Upstream Color

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“Um homem e uma mulher se aproximam e se unem no ciclo de vida de um organismo sem idade. Identidade torna-se uma ilusão na medida em que eles lutam para reunir os fragmentos de suas vidas destroçadas”

Essa é a ~sinopse~ de Upstream Color, o novo filme de Shane Carruth, diretor e autor do magnífico Primer, de 2004, talvez a obra mais perturbadora já feita sobre viagens no tempo – e que custou apenas 7 mil dólares. E agora ele vem com este seu segundo filme, sente só:

Dá uma sensação de Terrick Mallick com Darren Aronofsky, um Lynch com complexo de épico, mas eu não duvido nada que seja algo completamente diferente.

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  1. Mendel disse:

    “um Lynch com complexo de épico, mas eu não duvido nada que seja algo completamente diferente.” Parece Caetano falando que “tudo pode ser, mas se será, só saberemos se for, ou não…”

  2. Guto disse:

    filme magnifico em vários sentidos. Conta muito via a montagem e imagens, não é verborrágico. Deixa os pequenos detalhes em aberto, sem explicação, mesmo que visual, para definição do expectador, mas define bem os pontos principais que estruturam o fluxo narrativo e caminhos dos personagens. Em vez de focar em “arcos narrativos”, cria mesmo “arcos emotivos” via os dois personagens principais e o personagem “sampler”. Talvez o lado mais experimental do filme seja visivel no fato de que há poucos diálogos, pouca fala, e nunca telegráfica, o som, o silencio, as imagens com grande pouca profundidade de campo formam a principal forma de comunicação do filme. É mais mítico (palavras do proprio Carruth numa entrevista q li outro dia), do que sci-fi. Tem um lado metafísico, via o personagem “sampler”. É meio sci-fi, não por inteiro, como primer.

    E no lado de produção, um filme feito com aproximadamente U$50mil, filmado com cameras de U$800 hackeadas (a lumix GH2), equipie mínima, e com qualidade visual E sonora de igual pra igual com produções milionárias, distribuído de modo independente seja em cinemas ou na internet. Um exemplo de cinema de guerrilha com qualidade seja pra gregos e/ou troianos.

    Há uma influencia do Malick visível, principalmente na busca de comunhão da camera com a natureza e com o grande uso de “jump cuts”. E Aronofsky não vi muito, mas posso estar enganado e seduzido pelo lado malick do filme! 😀 Talvez nas rimas entre os planos criadas na montagem, ou na valorização dos efeitos sonoros de modo não sutil como parte da narrativa, exista uma presença do Aronofsky. Tá mais pra um misto de Malick com P.K.Dick

    Como sou cuzão preferi comprar no site do cara o filme, pois ele merece não ser pirateado, num é uma corporação, vive vida espartana, simples -talvez venha dai a inspiração de “walden” que permeia o filme e os 2 personagens principais e sua situação socio-economica após serem contaminados pela tal larvinha. Enfim, tem lá nos torrents da vida, mas acho que gente como ele, q dá o sangue pela arte que faz, num merece ser pirateado por quem não vai morrer de fome no fim do mes por gastar 19doletas no site dele, afinal é trabalho de amor, de alguém que não vive como milionãrio a custa d uma industria vaidosa, e que é revolucionários em vários pontos, do narrativo, por não se apoiar tanto em palavras e estruturas narrativas bem sedimentadas, por valorizar arcos emotivos acima dos narrativos, por ter sido feita com cameras semi-profissionais da panasonic com hack de um russo maluco que a torna super profissional (Francis Ford Coppola num shoot out em S.F. disse que a camera era melhor q a RED ONE!), além do Shane Carruth ter escrito, dirigido, feito a cinematografia, montado o filme, além de atuar nele. 😀

  3. Guto disse:

    a vontade Alexandre, é uma honra, mas correje os erro pelamor da deusa! 😉

  4. Daniel Araujo disse:

    Céus, é possível comprar o filme no site do cara?
    E eu aqui esperando estrear.

    Também achei sacanagem piratear a parada, o cara rala tanto pra fazer esses filmes.