Herbie Hancock junto com Kendrick Lamar, Flying Lotus, Snoop Dogg…

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Um dos maiores nomes da história da música popular do século passado, o tecladista Herbie Hancock quer mostrar que seu legado sobrevive no novo século colaborando com alguns de seus principais filhotes musicais. É o que ele contou para o jornal San Diego Tribune, ao revelar que seu próximo disco terá participações de nomes de peso como Kendrick Lamar, Flying Lotus, Snoop Dogg, Kamasi Washington, Common e Thundercat, além de chamar o ás da guitarra africana Lionel Loueke, o mestre indiano da tabla Zakir Hussein e o velho compadre Wayne Shorter. O disco, ainda sem título, está sendo produzido pelo tecladista e saxofonista Terrace Martin, que já gravou com Kendrick Lamar e Snoop Dogg, além de outra lenda-viva da música, Stevie Wonder.

“Tenho aprendido bastante com os jovens com quem venho trabalhando”, contou o tecladista à reportagem do jornal. “Porque eles constróem novas estruturas, com a mídia social e toda esta arena, e isso afeta a forma como você traz as coisas para o público para deixá-lo sabendo que você está trabalhando em algo. Então ainda estou aprendendo e fico muito feliz com isso. Nunca quis parar de trabalhar. Eu nem penso mais em termos de: ‘vou fazer esse disco, lançá-lo, promovê-lo, fazer uns shows e em algum ponto começo a trabalhar em outro disco’. Hoje em dia você pode lançar duas faixas e então mais tarde elas podem se conectar com outras duas. O limite é determinado pelo artista. É uma nova era.”

Uma nova era que ele ajudou a inaugurar quando, no início dos anos 80, ousou descer dos pedestais do jazz para abraçar o hip hop ainda bebê, com o clássico “Rockit”.

Você colhe o que você planta.

Todo o show: Miles Davis Quintet ao vivo em Estocolmo, 1967

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Outro dia estava conversando com a Tati sobre as fases do Miles e não adianta, eu sou fiel ao segundo quinteto, quando Miles, Herbie Hancock, Ron Carter, Wayne Shorter e Tony Williams se encontram numa música que não parece ter começo nem fim. Eu não faço idéia pra onde eles vão – o importante é que eu vou junto. Aperte o play nesse show no dia 31 de outubro de 1967 e boa viagem:

Vinteonze: A pocketização de tudo

Thor para meninas, O Natimorto e uma tarde com Mutarelli, Teenage Fanclub e o Whisky Festival, lembranças da Rádio Muda, Wayne Shorter, Moon e Bá, Marginals no Berlim, festivais em São Paulo, Marcelo Mastroianni, Danger Mouse, canal Viva, mas nada de Ed Motta nem de Bethânia. Vinteonze novinho, com os mesmos assuntos de sempre, remixados ad lib à medida em que o álcool e a nicotina dissolvem o cérebro e na vitrola rodam os primeiros discos dos Doors e da Gal.


Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – “Vinteonze #0007“ (MP3)