Trabalho Sujo - Home

Os fakes do Daft Punk

Todo mundo esperando novidades do Daft Punk para o fim do ano (quando sai a trilha sonora do novo Tron), por isso é inevitável que apareçam produtores inventando faixas fake da dupla francesa. O mesmo já aconteceu algumas vezes com o Justice (uma este ano mesmo) e com a própria banda-robô. O ótimo Friends by Far (é tão bom saber que um dos melhores blogs de MP3 do mundo é brasileiro) separou algumas músicas que já apareceram fingindo ser o novo Daft Punk – uma delas tá aí embaixo. As outras você confere lá com os FBF.


“Daft Punk” – “Virtualife

Os “Lovecats” de John Hughes

A Vanity Fair publicou fez um extenso perfil sobre John Hughes, que morreu no ano passado, e entrevistou quase todo mundo que trabalhou com o diretor. Aí, em determinado ponto da entrevista de Molly Rigwald, ela lembra que:

“Quando terminamos de gravar O Clube dos Cinco, ele começou a escrever um roteiro chamado Lovecats, pois eu havia mostrado para ele aquela música do Cure, “The Lovecats”. Eu era obcecada pelo Cure – ainda sou. Acho que o Robert Smith é um compositor menosprezado. Enfim, mostrei a música para John, ele começou a escrever o roteiro e depois ele me deu uma fita mostrando como seria a trilha sonora. Tinha muito Dave Brubeck e a música mais recente de Bob Dylan”.

Vai saber que filme viria com isso… A dica foi do Slicing Up Eyeballs.

E por falar em Lady Gaga…

…eis a cara da música pop hoje em dia: um moleque de ascendência asiática vestindo uma camisa do Run DMC botando no YouTube um mashup de hits farofa americanos com um violino e programas de edição de som. Conheçam Paul Dateh.

Beastie Boys + Lady Gaga

Um épico. O mashupeiro A Roffle Meow pegou os hits de Fame Monster da Lady Gaga e os fundiu com vocais do hoje clássico Hello Nasty – a saber “Unite”, “Super Disco Breakin’”, “Intergalactic” e “Just a Test”. O resultado é que se os Beastie Boys parecem soar sérios ao lado de Lady Gaga, ela mesma ganha alguma respeitabilidade ao cantar ao lado dos três judeus de Nova York. Engraçado isso, sendo os dois artistas essencialmente moleques, mas faz parte do poder do mashup. E com 11 minutos, esse mashup é perfeito para dar uma escapadela da pista enquanto se está discotecando – dá pra curtir o comecinho, correr pra fumar um cigarrets ou pegar outra bebida no bar – e voltar a tempo de comemorar o final da música.


A Roffle Meow – “The Fame Nasty

Malin Åkerman + Harley Davidson

Veja este caso, por exemplo, Vinícius. No lugar de “Harley Davidson”, poderia vir “Ferrari”, “Mercedes Benz” tanto quanto “Prada”, “Channel” ou, vai saber, “Casas Bahia”, “MTV” ou “Google”. Marcas são pop? Por obrigação! Mas o nosso pop aqui tende ao personagem, ao ícone, ao mito – muito mais do que a um slogan ou um estilo de vida bolado numa agência de publicidade.