Hail hail rock’n’roll

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Já saiu o quarto volume da coleção Iê-iê-iê (o do Simon Reynolds, mais que recomendo) e eu esqueci de falar do terceiro, que eu traduzi. Criaturas Flamejantes, na real, é um capítulo chamado Loud Covenants do livro Country – The Twisted Roots of Rock’n’Roll, do mesmo Nick Tosches que escreveu A Última Casa de Ópio. O livreto, assim, pode ser entendido com uma peça em duas partes: na primeira, trata de como o termo e o gênero musical “rock’n’roll” é mais antigo do que pensamos e como ele é tão negro como branco desde sua origem, nos anos 30. Já a segunda parte deita-se sobre o quarteto de ouro da Sun Records (Elvis, Jerry Lee, Perkins e Cash) para destrinchar suas carreiras e seu legado – o legal é que o texto foi escrito no meio dos anos 70, quando Cash era um mero cantor country e nada mais, Jerry Lee era um reacionário e ponto final, a decadência de Elvis ainda era novidade e o homem dos sapatos de camurça azul era lembrado como integrante do panteão clássico. Vale deitar num sofá de megastore e ler a partir da página 60 e poucos e ler até o final – se você achar que valeu, compre e leia a parte 1 em casa.

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