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Uma Sussa antes do carnaval 2014

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Mais uma SUSSA no Neu e pra fechar o fim de semana daquele jeito, chamamos o Adriano Cintra pra mostrar, pela primeira vez ao vivo, as canções de seu primeiro disco solo. E antes da apresentação, Alexandre Matias, Babee, Danilo Cabral e Klaus Kohut vão deixando a tarde naquele clima tranquilo já característico e com a presença dos já clássicos Kod Burgers, do Bruno Alves. Você sabe como é: o barato é curtir o restinho do fim de semana sem ligar a televisão e ao ar livre, junto com gente legal com uma trilha sonora caprichada ao cair da tarde…

Vamos lá?

SUSSA – Tardes Trabalho Sujo
Domingo, 23 de fevereiro de 2014
A partir das 16h20
Show: Adriano Cintra
DJs: Danilo Cabral, Babee, Alexandre Matias e Klaus Kohut
Neu Club
Rua Dona Germaine Burchard, 421. Água Branca. (mapa)
Telefone: 3862-0481
Aceita os cartões MasterCard, Visa, Diners
Ingresso: R$ 15 (com nome na lista pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com) e R$ 20 (sem nome na lista)

Marcelo Jeneci 2013: “A vida é bélica”

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O segundo disco do Marcelo Jeneci, De Graça, disponível para ser ouvido em streaming em seu site oficial, é uma grata surpresa. Não é exagero dizer que Jeneci surgiu de uma brecha deixada aberta pelos Los Hermanos – ao recusar-se se posicionar entre o meio-termo perfeito entre o indie rock brasileiro e o gênero MPB, o grupo carioca preferiu debandar-se em carreiras solo que pareciam preocupadas em negar a natureza pop de seu trabalho original. Sem essa culpa, uma segunda geração do pop brasileiro do século 21 veio de mansinho e encontrou um público prontinho para abraçar esse novo pop brasileiro. Silva, Cícero e Jeneci, entre outros, viram essa brecha dando sopa e se jogaram. Mas no novo disco, Jeneci vai muito além e evolui consideravelmente. Há uma influência, talvez inconsciente, daquele pop brasileiro do fim dos anos 70 que precedeu a primeira onda do rock brasileiro da década seguinte. Me refiro a artistas como o espólio dos Novos Baianos (Baby & Pepeu, Moraes Moreira, A Cor do Som), de autores como Fagner, Belchior e Guilherme Arantes – que viram um novo começo de era bem antes dos “Tempos Modernos” de Lulu Santos e Nelson Motta. A sensação de perceber a aurora de um novo tempo atravessa todo o segundo disco de Jeneci, completamente liberto das referências de MPB genérico que o aproximavam dos Los Hermanos. Sob a produção do Kassin com auxílio do Adriano Cintra, De Graça soa às vezes indie tímido, às vezes pop deslavado e quase sempre ousado e sóbrio, com um pé no Brasil e outro num novo pop mundial ainda em formação. Otimista e cheio de auto-estima, Marcelo Jeneci era o que devia estar tocando no rádio brasileiro. Destaco a épica “Pra Gente Se Desprender”, com suas cordas marítimas, coda instrumental gigantesca e conduzida pelo vocal claro e contemplativo da Laura Lavieri, um momento único na música brasileira deste século:

Dá pra ouvir o disco inteiro aí embaixo – e o La Cumbuca descolou o download.

 

Marcelo Jeneci 2013: “O melhor da vida é de graça”

MarceloJeneciDeGraca

E por falar em disco novo, o segundo disco do Jeneci tá vindo aí. Produzido pelo Kassin com o Adriano, De Graça começa a dar as caras a partir de agora, com o lançamento de sua faixa-título, que dá a medida do que aconteceu no encontro dos três.

Madrid 2013: “The One”

madrid2013

Adriano e Marina já começam a gravar músicas novas do Madrid e aos poucos vão tornando-as públicas. A primeira é essa “The One”, que liberaram para o Trabalho Sujo, e segue o tom caprichado do primeiro disco. “Gravamos seis músicas, vamos lançar como um EP, vamos soltar uma a uma e quando faltar a última soltamos o EP”, me explicou o Adriano, que ainda contou que a bateria da faixa ficou por conta de Nana Rizinni e a guitarra, por André Henrique. Coisa fina.

Jota Quest: “Like the legend of the phoenix”

Enquanto isso, atento às novidades (hehe), o Jota Quest chamou o próprio Mr. Chic (Camilo fala mais da importância dele aqui) para participar de seu novo disco:

nile-rodgers-jota-quest

E não foi o único nome de peso no novo trabalho do grupo mineiro. Há pouco mais de um mês, Adriano Cintra twittava que estava em BH produzindo faixas pro Jota Quest:

adriano-jota-quest

Não era ironia e o ex-Cansei de Ser Sexy foi parar no Instagram do próprio Jota Quest:

adriano-cintra-jota-quest

Será que pode sair algo bom daí? Existe alguma probabilidade, ainda que pequena (afinal, é o Jota Quest)…

Caxabaxa: “Cê tava online faz um minuto”

caxabaxa

O Caxabaxa é uma das melhores coisas que o Adriano Cintra já fez – e essa música “Vizualizada” é, claro, uma alfinetada, mas não deixa de ser foda.

Olha a letra aí embaixo:

 

Cansei de Ser Sexy 2012 e uma resposta rápida

Elas já tinham soltado um teaser do primeiro single sem o Adriano e não haviam convencido. Eis que surge a nova música da banda e…

…a música é ruim mesmo. Tão ruim que nem o Adriano aguentou e teve que dar uma sacaneada.

Adriano deixou o Cansei de Ser Sexy no ano passado e no início deste ano decidiu narrar seu afastamento da banda em tons trágicos e intimistas (como é de praxe) em um longo post em seu blog. O texto gigante é cheio de momentos vergonhalheia e facepalm, mas o texto de Adriano, que tem inevitável reflexo em seu próprio método de composição, é excelente e convida à leitura à medida que somos arrastado em uma espiral de bad vibe. Da mesma forma que até hoje espero pelo disco definitivo do Ultrassom (seu projeto solo dos idos do século passado, quando ele era garage guitar hero no circuito Vila Madalena-Pinheiros com o Butchers’ Orchestra), fico agora esperando por um livro dele, autobiográfico ou não.

Madrid em Curitiba

A produtora curitibana Balaclava filmou a apresentação que o Madrid fez na cidade-natal de Marina Vello.

Eles também entrevistaram a dupla Adriano e Marina, que falam abaixo sobre a história da parceria e como o recente passado dance music foi crucial para reinventarem-se na canção tradicional.