A interface e você

Eis meu texto de abertura do especial que fizemos pós-iPad no Link desta semana.

Sem teclado, nem mouse
A chegada do iPad é mais um degrau nas mudanças na forma de lidar com o computador. Touchscreen e sensores de movimento são só algumas das tecnologias que já existem

iPad, iPad, iPad. Desde o lançamento do tablet da Apple parece que não se fala em outra coisa quando o assunto é tecnologia, cultura digital ou comunicações. Lançado no início deste mês, o aparelho correspondeu às expectativas que o acompanham desde quando ele era só um rumor que ganhou força no final do ano passado, e só na primeira semana quase meio milhão de iPads foram vendidos.

Longe de ser uma unanimidade, o aparelho sublinha uma mudança maior do que a festejada pela Apple e seus fãs. Afinal, ele é um dos primeiros candidatos a substituir o computador pessoal abrindo mão de dois acessórios que o acompanham desde sua criação: o mouse e o teclado.

Essa mudança começou, não custa frisar, com o iPhone: foi o celular da Apple que levou ao abandono do conceito de telefone, substituído pelo de computador de bolso – o que alterou, inclusive, a forma como a internet se organiza, com a popularização dos aplicativos.

Mas entre o iPhone e o iPad, outras empresas apresentaram novidades que estão mudando completamente a forma de interação com as máquinas digitais.

Touchscreen e sensores de movimento aos poucos tornam a interação com o que está na tela mais intuitiva, menos burocrática e mais natural, liberando as mãos de quem tem de lidar com os aparelhos, sejam eles celulares, notebooks, netbooks ou tablets. Nesta edição, aproveitamos o furor em torno do iPad para falar sobre isto.

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