingressos já estão à venda neste link.

Trabalho Sujo Apresenta Desertshore: Nico por Paula Rebellato e convidados

E com enorme satisfação vamos repetir a versão que Paula Rebellato e seus compadres fizeram para o fabuloso Desertshore, da Nico, em mais uma edição do Trabalho Sujo Apresenta no Cine Belas Artes. A vocalista, musicista e compositora Paula Rebellato homenageia a musa do Velvet Underground, a cantora alemã Nico. Depois de uma bem sucedida temporada no Centro da Terra, a vocalista, musicista e compositora Paula Rebellato propôs uma versão na íntegra para o clássico gótico que a cantora alemã Nico lançou no início de sua carreira solo, em 1970. Desertshore foi produzido pelo ex-companheiro de banda John Cale e por Joe Boyd, produtor dos principais nomes do folk inglês daquele período, e juntos os dois abriram caminho para Nico desbravar suas canções que ao mesmo tempo são gélidas e calorosas. Paula, que fez parte do seminal grupo Rakta, toca no grupo de krautrock Madrugada e é uma das proprietárias do Porta, uma das principais novas casa de show de São Paulo, convidou três músicos a ajudarem num mergulho ainda mais hipnótico e eletrônico. João Lucas Ribeiro (do grupo Muddy Brothers, na guitarra), Mari Crestani (integrante do grupo Bloody Mary Une Queer Band e da banda Herzegovina, no sax, guitarra e baixo) e Paulo Beto (líder do grupo Anvil FX, sintetizadores e sequenciadores), levando as canções do clássico disco, como “Janitor of Lunacy”, “The Falconer” e “Mütterlein” para o território da música ambient e industrial, expandindo a experiência sonora do disco a partir de seus próprios moldes e características individuais. A apresentação acontece no dia 28 de novembro a partir das 21h e os ingressos podem ser comprados neste link.

“While she was busy being free…”

Foi maravilhosa a estreia solo de Luiza Villa nesta terça-feira no Belas Artes, dentro da primeira edição do Trabalho Sujo Apresenta que faço após o período pandêmico. Além da voz exuberante e da natural e carismática presença de palco da cantora estreante, ela ainda pode exibi-las transpondo o difícil autodesafio de atravessar o repertório de Joni Mitchell, no show Both Sides Now, em que revisita a obra da cantora em diferentes camadas. Ela começou sozinha ao violão, enfileirando “Circle Game” e “Little Green” sem perder o fòlego ao mesmo tempo em que foi apresentando os integrantes de sua banda, um a um: primeiro o violonista Tomé Antunes (em “Cactus Tree”), depois o tecladista Pedro Abujamra (em “Both Sides Now”), seguido do baterista Tommy Coelho (“Big Yellow Taxi”) e do baixista João Pedro Ferrari (“Carey”), cada um mostrando suas armas e suas habilidades até que a partir de “Hejira”, puderam mostrar como são bem amarrados como conjunto musical – Luiza inclusive, tanto nos vocais quanto na guitarra e no violão. E até o final da apresentação passearam com destreza e alegria por faixas reconhecíveis e empolgantes como “Coyote”, “Help Me” e “In France They Kiss on Main St” e outras mais espinhosas e quilométricas como “Edith and the Kingpin”, “The Hissing of Summer Lawns” (com um solo vocal de derreter qualquer ser vivo) e “Free Man in Paris”, mostrando que estão só começando a mostrar seus talentos. Um show maravilhoso que valorizou meu trabalho como diretor ao lado da produção da Beta Cardoso e da direção de arte da Olívia Pires, Olívia Albegaria e Bertha Miranda, que nos ajudaram com os vídeos, o figurino e a luz da apresentação, formando uma equipe dos sonhos. E é só o primeiro! Ave Joni!

Assista aqui:  

Em nome de Joni

Tudo pronto para o espetáculo Both Sides Now que estamos preparando para a próxima terça-feira no Belas Artes. Luiza Villa e sua banda estão afiadíssimos num repertório escolhido pela própria vocalista, que celebra os 80 anos de Joni Mitchell em uma noite que promete ser mágica, como esta versão para “Hejira”. Sente o drama.

Assista abaixo:  

“And we were rolling, rolling, rock n’ rolling….”

Luiza Villa encara o palco em que estará à frente em menos de dez dias, celebrando as canções de Joni Mitchell no espetáculo Both Sides Now, que vamos apresentar no Belas Artes. Os ingressos para este primeiro show já estão esgotados, mas deveremos ter novidades em breve.

E tá ficando bonito, saca só: