OEsquema sobre o capitalismo

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Mais uma reunião de condomínio dOEsquema e partimos do assunto capitalismo para falarmos sobre bilionários, segurança pública, a culpa da imprensa brasileira, empreendedorismo e chanchadas, a vinda do crentistão, crise climática, planos de dominação mundial vilanescos, a compra do próprio imóvel, a cultura dos memes e a subversão da desobediência civil. Mas calma que o papo flui bem.

A volta dOEsquema

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A novidade desta semana é reencontro com meus chapas dOEsquema. Pra quem não lembra, eu, Arnaldo Branco, Gustavo Mini e Bruno Natal conduzíamos um condomínio de blogs que reunia gente de todo o Brasil até 2015, quando resolvemos fechar o site devido à ascensão das redes sociais. Mas a conexão dos quatro continua e por mais que só tenhamos nos encontrado pessoalmente três vezes, seguimos trocando impressões, comentários e opiniões sobre assuntos diferentes. Consegui reunir todo mundo para um papo sobre redes sociais e resolvemos que vamos tentar manter a periodicidade quinzenal. Chega mais.

Falando dOEsquema em Porto Alegre

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Eu, Mini, Bruno e Arnaldo falamos do saudoso portal que criamos em 2007 e matamos em 2015 para discutir comunicação e internet e seu futuro a partir de um mundo pós-redes sociais no Festival de Interatividade e Comunicação que acontece nestas segunda e terça, em Porto Alegre. Nossa mesa acontece nesta segunda-feira, às 16h15, na Unisinos – as inscrições podem ser feitas no site do FIC 2019.

OEsquema (2008-2015)

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Hora de fechar mais um capítulo.

Hoje desligamos o site por diferentes motivos, mas principalmente por estarmos sintonizados em frequências diferentes em relação à produção de cada um de nós. E por termos chegado a uma fria conclusão no fim do ano passado.

OEsquema nasceu da necessidade. Eu, Bruno e Arnaldo nos conhecemos online, no início do século, quando o URBe e o Mau Humor ficavam no Blogger e eu pendurava o Trabalho Sujo no já moribundo Geocities. Até que o Pablo e dois amigos vieram com uma história de criar um portal de blogs pra hospedar todo mundo que estava pendurado em servidores gratuitos e tentar criar uma fricção criativa entre diferentes produtores de conteúdo. O Pablo queria o Trabalho Sujo, que nem tinha completado uma década de vida e tinha mais história impressa do que digital, e eu vi uma oportunidade boa de chamar o URBe e o Mau Humor para aquela confusão alto astral.

Mas o Gardenal, o primeiro coletivo de blogs do Brasil, começou a crescer junto com a vida profissional de seus sócios, que não conseguiram gerir o servidor nem como plataforma digital, muito menos como negócio. Entre os problemas técnicos houve um hoje clássico servidor frito que nos fez perder pelo menos dois anos de produção online, uma pequena tragédia que, se por um lado me escaldou a me tornar menos acumulador digital, nos motivou a tentar buscar uma casa própria.

E no dia 8 do 8 do 8, eu, Bruno e Arnaldo convidamos o Mini para inagurar OEsquema. Não tinha plano de negócios nem linha editorial – era simplesmente um lugar para podermos escrever o que quiséssemos de acordo com a nossa vontade. Por assim seguimos os primeiros anos até que começamos a pensar em ampliar a festa, convidando um monte de amigos e amigas pra começar a se publicar sob a nossa marquise. Em comum tínhamos a vontade de distribuir conhecimento e opinião sobre assuntos diferentes, que não eram facilmente classificáveis nas prateleiras ainda utilizadas do século passado, e sermos personalidades individuais em vez de nomes que se escondem atrás de um todo. OEsquema era mais um processo do que um produto. Reunimos jornalistas, escritores, músicos, quadrinistas, fotógrafos, DJs, designers, palpiteiros, deslumbrados e céticos que tivessem uma mentalidade parecida com a nossa, urbanos de vinte e tantos ou trinta e poucos anos entendendo a relação da cultura e do comportamento modernos com as novas cidades e as novas mídias e tecnologias.

Nesses últimos sete anos vieram as redes sociais, a tecnologia móvel, a cultura em streaming e o início de maturidade política brasileira, processos que quase sempre se assemelhavam ao que havíamos pensado quando começamos a por OEsquema em prática. Não pioneiros – fomos os últimos representantes de uma cultura de clusters que foi atomizada e acelerada pelo impacto do mundo online e digital desta segunda década do século 20. Uma cultura que fez artistas se unirem em prol de causas estéticas, comunicadores criar os primeiros jornais, escritores se reconhecer coletivamente através das ideias. Um link que aproximou os primeiros modernistas, os primeiros anarquistas, os primeiros hippies, os primeiros punks, os primeiros hackers e os primeiros indies. E também os primeiros blogueiros, os primeiros videomakers, as primeiras bandas de rock, os primeiros fanzineiros.

OEsquema pertence a essa tradição de querer ficar junto dos outros. Somos a última espécie de uma época em que essa aproximação ocorria de maneira analógica e bem mais lenta. Mesmo que tenhamos nos conhecido primeiro virtualmente para depois nos conhecermos pessoalmente, nós dOEsquema temos os pés no século 20 e, como grupo, nos movíamos mais lentamente que a velocidade exigida pela internet no início desta década.

Com o mundo cada vez mais conectado, cada vez mais pessoas se conhecem simultaneamente, formando grupos que incluem anônimos e celebridades entre listas de amigos, seguidos e seguidores em diferentes plataformas sociais. O volume coletivo está cada vez mais intenso e são raros os maestros que se fazem entender no meio dessa cacofonia geral.

O fim de 2014 trouxe uma sensação de esgotamento para as pessoas no mundo todo relacionado a uma série de fatores diferentes. E, para nós, essa sensação não veio com um gosto feliz de missão cumprida mas também sem o amargor de um relacionamento mal resolvido. Seguimos amigos e próximos e vai ser inevitável que nos encontremos em novas parcerias – talvez agora mais intensas – num futuro próximo. Mas há um sentimento inevitável de falta de propósito, ao menos coletivamente, como cogitamos há quase uma década.

Seguimos cada um em nossos cantos, uns em seus próprios sites, outros firmes em redes sociais, mais alguns aproveitando o período para repensar sua relação com o digital. O Trabalho Sujo a partir dessa sexta assume seu próprio domínio como casa, quando começo uma enorme faxina editorial rumo ao aniversário de vinte anos, em novembro.

OEsquema pode ter terminado, mas a ligação que estabelecemos nestes anos é pro resto de nossas vidas.

Agradeço a todos que estiveram nessa enorme festa – nos encontramos por aí!

Beijos
Matias
PS – A carta de despedida do Bruno tá aqui . Linko as outras quando outras vierem.

OEsquema no YouPix

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Nesta quinta-feira, eu, Mini e Bruno estaremos representando OEsquema em três atividades no YouPix 2014. Na primeira delas, na própria quinta, vamos explicar um pouco o que é OEsquema e o que estamos pensando em fazer nos próximos estágios deste condomínio de blogs. Na sexta, eu converso com o Alex Antunes, o Neto Rodrigues e o Marcelo Costa sobre jornalismo cultural pós internet e no sábado o Mini media uma conversa com o Guilherme Valadares, o Marcelo Hessel e a Maria Joana de Avellar sobre como é tocar um site por conta própria. O YouPix não cobra ingresso de entrada, basta fazer sua inscrição aqui, e acontece no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, aqui em São Paulo. Mais informações abaixo:

17 de julho | 15h00 – 15h45
Conteúdo: curadoria x memes
Curadoria: OEsquema
OEsquema surgiu como um coletivo de 4 blogs e ao longo dos anos cresceu para se tornar um importante portal de cultura que privilegia curadoria e análise em detrimento de memes descartáveis. Essa proposta acabou angariando uma audiência mais qualificada cujos interesses transcendem as propostas mais instantâneas da internet atual. Que ensinamentos as marcas podem tirar deste case ao se conectar com os jovens digitais através de conteúdo?
Palestra com Alexandre Matias (jornalista, co-criador dOEsquema e dono do Trabalho Sujo, ex-editor do Link Estadão e da revista Galileu), Gustavo Mini (co-criador dOEsquema e editor do Conector) e Bruno Natal (co-criador dOEsquema, editor do URBe e co-criador do Queremos!).

18 de julho | 17h00 – 18h00
O jornalismo cultural na era das tags
Curadoria: OEsquema
Durante décadas o jornalismo cultural operou com uma lógica vertical e repleta de silos. Esse cenário era comandado por criticos especialistas em segmentos estanques como música, literatura e cinema. Além disso, o jornalismo de lançamento hoje está mais ligado ao marketing do que ao interesse da audiência, que está mais atemporal e independente da lógica de lançamentos. Como a internet e as redes sociais estão redefinindo o jornalismo cultural?
Com Marcelo Costa (criador do blog de música Scream & Yell), Alex Antunes (foi editor da revista Bizz e Set, é colunista do Yahoo) e Neto Rodrigues (editor-chefe do site Move that Jukebox) e mediação de Alexandre Matias (criador dOEsquema e do Trabalho Sujo, ex-editor do Link Estadão e da revista Galileu)

19 de julho | 14h00 – 15h00
Como sobreviver online em 2014?
Curadoria: OEsquema
Alguns empreendimentos que começaram como blogs nichados hoje estão se estruturando como veículos comerciais e relevantes culturalmente. Essa mudança gera desafios internos e cria uma nova geração de empreendedores da comunicação digital. Nesse debate, vamos ouvir alguns exemplos de como essa transição está acontecendo.
Com Marcelo Hessel (colaborador do Omelete), Guilherme Valadares (fundador do Papo de Homem), Maria Joana de Avellar (editora da revista NOIZE) e mediação de Gustavo Mini (criador dOEsquema e do Conector).

OEsquema 2014: Vem aí a fase 3

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Guardem bem a cara deste site: a partir de segunda-feira ela não existirá mais. É quando daremos a largada rumo à fase 3 dOEsquema. Começamos OEsquema no dia 8 de agosto de 2008, eu, Bruno, Mini e Arnaldo, foragidos de um Gardenal caindo aos pedaços, buscando construir um novo teto para nossos quatro blogs. No final de 2011 começamos a importar novos blogs pra nosso condomínio (são 29 ao todo) e a partir de segunda começamos uma nova fase: com novo layout e nova home, OEsquema começará a se mexer mais conjuntamente, trabalhando melhor pautas e conteúdos a dois, três ou, quem sabe, todo mundo ao mesmo tempo. É uma mudança que começa em câmera lenta, a partir dessa primeira mexida visual e, aos poucos, vai passar pela linha editorial do site. Isso não mudará nossos rumos e nossa área de atuação permanece a mesma, neste espectro que engloba mudanças comportamentais, hábitos de consumo, cultura digital e música pop. Mas a abordagem vai se transformando lentamente e contamos com a participação de vocês. Por enquanto, as atividades ficam suspensa até a semana que vem, quando voltamos com tudo – e muito mais. Até lá!

OEsquema apresenta: Sala Criolina

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Conheço os caras do Criolina por causa da festa em Brasília: nunca fui, mas tenho amigos em comum que sempre falam com tem a ver com as festas que faço – fora que um dos organizadores, o Barata, é broderzaço do meu irmão e sempre que o encontro a gente se fala de tentar alguma coisa junto. A parceria aconteceu, mas em outra esfera – o Bruno conheceu o trabalho do Cícero Fraga, da produtora ClipClipUha, que se uniu ao coletivo candango para lançar uma websérie de entrevistas com nomes da música brasileira do século 21. Bruno armou a ponte e a partir de amanhã vocês acompanham, pelOEsquema, o Sala Criolina, que terá novos episódios quinzenalmente, sempre apresentados aqui nOEsquema. Abaixo, segue o teaser do projeto.

E o Bruno entrevistou o Cícero sobre a parceria e o projeto, checa lá no URBe. Esta é a primeira de muitas, vamos avisando!

OEsquema voltou!

…e o Trabalho Sujo também!

cabras

Baleiamos esses dias por problemas com o servidor, mas aparentemente voltamos ao normal. Aos poucos, novos posts.

“…and we’re back!”

desculpe-o-transtorno

Ficamos mais de um dia fora do ar, mas OEsquema está de volta. Em breve, novos posts. Desculpaê.

Quem quer ir nos side shows do Lollapalooza?

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OEsquema descolou pares de ingressos para os shows paralelos do Lollapalooza que vão acontecer neste fim de semana, todos no Cine Jóia. Basta compartilhar o post nesse link em nossa página no Facebook e explicar, nos comentários, seus motivos para estar no show que você quiser. Na sexta tem o show do Hot Chip, no sábado do Of Monster and Men e no domingo do Alabama Shakes. E corre porque é só até o início da tarde desta quinta – já já os vencedores serão anunciados. Mais detalhes na página da promoção.