Gerson King Combo (1943-2020)

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Morreu nesta quarta-feira um dos responsáveis por trazer o funk norte-americano para a música brasileira. Mais conhecido por ser irmão de Getúlio Côrtes, compositor da Jovem Guarda e que transitava pelas rádios e gravadoras da época, Gerson King Combo começou a carreira como coreógrafo da própria Jovem Guarda, por influência do irmão, mas logo iria para a música, liderar um dos principais grupos de baile do Rio de Janeiro nos anos 60, a banda Fórmula 7, que contava com cobras como o guitarrista Hélio Delmiro, o baixista Luizão Maia e o trompetista Márcio Montarroyos. Nesta época conheceu Wilson SImonal e passou a fazer parte da sua turma, acompanhando-o inclusive em turnê pelos EUA ao lado do grupo Som Três, onde adotou o pseudônimo que o tornaria mais conhecido em poucos anos. E à medida em que os anos 70 foram passando, Gerson se estabeleceu no núcleo dos bailes de periferia do Rio de Janeiro, que começavam a tocar música negra norte-americana cada vez mais pesada. Esteve na primeira formação da Banda Black Rio, mas despontou para o sucesso ao gravar o primeiro disco, batizado com o próprio nome, em 1977, acompanhado pela banda União Black. No ano seguinte, repetiu o sucesso com o disco Volume II, tornando-se conhecido como uma versão brasileira do James Brown, pelos gritos, rebolados e danças que fazia no palco. Mas caiu no esquecimento nos anos 80, até que foi redescoberto no fim do século passado e aos poucos fez as pazes com a música. Morreu vítima de diabetes.

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