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Impressão digital #0019: Inception

Minha coluninha no 2 de ontem…

Sobre o que é A Origem?
Mantendo segredos na era digital

“A sua mente é a cena do crime”, diz a frase que anunciava Inception, a nova produção do mesmo Christopher Nolan que dirigiu os últimos filmes do Batman, Amnésia e O Grande Truque. O filme estreou sexta passada nos EUA e será lançado no Brasil no início de agosto com o título sem graça A Origem (alguém me explica o motivo de acrescentar o artigo definido na tradução?).

Com nomes de peso como Leonardo Di Caprio, Ellen Page, Cillian Murphy e Michael Caine, A Origem vinha cercado de muita expectativa. Primeiro pelo fato de ser um projeto particular de Nolan, que foi adiado devido à agenda que assumiu ao dirigir os filmes do Homem-Morcego. Depois vieram as primeiras cenas, que mostravam ruas e prédios se dobrando em curvas impossíveis e tiroteios que desafiam a gravidade. Mas, o principal motivo de especulação sobre A Origem era sua história. Afinal, do que trata esse filme?

Durante meses, Nolan trabalhou com sua equipe em sigilo total, distribuindo partes do roteiro em separado, para que a história não vazasse. Complexo e denso, cheio de referências a sonhos, ao inconsciente coletivo e, talvez, a uma possível realidade virtual, A Origem partia da premissa de que sua trama era tão importante quanto os nomes que participavam da produção.

Deu certo: Nolan conseguiu manter o segredo até que o filme começou a ser exibido para executivos do cinema e jornalistas – e, a princípio, parecia que o sigilo era até desnecessário, pois muitos nem sequer o entenderam. Logo surgiam elogios que ligavam o filme a nomes como Kafka, Kubrick ou Jung e, aos poucos, a história do filme começava a tornar-se pública.

Se A Origem vai fazer sucesso ou não, só conseguiremos saber em breve. Há quem acredite que éapenas marketing e que o filme será o oposto de Avatar – que era motivo de riso antes da estreia e depois fez história.

Mas independentemente do que aconteça, vale reconhecer o mérito de Nolan: produzir um filme caro (US$ 160 milhões) e manter o suspense sobre seu tema em uma época em que parece que se sabe tudo sobre tudo.

Sem inventar nada
Uma eleição pouco bizarra

Com o fim da Copa, as eleições começam a entrar na rotina do brasileiro. E antes que surjam brincadeiras, piadas e especulações sobre candidatos e partidos (que já começaram – procure “Dilmaboy” por sua conta e risco no YouTube), não dá para fugir da própria eleição como motivo de riso. Vide o perfil www.twitter.com/eleicaobizarra, dedicado a linkar candidatos improváveis – de verdade – que disputarão nossos votos.

Link – 19 de julho de 2010

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Pequeno glossário de pessoas insuportáveis, por Nina Lemos





Nina está postando uma boa lista lá no 02 Neurônio, avisa a Dani:

O alegre demais – Pessoa sempre feliz e animada. Esse tipo de gente acha que é G.O do mundo, que na verdade é um clube med. Eles interagem demais com as pessoas, muitas vezes para falar: “se anima!”. Pior é quando ele/ela encosta em você e tenta te fazer dançar no seu dia de mais mau humor. Definitivamente, não dá para ser alegre o tempo todo. E a vida não é uma aula de spinning.

O rei do bulling – O bulling não tem idade. Esse tipo de pessoa pode ter 20, 30, 40, 50 anos. Mas seu passatempo predileto é humilhar pessoas. Tipo inteligente, que faz sucesso em rodas fazendo piada sobre os outros, que são sempre uns seres ridículos. Claro, quando você não está perto, a piada é sobre você. Por isso, não ria das piadas dessa pessoa. Isso não é piada. É maldade. Pessoa diagnosticada como perversa.

O preciso te dar um toque – Tipo de gente mais encontrada no gênero feminino. Ele/ela sempre tem um conselho amigo para te dar. “Você precisa cortar o cabelo”. “Você precisa trocar de namorado”. “Você precisa arrumar um namorado”. Você precisa. Precisa nada. Precisa é trocar de amigo. Afinal, você perguntou alguma coisa?

O todo mundo é afim de mim – Também mais comum entre as mulheres. Também conhecidas como histéricos. Pessoas que seduzem a humanidade e depois falam coisas do tipo: “que loucura o fulano (fulana) querer ficar comigo”. Companhia perigosa para dias em que você não está se achando lá essas coisas.

A “e eu”? – A pessoa está lá, contando a história triste de sua tia com leucemia. E o narcisista louco responde. “E eu, que tive uma conjuntivite semana passada horrível etc”. Ela sempre passou por coisas piores. Teve uma infância difícil e se lamenta disso até hoje, com 45 anos. Também conhecido como narcisista crônico. E, escuta, existe infância que não é difícil?

A dropping names – Amiga íntima de intelectuais, artistas e qualquer pessoa que tenha um sobrenome. Cormo se todas não tivessem! Costuma se referir aos seus “amigos” famosos pelo primeiro nome. Ex. Fui ao show da marisa (que é a monte)”. “Conversei sobre isso com a Fernanda (a montenegro). Claro, na real ela não é íntima de nenhurma dessas pessoas. E o pior não é isso! Ela te ofende cada vez que fala um nome desses, pois deixa claro que a sua companhia não vale tanto. Tarmbém conhecida como pessoa perdida e coitada.

A “eu conheço tudo” – Entidade competitiva. Ela volta de uma viagem para algum lugar que você arma e resolve fazer uma competição sobre quer é mais descolado na cidade. “Cormo, você não foi ao bar hipster?” Ela conhece tudo antes. Se você conheceu um lugar novo na cidade, esqueça, ela já foi a esse lugar 15 vezes. Algumas pessoas são ao mesmo tempo “conheço tudo” e “dropping narmes”, cuidado.

E a lista (ainda) continua.

Veja .

Arnaldo Baptista e os novos Mutantes

Como você avalia o som dos Mutantes hoje?
Eu acho que tá mais… gay (risos gerais). É um papel carbono dos Mutantes de antigamente, sem orquestra e com sintetizador. O Sérgio nunca foi de estudar, sempre foi meio rebelde, mas ultimamente, nos ensaios, ele vinha tentando dar uma de professor. Fica dando ordem, bronca, parece uma escola de música, não mais um conjunto. Eu cansei de convidá-lo pra vir até a minha casa, mas ele nunca foi. A humildade pra ele é muito difícil de entender. Mas isso já passou.

Mateus entrevista o mestre lóki para a capa da +Soma.

Artsy dance

Edie Sedgwick e Gerard Malanga dançam “Wave of Mutilation”. Um mashup cuja base visual é Vinyl, de Andy Warhol.