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Beck romântico

Beck solta seu lado romântico e intérprete em um disco curto que anunciou nesta quinta-feira. Everybody’s Gotta Learn Sometime é uma coletânea de versões alheias que gravou em trilhas sonoras e outros projetos que descreve como “uma apaixonadamente curada compilação de raridades, faixas profundas e versões”, que inclui desde a faixa-título (do grupo Korgis, que gravou para o filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) a músicas de John Lennon (“Love”), Elvis Presley (“Can’t Help Falling In Love”), Flamingos (“I Only Have Eyes For You”) e até Caetano Veloso (“Michelangelo Antonioni”, do disco Noites de Norte que o baiano lançou no ano 2000). A única música do próprio Beck é “Ramona”, que ele compôs para a personagem de mesmo nome do filme Scott Pilgrim Contra o Mundo, em 2010. Além destas, o disco, que será lançado nessa sexta-feira, ainda traz versões inéditas do cantor para “Your Cheatin’ Heart” de Hank Williams e para a imortal “True Love Will Find You In The End”, de Daniel Johnston. Coisa fina.

Taí a música nova dos Arctic Monkeys

Eis “Opening Night”, música nova dos Arctic Monkeys que abre os trabalhos da coletânea Help(2), mais uma iniciativa da ONG War Child para ajudar as crianças que vivem em zonas de conflito. Como a compilação que deu origem a esse novo disco (a primeira Help foi lançada em 1995 e reunia nomes como Oasis, Blur, Radiohead, Orbital, Portishead, Massive Attack, Suede, Sinéad O’Connor, Manic Street Preachers, entre outros), a nova versão, que será lançada dia 6 de março, também junta um elenco invejável: Damon Albarn junto com Johnny Marr, Beth Gibbons, Depeche Mode, Pulp, Beck (gravando “Lilac Wine” do Jeff Buckley com Arooj Aftab) e artistas mais novos como Cameron Winter, Black Country New Road, Last Dinner Party, Arlo Parks, Beabadoobee, Big Thief, Fontaines D.C., Wet Leg e Olivia Rodrigo (cantando “The Book of Love’” dos Magnetic Fields ao lado do Graham Coxon!), entre outros – veja a relação completa e a capa da coletânea abaixo. E essa música nova dos Monkeys apesar de seguir a vibe pop adulto dos discos mais recentes da banda tem um quezinho do disco AM que tanto sentimos falta (aqueles “uh-uh” de “One for the Road” parecem surgir a qualquer minuto) e parece anunciar uma nova fase do grupo. Será?

Ouça abaixo:  

Beck ♥ Daniel Johnston

Além de Lana Del Rey (que saudou o anfitrião com uma versão arrebatadora para “The Needle and the Damage Done”), quem também participou do concerto beneficente organizado por Neil Young – que agora chama-se Harvest Moon – foi o bom e velho Beck, que fez um set ensolarado com seus estandartes folk (“The Golden Age”, “Tropicalia”, “Dead Melodies”, “Lost Cause” e sua já clássica versão para “Everybody’s Got to Learn Sometimes”), ainda passeou por versões acústica para seus hits dance (“Where It’s At” e “Loser”) e encerrou sua apresentação reverenciando Daniel Johnston, com sua versão de uma das músicas mais bonitas do mundo, “True Love Will Find You in the End”.

Assista abaixo:  

Japanese Breakfast ♥ Beck

Dona de um dos discos mais bonitos de 2025, a coreana Michelle Zauner, que assina como Japanese Breakfast, escancarou uma de suas influências ao convidar Beck para participar do show que fez na sexta-feira, no Greek Theatre, em Los Angeles, nos EUA. O convite rendeu duas versões que fizeram juntos, reforçando que o Beck que ela puxou para ao palco foi a persona menos hipster e pós-moderna do artista. Jogando os holofotes em sua fase folk, ela cantou a linda “Golden Age” e o colocou para fazer o segundo vocal de “Men in Bars”, de seu recente For Melancholy Brunettes (and Sad Women), que no disco fica a cargo do ator Jeff “Lebowski” Bridges.

Assista abaixo:  

Beck reverencia Bob Dylan no festival de Newport

O tradicional festival folk norte-americano de Newport começou nessa sexta-feira e Beck fez uma aparição surpresa quando fez questão de reverenciar o cânone musical que construiu a reputação do evento, em especial a importância do mestre Bob Dylan, de quem ele cantou a clássica “Maggie’s Farm” logo na abertura. No resto da apresentação, ele ainda saudou Fred Neil (cantando “The Other Side of This Life”), Jimmie Rodgers (com “Waiting for a Train”) e Blind Willie Johnson (com “God Moves on the Water”), além de canções de seu próprio repertório que passeiam por esta seara – como “John Hardy”, “Stagger Lee”, “The Golden Age”, “Lost Cause” e “One Foot in the Grave”, para encerrar a noite com uma versão country de sua clássica “Loser”. Mandou bem!

Assista abaixo:  

Primavera quente!

Escrevi minhas considerações sobre a ótima segunda edição do Primavera Sound em São Paulo para o site da CNN Brasil. O sol inclemente e o longo e apaixonado show do Cure foram as principais atrações do evento, que pecou ao não ter um artístico tão contemporâneo quanto o da edição passada, mas que funcionou perfeitamente como evento, com poucas filas, boa divisão do Autódromo de Interlagos, distribuição de água, bom som e shows memoráveis: além do Cure, Beck, Slowdive, Killers e Pet Shop Boys fizeram apresentações intensas e memoráveis, além de Marisa Monte ter celebrado Rita Lee com a presença de seu companheiro, Roberto de Carvalho.

Leia abaixo:  

Chemical Brothers + Beck de novo!

Repetindo a deliciosa dobradinha que fizeram em 2015 (na faixa “Wide Open”), dois titãs dos anos 90 voltam a se reencontrar em um single lançado nesta segunda-feira. “Skipping Like A Stone” é mais uma faixa do próximo disco dos Chemical Brothers, For That Beautiful Feeling, que será lançado no mês que vem, e traz mais uma vez Beck nos vocais de uma música da dupla de dance music. O nerd norte-americano solta todo seu lado de crooner e leva o transe eletrônico de Tom Rowlands e Ed Simons para a seara da soul music e o resultado é deliciosamente irresistível.

Ouça abaixo:  

Primaveras ao redor

No mesmo dia em que o festival Primavera de São Paulo anunciou sua primeira atração para a edição deste ano (Cure, já sabíamos), as edições hermanas do evento divulgaram suas respectivas programações completas. São três festivais além do de São Paulo – 25 e 26 de novembro em Buenos Aires, 7 de dezembro em Assunção e 9 e 10 deste mesmo mês em Bogotá. Em comum, todos terão show do Cure (como aqui em São Paulo), mas nomes como Blur, Beck, Pet Shop Boys, Bad Religion, Slowdive, Grimes, Hives, Black Midi, El Mató a Un Policía Motorizado, Meridian Brothers, Marina Sena, Soccer Mommy, Twilight Sad, Róisín Murtphy e Carly Rae Jepsen já dão um gostinho do que pode vir pra edição brasileira do festival. E não custa lembrar que a mesma empresa que faz o Primavera no Brasil também faz o Popload e artistas como Blur, Beck e Pulp (que não está no elenco destas edições que acabei de citar, mas toca no Chile nos dias 24 e 25 de novembro, na edição do Primavera Fauna, que também leva o Blur pra Santiago) poderiam tranquilamente tocar no festival do Lucio Ribeiro. E será que Domi & JD Beck e a Weyes Blood voltam para o Brasil mesmo já tendo tocado por aqui esse ano C6? Tomara que sim, perdi o show dos dois primeiros, mas me acabei no show da Weyes… Tomara que ela volte.