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Noites Trabalho Sujo apresenta Babee e Renata Losso

noites21novembro2014

Lá vem outra Noite Trabalho Sujo no Alberta #3 e dessa vez os trabalhos ficam sob a responsabilidade da querida Babee, que convocou Renata Losso (da festa De Puta a Madre) para chacoalhar o inferninho da São Luiz. A mistura você conhece: indie rock com R&B, música brasileira com dance music, clássicos da discoteca e hits do século 21 – tudo pra fazer você se esbaldar de tanto dançar e cantar. A regra é a good vibe, como vocês bem sabem, vamos lá? Para mandar seu nome pra lista de desconto é só enviar até às 20h de sexta-feira no noitestrabalhosujo@gmail.com.

Noites Trabalho Sujo apresenta Babee e Renata Losso
Sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo + Palugan + Guto

noites14novembro2014 (1)

Reabrimos nossos trabalhos na sexta passada com uma noite memorável, mas as Noites Trabalho Sujo não podem parar! Nesta sexta, dia 14, quem assume a coordenação da pista é o divo Danilo Cabral, que recebe os compadres André Palugan e Guto Nunes para ir da funzeira ao indie rock passando pelo rock clássico, muitas doses de música brasileira e dance music pra fazer a mulherada dançar até o chão. Nomes para lista de desconto através do email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h, sem falta! Vai ser imperdível, se prepare!

Noites Trabalho Sujo apresenta Danilo + Palugan + Guto
Com Danilo Cabral, André Palugan e Guto Nunes
Sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

A volta das Noites Trabalho Sujo pro Alberta #3!

noites7novembro2014

Voltamos! Depois de sete meses distantes do melhor inferninho do centro da cidade, as Noites Trabalho Sujo voltam à sua pista de origem para matar saudades e fazer novos laços. Depois de um semestre entre o Subsolo do Toronto e a salinha do Apartamento Byob, nosso desfile de hits da cidade reencontra-se com você para retomar o trono de melhor sexta-feira de São Paulo. Na grande reestréia, Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral viajam por gêneros, países e épocas diferentes misturando o melhor do rock clássico com flashbacks dos anos 80, sucessos da discoteca e pérolas indie, groovezeiras espaciais e iê-iê-iê, samba rock, Britney Spears, Daft Punk e músicas de 2014 que você nunca tinha ouvido. E o esquema de nome pra lista de desconto é o mesmo de sempre – mande seus nomes pro email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 22h. Diversão à toda!

A volta das Noites Trabalho Sujo ao Alberta #3
Com Alexandre Matias, Luiz Pattoli e Danilo Cabral
Alberta #3. Avenida São Luís, 272. Centro.
A partir das 22h.
R$ 35 / R$ 25 (com nome na lista pelo noitestrabalhosujo@gmail.com)

A volta do Alberta #3 e a volta das Noites Trabalho Sujo ao Alberta #3

alberta-3-2014

Hoje é o último dia de outubro, dia das bruxas, do saci, mas toda a magia dessa sexta-feira fica pela volta do querido Alberta #3, que volta a funcionar depois de mais de um semestre parado. E como o coração fala mais alto pro melhor inferninho do centro de São Paulo, resolvemos voltar às noites de sexta-feira semanalmente, nos dedicando full-time para voltar a fazer a melhor sexta-feira de São Paulo como fazíamos até março deste ano. A festa de hoje marca a reabertura da casa e reúne todas as festas residentes da casa (Rocks Off, Decadence, Zoo e Noites Trabalho Sujo) para uma volta de se esbaldar. E a partir da sexta que vem, Noites Trabalho Sujo volta a ser semanal. ♥

O fim das Noites Trabalho Sujo no Alberta #3

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É o fim de uma era. Foi-se o tempo em que a melhor sexta-feira de São Paulo acontecia no porãozinho da histórica Avenida São Luís. Diga adeus ao papel de parede de jogo da velha e à sequência de “No Scrubs” seguida de “Lose Yourself to Dance” ou “Lança Perfume”. Nunca mais o balde de gelo com a garrafa de uísque na cabine um degrau mais alta que a pista, com sua iluminação de camarim, o ar condicionado pingando, o calor insuportável e todo mundo sorrindo. As duplas de desconhecidos que até o fim da noite eram casais. O retorno que desligava sozinho. As pernas femininas descendo correndo a escada como termômetro de que aquela música funcionava mesmo. O volume cortado no refrão pra todo mundo cantar junto. A partir de hoje, oficialmente, as Noites Trabalho Sujo não acontecem mais na casa que viu a festa nascer.

Lembro quando o Ivan veio conversar comigo, em 2011, sobre a possibilidade de fazer uma festa semanal em sua recém-inaugurada casa. O Alberta #3, no centro, havia sido batizado a partir das músicas homônimas de Dylan e tinha suas paredes forradas com fotos de ícones de um rock bem roqueiro – Ramones, Stones – afinal era a casa do Ivan, um jornalista que sempre prezou pela estética transgressora do rock clássico. Já eu havia largado a ortodoxia do rock há muito tempo e, embora ainda fiel aos clássicos, sempre vi essa “atitude” como um fundamentalismo pop. Por outro lado, sempre tive vontade de ter uma festa semanal e fiz a ressalva: “Não é uma festa rock”. Ivan arregalou o olho já esbugalhado, como se não cogitasse a possibilidade que eu tocasse outros gêneros (e como se nunca tivesse me visto discotecar). “Tá bom, mas é uma festa do quê?”, perguntou. “De dance music”, respondi na galhofa. Ele não engoliu direito aquela história e nos primeiros meses foi realmente complicado – na primeira festa, ainda nos tempos da Gente Bonita, com o Kalatalo, já estávamos tocando funk carioca enquanto umas caras amarradas ficavam encostadas na parede, pedindo AC/DC através do celular. Na segunda noite, as meninas da Awe Mariah conseguiram fazer trenzinho no meio da pista quando tocaram axé music. A cara do Ivan era de pavor. A pista estava inteirinha sorrindo, fora os camisas-pretas encostados na parede. Eu sempre me divertia.

Comecei a chamar amigos, muitos deles que nunca haviam discotecado na vida (confiando apenas no bom gosto musical de cada um), para dividir a cabine comigo em longos sets que podiam ir para todos os lados, todos os gêneros, todas as épocas, todos os idiomas. A única regra era que o clima fosse pra cima e que a pista estivesse cheia e se divertindo. E não foi uma regra imposta, foi um clima que se instaurou a partir das pessoas que escolhi para fazer a festa comigo.

Depois de um ano tocando todas as sextas sem parar, precisei fazer uma cirurgia (pra finalmente consertar o braço, agora 100%) e convidei três amigos mais próximos para dividir a sexta-feira comigo. Danilo, Babee e Pattoli já haviam passado pela cabine do Alberta comigo mais de uma vez e sabíamos dos gostos em comum a ponto de saber que funcionaria dividir a festa entre nós quatro. E deu mais certo do que imaginávamos. Hoje a Noite Trabalho Sujo somos nós quatro e já estamos nos espalhando por aí, como vocês sabem.

Mas, no fim do ano passado, o Alberta teve problemas internos e ficou fechado por alguns meses (o que, no fim, deu origem às festas Sussa e Naites, já encubadas na minha cabeça, esperando sair) e agora neste começo de 2014 mais uma vez voltou a ser fechado. Ao mesmo tempo já vínhamos percebendo que o espaço do Alberta estava ficando pequeno para o nosso público, populoso o suficiente para causar as já infames filas na porta de nossas festas na Trackers. Ao mesmo tempo, recebemos uma proposta para mudar de casa. Essa série de fatores culminou no anúncio de que não haverá mais Noites Trabalho Sujo no Alberta #3.

Na memória, grandes momentos. Duas noites Beatles. Uma noite contando a história do rock em ordem cronológica. A noite do especial relâmpago Beastie Boys no dia em que o MCA morreu. A catártica discotecagem do saudoso Fred :~~~~. A Bia correndo para a pista quando tocava “Moves Like Jagger”. O Márvio dependurado na escada dublando “Don’t Stop Me Now”. Os pedidos de música no fumódromo. As meninas subindo nos totens quando tocava Britney Spears. “Sereia” do Lulu Santos. Tocar Pavement quando Mariana Neri aparecia. Aretha Frankin. Guilherme Arantes. LCD Soundsystem. Mutantes. Daft Punk. Neutral Milk Hotel. Rage Against the Machine. Led Zeppelin. Beyoncé.

Agradeço portanto a todos que tocaram comigo, a todos que foram às festas e vieram me cumprimentar pelo set ou pelo site, aos que se acabaram de dançar e aos que não dançaram mas ficaram num canto só sacando a convulsão pra cima daquela pequena multidão. Agradeço ao Ivan, à Thea, à Neiva, à Noemi e a todo mundo que conheci graças ao Alberta #3, sócios, funcionários, ex-funcionários e amigos em comum. E, claro, o agradecimento saudação ao trio Luiz, Babee e Danilo, formado durante esse período e que agora seguem junto comigo pra esse novo capítulo.

Porque a festa não pode parar – e as Noites Trabalho Sujo continuam a partir de abril em um novo endereço. Semana que vem eu falo mais disso. Enquanto isso, não esqueçam que neste fim de semana tem Naites no Neu e Sussa junto com a pool party Boogie Woogie no Telstar Hostel da Vila Mariana (sim, pool party = piscina liberada!). As sextas-feiras irão para um outro patamar ainda mais foda. Até breve.