BaianaSystem em versão dub

Foto: Cartaxo

Foto: Cartaxo

Com a quarentena, o grupo BaianaSystem resolveu antecipar um dos planos que tinha para 2020: uma versão dub de seu disco mais recente, o premiado O Futuro Não Demora, que fica a cargo de um dos grandes nomes do gênero no país e velho chapa da banda, o pernambucano Buguinha. “Quando a gente viu que ia entrar em quarentena, resolvemos adiantar este processo, mesmo porque Buguinha já tava com os arquivos do disco e poderia ir tocando isso a partir de seu estúdio em Olinda”, me explica o guitarrista Roberto Barreto, “foi uma forma de aproveitar este período e também diminuir o ritmo, que é um tema que faz sentido neste momento, como o nome do disco”.

Buguinha já fez versões em dub para o grupo desde o primeiro álbum, quando remixou “Frevo Foguete” e “Jah Jah Revolta”, em 2009, e depois em 2013, quando mexeu em “Calundu” que tem a participação de Lazzo Matumbi e “Pangeia”, que conta com o tincoã Mateus Aleluia. “E do mesmo jeito que Buguinha se animou para fazer uma versão dub de um frevo, há onze anos, ele se animou com os elementos deste disco, a coisa de música latina e dos ijexás, além de seguir a história do disco, mantendo a ordem das faixas”. Buguinha já começou a mexer no material em lives que tem feito em sua conta no Instagram, uma forma que o grupo também encontrou de apresentar didaticamente o que é o dub para quem não conhece. O disco vai se chamar O Futuro Dub e todo o processo será transmitido pelas redes sociais.

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