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E o Vaticano perdoou os Beatles…


Lennon sorri

È vero, hanno assunto sostanze stupefacenti; travolti dal successo hanno vissuto anni scapestrati e disinibiti; in un eccesso di spacconeria hanno detto persino di essere più famosi di Gesù; si sono divertiti a lanciare messaggi misteriosi – perfino satanici stando a improbabili esegeti – assecondando voci e leggende metropolitane sulla loro vita e anche sulla presunta morte di uno di loro; certo non sono stati il migliore esempio per i giovani del tempo, ma neppure il peggiore. Tuttavia ascoltando le loro canzoni tutto questo appare lontano e insignificante. A quarant’anni dal turbolento scioglimento dei Beatles – ufficializzato il 10 aprile 1970, ma di fatto avvenuto l’anno precedente, al termine delle registrazioni di Abbey Road – restano come gioielli preziosi le loro bellissime melodie che hanno cambiato per sempre la musica leggera e continuano a regalare emozioni.

Assim começa o texto publicado no fim de semana pelo L’Osservatore Romano, o veículo oficial do Vaticano, que finalmente absolve os Beatles de seus pecados. Se isso é uma tentativa de se popularizar ante às acusações de pedofilia, acho que a santassé tá saindo tarde demais pra briga.

Franz Ferdinand digital

Demorei para falar do show do Franz e também segurei pra linkar essa entrevista que a banda deu para o Pablo sobre música digital:

A distribuição de música ilegal pela internet atinge vocês?
Alex Kapranos – Isso chegou a um ponto em que as pessoas presumem que a música é gratuita. Acho que essa atitude não é tão fácil de se alterar.
Nick McCarthy – Quando você pensa em ouvir alguma banda, a primeira coisa que te vem à mente é o torrent.
Kapranos – A Lily Allen foi destruída pela imprensa por dizer que as bandas mais novas sofrem mais com isso. Pode até haver hipocrisia no que ela falou, mas não é muita. É uma observação razoável: as pessoas estão consumindo algo pelo qual não pagaram. Muita gente tem reações ambivalentes nesse assunto, mas existe mais hipocrisia em quem ataca a Lily Allen do que nela. E não estou falando da pessoa média, que só baixa as músicas. Estou falando das pessoas que disponibilizam esse material. Elas tentam espalhar essa idéia de um mundo socialista, mas eu poderia apostar que elas vivem felizes dentro das vantagens que o capitalismo traz a elas. O debate sobre direito intelectual é muito amplo. Não acho que existe uma solução simples e direta. Não é tão fácil quanto ser dono de uma loja de doces e dizer: “estes doces são meus, se você roubá-los eu vou chamar a polícia”. É uma situação muito interessante. Tudo está mudando.

Vocês enxergam uma solução?
McCarthy – Eu não vejo.
Kapranos – Você vê uma solução?

Muita gente diz que a respostas é investir em outras áreas, como os shows e o merchandising. Tanto que as gravadoras têm feito novos contratos, que incluem participação nesse tipo de coisa. E também há a venda de músicas pelos jogos de videogame.
Kapranos – É verdade, tudo isso está mesmo acontecendo. Mas ainda assim não vejo uma resposta definitiva. Acho meio triste essa conversa de que os músicos só ganham dinheiro com apresentações ao vivo, porque essa situação exclui os artistas que só trabalham em estúdio. Isso vai ser muito ruim para os produtores e pode implicar na queda da qualidade de gravação. Você precisa, sim, de investimento financeiro para fazer um disco como, sei lá, o Pet Sounds. Você precisa poder pagar os músicos, os engenheiros de som. Se isso tudo acabar, vai ser muito triste. Tudo o que vai existir será gravado em um quarto, em um laptop. E, claro, ótimas idéias são realizadas dessa forma, mas vai ser triste ver o outro lado desaparecer.

Vocês não gostam de fazer coisas por puro entretenimento? Tipo jogar videogames?
Kapranos – Eu não gosto de games por um motivo simples: não sou muito bom neles. Não gosto de fazer coisas nas quais não sou muito bom.
Paul Thomson – É difícil chegar ao fim dos jogos! Quase nunca dá.
Bob Hardy – Acho que o objetivo nem é esse, chegar ao fim. É só algo para ocupar o tempo. Matar tempo mesmo. Por exemplo, se você vai de Sidney para Glasgow e tem um jogo desses, o tempo passa voando. Pode ser o game mais simples de todos, não importa. Não precisa nem exigir muito de você. Tem esse debate de que os jogos musicais estão matando a música, e não acho que isso seja verdade. Os moleques não estão tocando instrumentos, são umas merdas feitas de plástico! Por outro lado, muita gente nos escreve dizendo que começou a tocar um instrumento de verdade depois de jogar um game desses.
Thomson – Eu acho esses jogos ridículos! Mas só digo isso porque não os jogo.

Muita gente provavelmente chegou à música de vocês porque “Take Me Out” está no primeiro Guitar Hero.
Bob Hardy – Eu já joguei. Você vai alternando entre a linha de baixo e a de guitarra, depois pula para a melodia. Chegou uma hora que pensei: “Não, não consigo”.
Kapranos – Como compositor, acho que é uma visão fascinante sobre o modo como as pessoas que não tocam e escrevem vêem a música. As pessoas começam a notar a melodia, o baixo, a bateria. Isso me ajuda na hora de escrever, de vez em quando é bom ficar no básico e evitar as coisas espertinhas que o seu lado artístico te obriga a fazer. Você pensa: “Ok, qual é a parte boa disto aqui?”. E se você não encontrar essa parte boa, então a sua música provavelmente não é tão boa assim.

Alice psicodélica

Esta versão psicodélica de Alice foi dirigida por Johnatan Miller, um dos caras do show de humor Beyond the Fringe, que convidou outros compadres do show – como o Peter Cook que faz o Chapeleiro Maluco e o Alan Bennett que faz o Rato no esquete acima – para formar o elenco da versão feita para o programa Wednesday’s Play, da BBC. A versão ainda contava com Peter Sellers como o Rei de Copas, Wilfrid Brambell (o “avô” do Paul no primeiro filme dos Beatles) como o Coelho Branco e trilha sonora de Ravi Shankar, criando, ainda em 1966 e através de canais estatais, o rumo que foi descambar na psicodelia do ano seguinte.