Marcelo Déda, Rita Lee e a PM


Rita Lee em 1976

O governador do Sergipe, Marcelo Déda, comentou o ocorrido no show de Rita Lee, no fim de semana, no blog do Jorge Bastos Moreno, no Globo. Segue o trecho final, depois que ele tece (bem) todas suas considerações sobre o que aconteceu:

Não sei se foi Chico Buarque quem disse certa vez que nem toda loucura é sinônimo de genialidade e nem toda lucidez é sinal de velhice. Ouso dizer que viver o equilíbrio entre ambas – loucura e lucidez – produz grandes obras e eterniza grandes artistas. Continuarei a aplaudir e respeitar todos os que na vida e na arte constroem essa maravilhosa síntese.

Vale ler a íntegra. E a foto que ilustra o post foi postada no Facebook na tarde de segunda por Roberto de Carvalho.

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Sem Resultados

  1. Claudio disse:

    Este governador é msm um poeta, fez bem em proteger a população e as suas filhinhas da Rita Lee !?!?!?!?

  2. rodrigo pr disse:

    rita lee é irrelevante…
    não produz nada minimamente interessante há trocentos anos, tinha que se despedir dos palcos chamando a atenção, já que, espontaneamente, ninguém prestaria.
    vai fazer falta fora dos palcos???!!!

    • bob pai disse:

      Rita foi um retorno ao rock roll no começo de 70, onde a musica brasileira caminhava na pepesquitiva antrofagica da tropicalia, ou no caminho da musica de protesto da Mpb. Entradas e bandeiras foi um retorno ao rock roll quen nunca mais seria o mesmo depois de Rita Lee Jones. Salve Rita Jeep como diria Jorge Ben

  3. Breno disse:

    Estive no show. Sou fã da Rita, acompanho ela desde sempre, mas a atitude dela foi desnecessária. O show era público, a polícia tava fazendo o de sempre: tirando os baseados dos moleques. Não vi agressão, só uns meninos perdendo os baseados deles. Quem tava lá percebeu que a atitude dela não condizia com o que estava acontecendo. Não sei o que houve, talvez um surto, reminescente da ditadura, sei lá. Como pai, entendi o que Déda quis dizer: imagina se um policial desses reage (depois de tanto ouvir ser xingado de filhodaputa e cachorro) e puxa uma arma? Rita foi irresponsável: pensou no Grand Finale, mas não se preocupou com os fãs (os não-fumantes da erva também)…

  4. Obrigado pelas pessoas aqui terem dado informações precisas sobre o assunto. Particularmente Breno, testemunha ocular. Estava escrevendo um texto sobre o assunto e esbarrei em fatos confusos. Acabei de publicar em meu blog, quem quiser dar uma lida,….
    http://baratacichetto.blogspot.com/2012/01/policia-militar-rita-lee-e-imprensa.html

  5. sixx disse:

    ATENÇÃO, IMPORTANTE:

    Alguns fatos novos vindo à tona. Como descrito abaixo, está havendo uma guerra branca da Polícia Militar com o Governo de Sergipe. Nos foi relatado que o episódio do show foi uma provocação planejada, um desdobramento dessa guerra branca, e o Governador vai tentar utilizar a pessoa da Rita Lee como um bode expiatório no sentido de buscar uma reaproximação com a PM. AQUELA AÇÃO ABSOLUTAMENTE DESPROPOSITADA COMEÇA A FAZER SENTIDO!!!

    LEIAM SÓ:
    26/01/2012 10:38:11
    * Araripe Coutinho
    PM DE
    SERGIPE
    Existe uma guerra branca da Polícia Militar com o Governo de Sergipe. Algo legítimo, ao que parece, mas incompreensível aos olhos da população. Existe um jurista conhecido chamado Nelson Hungria que bem enfatiza este momento em que vive a Polícia Militar de Sergipe. Ele diz: A necessidade está acima da Lei. No episódio Pré-Caju, onde existiu claramente uma greve branca, com policiais que até exame de sangue foram fazer no Hemose para não trabalhar na maior prévia carnavalesco do país. Este, com certeza, não é o posicionamento do sindicato, nem do comando. O Governador sente-se acossado pelo Sindicato e diz que não vai permitir bandalheira. Com a greve branca no Pré-caju pudemos notar que a população ficou à mercê dos bandidos, sem proteção. Isto não pode acontecer. Não deveria ter acontecido se a corporação e seu sindicato levassem para o bom senso. Quem pagou com isso? A população. E a culpa é de quem? Da polícia. Exatamente porque não prevaleceu a máxima A necessidade está acima da Lei. E isso não prescreve

  6. Ana Bhering disse:

    Depois de tudo o que aconteceu em Aracaju, a PM entrou com um processo contra Rita Lee, com a alegação de que os policiais foram OFENDIDOS por ela.
    De acordo com este raciocínio, se você levar um tapa, depois outro, e mais outro… Caso você venha a reagir, você estará ofendendo o agressor. E poderá ser processado. Subentende-se, portanto, que a polícia PODE agredir as pessoas, mesmo que elas não estejam fazendo nada de errado.Se a função dos policiais era a de zelar pela segurança da platéia, então por que foram tão agressivos? Sua própria truculência gerou medo e confusão. Até então a platéia estava tranquila. Ainda não consegui entender por que tantos policiais entraram no meio da multidão daquele jeito. Creio terem sido cerca de 30 a 40 homens, todos juntos, avançando em direção ao palco. O que pretendiam? A impressão era a de que tinham ido pegar algum fugitivo perigoso que estaria escondido lá, ou coisa do gênero. Ainda assim não faria sentido entrarem empurrando pessoas DE BEM e ameaçando-as com cassetetes.
    Segundo consta, estavam à cata de maconheiros. E desde quando tem o direito de bater nas pessoas, mesmo que estejam fumando maconha? Muito pior, agrediram gente que não estava usando drogas nem fazendo nada além de se divertir. Algumas, inclusive, fizeram boletim de ocorrência.

    Sempre fui a favor de melhores salários e condições de trabalho para policiais. Esta foi a primeira vez que tive medo da polícia. Era o último show de Rita Lee, que estava emocionada e, obviamente, tentando fazer o melhor. E agora vão processá-la por danos morais? Respeito gera respeito, ela apenas REAGIU, levada pela emoção e pela indignação com absurdo da cena. No lugar dela, você ficaria calado? Continuaria cantando como se nada estivesse acontecendo?
    PARA QUEM NÃO SABE, RITA PEDIU DUAS VEZES COM SIMPATIA ANTES DE PERDER A PACIÊNCIA, O QUE SÓ OCORREU QUANDO VIU DO PALCO QUE A POLÍCIA ESTAVA USANDO DE VIOLÊNCIA CONTRA SEUS FÃS, PESSOAS QUE ELA CONHECIA E QUE ESTAVAM LÁ APENAS POR CAUSA DELA, APROVEITANDO O SHOW SEM FAZER BADERNA NENHUMA, INCLUSIVE NÃO ESTAVAM ABSOLUTAMENTE PORTANDO OU USANDO NENHUM TIPO DE DROGA. PESSOAS QUE, ASSIM COMO EU, VIAJARAM PARA O NORDESTE PARA NÃO PERDER SEU ÚLTIMO SHOW.

    Não é só a polícia que merece respeito, mas todo cidadão, inclusive os artistas. A imprensa divulgou amplamente a reação de Rita, porém pouco foi mostrado do que estava se passando na platéia, de modo que recomendo firmemente não julgarem Rita sem saber o que de fato aconteceu. Se estivessem lá, ou quiçá seus filhos, certamente estariam do lado dela, assim como eu estou. Eu tive medo. Imaginem que por pouco não levei minha filha de 12 anos comigo, mas havia idosos e crianças (inclusive mães e bebês) na platéia.

    É lamentável que a polícia não admita que errou, ao menos isso poderia, quem sabe, lhe devolver o respeito e a credibilidade daqueles que viram tudo de perto constatando seu despreparo. Mas não. Agora os policiais alegam terem sido ofendidos. Será que foi este mesmo o motivo que os levou a entrar com uma ação judicial contra Rita? Ofensa?
    Sempre torço para que sejam atendidos em suas reivindicações. Sabemos o quanto uma polícia bem preparada é importante para a população. Contudo, é indignante ver a polícia de Sergipe agir desta maneira. Processar uma artista não vai resolver o problema da má remuneração. Isso só vai acarretar em mais perda de credibilidade, mais medo e, talvez, em algum dinheiro a mais na conta dos policiais, dinheiro este que jamais comprará a consciência de cada um deles, muito menos sua dignidade.