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Gil despede-se de sua última grande turnê

Gilberto Gil despediu-se de sua megaturnê Tempo Rei neste sábado, ao fazer sua sétima apresentação no Allianz Parque e fechando um ciclo de exatamente um ano, iniciado em Salvador em março do ano passado, que passou pelas principais capitais do Brasil, em alguns casos mais de uma vez, trazendo sempre convidados-surpresa quase sempre nativos da cidade visitada, e que chegou a ir para a Argentina e para o Chile, além de virar um cruzeiro no final do ano passado. O show de encerramento, no entanto, foi sem surpresas – à exceção da impressionante vitalidade do baiano. Os convidados da noite, todos da família de Gil, foram anunciados com antecedência e suas participações mexeram um pouco no repertório da noite de sábado e apenas a partir da segunda parte do show, depois que Gil, uma hora e meia em pé tocando violao, guitarra ou dançando, senta-se no palco para cantar suas canções mais delicadas. Foi nessa hora que as pequenas mudanças começaram. Até ali, o show seguia idêntico às outras apresentações, incluindo todos os pequenos causos que Gil contava antes ou depois de determinadas músicas. E depois de “Se Eu Quiser Falar com Deus” e “Drão”, começou a chamar os convidados. Primeiro a nora Mãeana e o neto Francisco Gil, que cantaram a tocante “Queremos Saber” pela primeira vez na turnê. Depois, a neta Flor Gil sentou-se ao lado do avô para cantar “Estrela” e depois chamou outro neto, Bento Gil, para cantarem juntos “A Paz”, que só havia sido tocada duas vezes na temporada (a primeira com Marisa Monte e a segunda com Roberto Carlos). Depois o show seguiu idêntico até que, quando ele volta a fazer todos dançar, depois de “Expresso 2222” e “Andar Com Fé”, Gil chama outros netos, os Gilsons, para cantar mais uma inédita no show: “Nossa Gente (Avisa Lá)” eternizada pelo Olodum, que fez o público se esbaldar ainda mais. Ao final desta, o filho Bem pega o microfone para lembrar que aquela música foi trilha sonora de uma celebração familiar que ainda contava com a presença de sua irmã Preta, que faleceu no ano passado, e aproveitou para dedicar, às lágrimas, o show a ela, e dando a deixa para Gil filosofar sobre a existência e a morte. Depois o show seguiu com “Emoriô” (citando BaianaSystem), “Aquele Abraço”, “Esperando na Janela” e “Toda Menina Baiana”, encerrando com uma versão instrumental de “Atrás do Trio Elétrico”, que fez Gil voltar ao palco brincando que ele tinha que estar ali pois não havia morrido. E sua vivacidade seguiu até sair do palco, cantando sobre a gravação de “Sítio do Picapau Amarelo” que encerra a noite até esta ser desligada. Vai fazer muito show ainda esse senhor Gilberto…

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Gilberto Gil e netos na volta do Tiny Desk Brasil!

A nova temporada do Tiny Desk Brasil começou nesta terça-feira, quando Gilberto Gil aparece no estúdio disfarçado de escritório acompanhado dos netos Bento e Flor Gil. Em trio, com dois violões e três vozes, passeiam pelo repertório do patriarca, cantando “Desde que o Samba é Samba”, “Tempo Rei”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Choro Rosa” e “Esotérico”. Ficou bonito, assista abaixo:  

Gilberto Gil ♥ Geraldo Azevedo

Apesar de ter enfileirado quatro medalhões da música pernambucana – e brasileira, afinal de contas estou falando de Alceu Valença, Elba Ramalho, Lenine e João Gomes! – em suas duas primeiras apresentações no Recife, foi na última destas datas, que aconteceu na sexta passada, que Gilberto Gil mais se emocionou. Trazendo apenas um convidado para a noite, Gil recebeu o velho amigo Geraldo Azevedo, com quem dividiu os vocais na emotiva Drão, e foi pego de surpresa quando, sozinho ao violão, Geraldo desenterrou “Ágil Passarinho”, música que compôs em 1986 em homenagem ao mestre baiano, atualizando-a com os nomes de seus filhos que ainda não tinham nascido quando ele a escreveu. Tocar essa homenagem logo após os dois terem cantado “Drão” pegou Gil desprevenido e ele não conseguiu disfarçar a emoção, desabando em lágrimas. Duvido que você não chore também…

Assista abaixo:  

Gilberto Gil ♥ Ednardo, Waldonys, Alceu Valença, Elba Ramalho, Lenine e João Gomes

Enquanto Dua Lipa se apresentava no Brasil, perdia a oportunidade de dividir o palco com um de nossos maiores artistas pois Gilberto Gil também estava em plena turnê. E nos dois fins de semana que a diva passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro, Gil estava entre Fortaleza e Recife, sempre recebendo convidados. Em Fortaleza, no fim de semana anterior, recebeu Ednardo (que cantou “Andar com Fé”) e o sanfoneiro Waldonys (que tocou em “Esperando na Janela”). Já no Recife (ou melhor, tecnicamente em Olinda, já que os shows foram no Classic Hall, que fica na divisa entre as duas cidades), Gil recebeu dois convidados por noite. Na primeira, sábado passado, contou com a presença de Alceu Valença (que cantou “Aquele Abraço”) e Elba Ramalho (que esteve em “Andar Com Fé”) e na segunda, domingo, recebeu João Gomes (com quem dividiu “Esperando na Janela”) e Lenine (que cantou “Extra II”). E ele ainda fará um terceiro show em Pernambuco na próxima sexta. Quem serão os convidados?

Assista abaixo:  

Gilberto Gil ♥ Jorge Ben, Zeca Pagodinho, Paralamas do Sucesso e Iza

Depois de convidar Seu Jorge e Roberto Carlos para as apresentações de retorno a São Paulo no fim de semana passado, nosso mestre Gilberto Gil subiu o sarrafo mais uma vez ao trazer pelo menos dois convidados por show no retorno de sua turnê Tempo Rei ao Rio de Janeiro. No sábado, ele chamou Iza para dividir “Não Chores Mais”, sua versão para “No Woman No Cry” de Bob Marley, e encerrou o show convidando Zeca Pagodinho pra fazer “Aquele Abraço” com ele. No domingo, ele foi ainda mais ousado: primeiro trouxe o Paralamas do Sucesso inteiro para cantar “A Novidade” com ele, depois chamou sua neta Flor Gil pela segunda vez para o palco da turnê, desta vez para cantar “Estrela” (na primeira vez, em São Paulo, ela cantou “Refazenda”) e pegou todo mundo de surpresa quando convocou ninguém menos que Jorge Ben para o palco em sua “Filhos de Ghandi”, música que não estava no repertório da turnê e sim no clássico disco que os dois gravaram juntos há 50 anos, o soberbo Gil & Jorge: Ogum, Xangô. As próximas datas da turnê acontecem em Fortaleza (dias 15 e 16 de novembro), Recife (22, 23 e 28) e Salvador (dia 20 de dezembro) – isso se ele não inventar de marcar datas pro ano que vem.

Assista abaixo:  

Tempo Rei Roberto

Sábado tive o prazer de assistir a mais uma apresentação da turnê Tempo Rei de Gilberto Gil e, mesmo com o clima frio e uma chuvinha chata insistindo em cair (que felizmente só transformou-se em tempestade já de madrugada), o orixá ancestral da nossa música não deixou o pique cair em momento algum. Ele está mais disposto e mais desenvolto do que nos shows que vi no primeiro semestre e, embora mantendo exatamente o mesmo setlist, o roteiro do show e os arranjos das músicas, ele conseguia evoluí-las dentro de seu gingado, do toque de seu violão e de seu canto, a pura serenidade encarnada num velho baiano festeiro contagiou o público que lotou pela segunda noite no fim de semana o estádio do Palmeiras. E se na noite anterior, ele já havia surpreendido ao trazer Seu Jorge para São Paulo, ninguém podia imaginar que ele chamaria o próprio Roberto Carlos para sua festa de despedida dos grandes shows e o público boquiaberto pode acompanhar a inusitada dupla de astros dividindo “A Paz” pela segunda vez no repertório da turnê (a primeira veio quando chamou Marisa Monte pro show do Rio no início da excursão) e o acompanhou em sua “Além do Horizonte”, que Roberto, cheio dos toques, preferiu cantar sem usar termos negativos, invertendo o polo da letra quase como uma mania pessoal (mas sem deixar que isso estragasse o sábado histórico). Tempo Rei mesmo! Um encontro majestático que deixa interrogações sobre a presença de medalhões da nossa música que ainda não estiveram neste palco, como Maria Bethania, Miton Nascimento e, esse é óbvio e tem que acontecer, Jorge Ben. Ou falta mais alguém?

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Gilberto Gil ♥ Adriana Calcanhotto

Gilberto Gil retomou sua turnê de despedida neste fim de semana, quando tocou em Porto Alegre e, como de praxe, convidou um artista local para dividir uma canção – e desta vez a escolhida foi Adriana Calcanhotto, com quem dividiu os vocais de “Punk da Periferia”. “Cálice” com Chico Buarque, “Estrela” com Djavan (ou será que ele vai preferir o dueto que fez coma Sandy em São Paulo?), “A Paz” com Marisa Monte, “Superhomem – A Canção” com Caetano Veloso, “Extra II (O Rock do Segurança)” com Arnaldo Antunes, “Andar com Fé” com Lulu Santos, “Funk-se Quem Puder”/”Aquele Abraço” com Anitta, “Vamos Fugir”, com Samuel Rosa, “A Gente Precisa Ver o Luar” com Nando Reis, “Realce” com Liniker, “Extra”, com Alexandre Carlo do Natiruts, “A Dança” com MC Hariel, “Não chore mais (No Woman, No Cry)” com Marjorie Estiano, “Refazenda” com a neta Flor Gil, “Drão, com a filha Preta Gil. Ele ainda passa por São Paulo (duas vezes), Rio (outras duas), Santiago no Chile, Fortaleza (duas vezes), Recife (três vezes), Salvador e Belém e ainda não gravou versões com participações em músicas como “Palco”, “Banda Um”, “Tempo Rei”, “Aqui e Agora”, ‘Eu Só Quero um Xodó”, “Eu Vim da Bahia”, “Procissão”, “Domingo no Parque”, “Back in Bahia”, “Refavela”, “Extra”, “A Novidade”, “Se Eu Quiser Falar com Deus”, “Esotérico”, “Expresso 2222”, “Emoriô”, “Toda Menina Baiana” e “Esperando na Janela”. Façam suas apostas! As minhas: “Toda Menina” com Daniela Mercury em Salvador, “Xodó” (ou “Janela”) com João Gomes no Recife e “Emoriô” com a Fafá em Belém.

Assista abaixo:  

Gilberto Gil ♥ Djavan

No sábado, no primeiro show que Gilberto Gil fez no repeteco de aparições no Rio de Janeiro neste fim de semana, ele chamou ninguém menos que Djavan para dividir com ele os vocais de sua “Estrela”… Já tô sacando que está se desenhando um disco ao vivo dessa turnê de despedida cheio de participações ilustres, uma pra cada show. Vai vendo…

Assista abaixo: