O “maestro” Steve Jobs

Steve-Jobs

O primeiro trailer completo da cinebiografia que Danny Boyle e Aaron Sorkin estão fazendo sobre Steve Jobs reforça aquela idéia que eu já havia comentado de que o fato de Jobs ter conseguido tornar sua empresa bem sucedida com inovações cheias de marketing pessoal alivia a barra para a forma como ele lidava com as pessoas. Arrogante, grosso, teimoso e vingativo, Jobs não tinha problemas em passar por cima dos outros e ainda tinha o dom de transformar isso em estilo. No novo trailer esse ar é reforçado com um ar dúbio, mostrando que Jobs se via como um maestro de uma orquestra que, no fundo, era apenas uma empresa fria e burocrata como qualquer outra. O magnetismo popstar de Jobs poderia ir para o palco, para a frente de uma banda ou para cargos públicos, mas ele preferiu investir nas próprias finanças e criou uma persona que justificasse todas as merdas que quisesse fazer, como estacionar em vaga para deficientes físicos, só pra ficar nas mais brandas. O trailer não desafia o protagonista, mas leva a crer que o filme pode sim ter jogar uma luz pessimista sobre a genialidade inconteste de um CEO que, por isso, não era visto como sendo do mal.

E se você for ver o histórico dos principais envolvidos, há sim a possibilidade do filme ser uma crítica ao estilo Steve Jobs.

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