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Malu Maria ♥ Angela Ro Ro

Um convite para participar de um livro tornou-se canção. Assim surgiu “Angela Ro Ro”, música que Malu Maria lança nesta quinta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. O convite veio de Marina Ruivo, da editora Garoupa, que organizou o recém-lançado volume Leia Esta Canção: Angela Ro Ro – Contos, Canções, Relatos & Afins para celebrar o legado da autora que nos deixou no ano passado e que traz textos de Bárbara Eugênia, Santiago Nazarian, Jair Naves, Pedro Alexandre Sanches, Lígia Codo, entre outros “Esse convite me pegou em cheio e me fez refletir profundamente sobre a minha relação com a Angela”, lembra Malu. “A escuto desde pequena e sempre foi uma inspiração gigantesca para mim por ser essa mulher corajosa, entregue, passional, transbordante e extremamente poética.”

“No primeiro momento, escrevi um poema para o livro, mas depois de pronto, percebi que aquele texto já tinha um ritmo próprio, trazia melodias escondidas e a canção surgiu quase que naturalmente”, continua a cantora. “Quando ficou pronta, decidi mostrar para o meu amigo Dustan Gallas, que é um músico maravilhoso e com quem já tinha trabalhado no meu último disco, o Nave Pássaro. Ele captou a essência na hora e colocou um piano lindo, que dialoga intimamente com tudo o que a Angela sempre fez ao piano. Essa parceria deixou o resultado muito especial.”

Ouça abaixo:  

Transa, de Caetano Veloso, vai virar filme!

“You don’t know me…” desafia Caetano Veloso logo ao início de seu segundo disco gravado em Londres em 1972, o mitológico Transa, que agora vai virar documentário produzido por Paula Lavigne e dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, como foi antecipado ao jornal O Globo. Os dois já dirigiram juntos outros dois capítulos diferentes da história do baiano, em dois documentários: Uma Noite em 67 (de 2010), em que dissecam o clássico festival da canção que revelou a geração-base que se tornou o que até hoje chamamos MPB, e Narciso em Férias (de 2020, também produzido por Paula), que conta o período em que o baiano foi preso, torturado e exilado do Brasil durante a ditadura militar. Agora os dois se debruçam sobre as sete músicas do disco como fios condutores para o período em que Caetano foi forçado a fugir para Londres, na Inglaterra, quando gravou dois discos, o primeiro homônimo em 1971 e Transa no ano seguinte, quando compôs o disco com uma banda formada por Jards Macalé, Moacyr Albuquerque, Áureo de Souza e Tutty Moreno, além de participações de Gal Costa e Angela Ro Ro. Não há previsão de lançamento por enquanto.

Caetano Veloso tocando o Transa ao vivo com o Jards Macalé em São Paulo

Era inevitável e os ingressos estão quase no fim: depois da comoção (pro bem e pro mal) da apresentação em que Caetano Veloso tocou seu clássico disco de 1972, Transa, ao vivo, no Rio de Janeiro – acompanhado de ninguém menos que Jards Macalé, Tutty Moreno e Áureo de Souza -, o show inevitavelmente ressurgiria em São Paulo. E não é dentro de festival nem nada: o espetáculo acontece no dia 25 de novembro no antigo Espaço das Américas (agora Espaço Unimed) e a versão paulistana ainda conta com a presença de Angela Rô Rô, que também tocou no mitológico álbum gravado em Londres. Os ingressos estão acabando (garanta logo o seu neste link), mas algo me diz que vai ter uma nova data (e se tiver no domingo talvez eu consiga assistir). Fora que isso é show pro Caetano rodar o Brasil todo, com público sentado, em teatros, como deve ser.