Lily Allen 2014: “It’s 2 A.M., so why’d you stop the music?”

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Lily Allen vem aí com disco novo que agora foi batizado de Sheezus, em homenagem ao disco do ano passado do Kanye West, e “Our Time” é o segundo aperitivo do disco, que vem com a ironia no talo, como já era a tônica do primeiro single, “Hard Out Here”.

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Vi no Bracin.

Noites Trabalho Sujo apresenta Baile Psicodélico de Carnaval

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A última Noite Trabalho Sujo de fevereiro também coincide com o início do carnaval, por isso vamos entrar no mesmo clima quente do verão 2014 com nosso já tradicional Baile Psicodélico de Carnaval, em que eu, seu anfitrião, recebo Danilo Cabral e o garoto da início da festa Vinícius “Bracin” Félix para uma noite de delírio sensual arco-íris de prazer com hits de todas as épocas e o astral mais alto do Brasil. Quem conhece sabe…As coordenadas pra chegar estão dadas no site do Alberta #3 e na página do evento do Facebook – e mande seus nomes pra lista de desconto até às 20h pro email noitestrabalhosujo@gmail.com, porque o carnaval tá só começamdo…

Pharrell x Pharrell

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E por falar no Pharrell, não custa sublinhar o ótimo mashup que a dupla Pomplamoose dedicou ao hitmaker do ano passado, reunindo “Get Lucky”, “Happy” e “Lose Yourself to Dance” na mesma faixa.

Ficou foda – e isso sem contar esses truques de câmera e cenário. Vi no Bracin.

“All My Loving”, via Arctic Monkeys

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E por falar nos 50 anos da apresentação dos Beatles no programa do Ed Sullivan, os Arctic Monkeys aproveitaram o show que fizeram no Madison Square Garden, em Nova York, no sábado, para relembrar o acontecimento. “Aparentemente, um em cada três americanos assistiram àquela apresentação, então se tivermos sorte, um em cada três americanos poderão assistir a isso no YouTube”, disse Alex Turner, antes de começar uma versão correta para “All My Loving”.

Atualização: o Bracin descolou a íntegra do áudio desse show, o maior show que os Monkeys fizeram nos EUA. Replico abaixo, junto com o setlist:

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Como foi a última Noite Trabalho Sujo de 2013

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Danilo e Bracin fizeram bonito na última sexta-feira de 2013, a mesma que viu a despedida da querida fotógrafa Bárbara Toledo, que sempre esteve conosco todas as sextas, mas entrou em 2014 querendo sossego. Obrigado por tudo, Bárbara, quando quiser voltar, já sabe…

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David Bowie extra

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E por falar em David Bowie, o Bracin nos avisa que ele anunciou o conteúdo da edição especial de seu The Next Day, lançado subitamente no início desse ano. Eu nem achei o disco essa cocacola toda que andam dizendo por aí – é mais um disco Bowie sendo Bowie do que propriamente uma nova reinvenção, algo que não acontece de verdade desde o início dos anos 80. Mas há boas faixas, a produção é clean e objetiva e, o principal a meu ver, seu acabamento visual é brilhante. O uso da capa de “Heroes” com glitch de computador, a lente precisa dos clipes que já foram lançados e, agora com esse disco-caixa, o acabamento de sua produção como objeto – veja no vídeo abaixo – mostra que mesmo não desequilibrando o cenário pop mundial com um disco, ele ainda é um dos veteranos mais afiados em ativa.

Todo o show: Arctic Monkeys ao vivo no iTunes Festival, 2013

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É só o áudio, mas dá a medida dos caras ao vivo nesse disco novo.

Agora o Vinicius descolou o vídeo do show inteiro (valeu!).

O show aconteceu nesta segunda-feira, em Londres, e algumas músicas do disco novo foram tocadas ao vivo pela primeira vez ali. Miles Kane apareceu para dividir a última faixa do show – “505” -, em que Alex Turner esqueceu a letra. O setlist do show segue abaixo e dá pra baixar o áudio aqui.

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Vazou o disco novo dos Arctic Monkeys

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Bracin que mandou avisar. Saca só:

Noites Trabalho Sujo apresenta Rafael Tomasi

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Nessa sexta-feira, recebo a querida Rafaela Tomasi pra mais uma noite daquelas cheias de músicas que não saem das nossas cabeças. Minha parte da festa você sabe – músicas recém-saídas do forno mais clássicos e hits esquecidos do rock e da música brasileira -, e a Rafa vem com uma seleta de rock e dance música do século 21, que inclui músicas do Hives, Arctic Monkeys, Ladyhawke, Yelle, Haim, Rapture, Arcade Fire… E a abertura da noite fica por conta do Vinícius “Bracin” Félix, em seu debut nas pistas paulistanas – e o lance dele é rock deste século, atenção. As coordenadas da festa estão tanto na página do evento no Facebook quanto no site do Alberta. E se você quiser mandar nomes pra lista de desconto, mande pelo email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h dessa sexta. A noite vai ser fueda!

Impressão digital #152: O fim

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Eis minha última Impressão Digital. A partir da semana que vem, o Link passa a ser uma coluna no caderno de Economia do Estadão, às segundas-feiras, e deixa de ser um caderno semanal. Ano que vem o caderno completaria 10 anos, cinco deles sob a minha edição. Aproveitei a deixa e a usei como assunto da última coluna, para lembrar os bons tempos que vivi neste período, tanto do ponto de vista do caderno, de jornalismo, quanto do da redação, humano. Foi uma época incrível, só posso agradecer a todos. Abaixo a versão integral da coluna, que teve de ser enxuta para caber no tamanho estabelecido.

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Cinco anos mudando a cara do jornalismo de tecnologia no Brasil
“This is the end…”: Despeço-me desta coluna logo após ela completar três anos

É inevitável ouvir Jim Morrison sussurrar a frase que batiza o maior épico dos Doors à medida em que começo a digitar essa coluna. É última Impressão Digital que assino, justamente um mês após ela ter completado três anos. A coluna, que começou no Caderno 2 com o redesenho do jornal em 2010, era o último resquício de vínculo que ainda tinha com este centenário jornal no Limão. Com a transformação do Link em uma seção no caderno de economia, encerro a jornada que comecei aqui em 2007 – e despeço-me destas páginas.

(Minha relação com o Estado, contudo, é anterior à existência do Link. Durante os anos 90, colaborei tanto com o extinto caderno Zap!, que à época contava com a dupla Ricardo Alexandre e Emerson Gasperin, grandes amigos, em sua liderança, e na versão reduzida que o mesmo caderno tinha às sextas-feiras no Caderno 2, o Caderno Z. Foi no Caderno Z que publiquei minha primeira matéria num grande veículo de comunicação no Brasil, ao comemorar o cinquentenário do gênio psicodélico Syd Barrett, que ainda era vivo e seguia recluso. O que quer dizer que o fim da Impressão Digital talvez seja o encerramento do meu segundo ciclo nesta casa, não minha despedida final.)

Comecei a trabalhar no Link em maio de 2007, dois meses após sair da gravadora Trama, onde coordenava a agência de notícias do projeto Trama Universitário, que terminou depois que os contratos com seus patrocinadores chegaram ao fim. Em abril, o antigo editor-assistente do Link, Guilherme Werneck, me chamou para conversar com o então editor Otávio Dias. Guilherme estava saindo para dirigir a redação da revista Trip e sabia que eu havia saído da Trama. Veio me perguntar se eu toparia assumir seu cargo, logo que ele saísse. Gostei da ideia e fui conversar na redação do Limão – já acompanhava o Link de perto por atuar na cobertura de tecnologia desde o início da década passada e sabia que ele já era um caderno fora do padrão dos cadernos de informática de então (a começar pela mudança de nome).

Quando comecei a frequentar a redação do bairro do Limão, o Link era chefiado pelo Otávio e tinha nomes como Bruno Garatoni (hoje na Super Interessante), Maurício Moraes (que foi para a Info), Jocelyn Auricchio, Rodrigo Martins, Gustavo Miller, Cinthia Toledo e Filipe Serrano, estes três últimos, estagiários. Pedro Doria, que depois viria ser o editor-chefe de conteúdos digitais do jornal e hoje ocupa um cargo semelhante n’O Globo, ainda era colunista do caderno ao mesmo tempo em que também era repórter do caderno Aliás e também participava comigo, com o Otávio e com o Fabio “Fabão” Lima, do programa Link Eldorado, que ia ao ar todos os domingos. A arte do caderno, quando entrei, era tocada pela Bia Oliveira, depois pelo Marcelo Begosso, por Gustavo Godoy e, nesta primeira fase, Adriano Araújo.

Era uma outra época. O Orkut ainda era forte, o Facebook não existia fora dos EUA, o iPhone acabara de ser lançado, os consoles eram a grande força dos videogames, a Lei Azeredo pairava sobre nossas cabeças cogitando a obrigatoriedade de se digitar o CPF para acessar à internet, a internet via celular ainda era WAP, Rafinha Bastos e Danilo Gentili eram estrelas do YouTube, Lost misturava internet e TV e o Google começava a se expandir para além da web.

Quando o Ilan Kow, que hoje ocupa o cargo de diretor de produtos e projetos da casa, tornou-se editor-chefe de publicações especiais, ele assumiu a gestão de todos os suplementos do jornal e achou que eu funcionaria melhor como editor do que como editor-assistente do Link. Foi aí, em maio de 2009, que comecei a mudar completamente a forma como o caderno funcionava.

Para começar, finalizei a transferência da seção de tecnologia do portal Estadao.com.br para as mãos da equipe do Link. Não fazia sentido um caderno que cobre tecnologia e internet ter um site atualizado uma vez por semana (sério). Ao procurar alguém para ser meu editor-assistente, Ilan e seu braço direito Luiz Américo Camargo me sugeriram o nome de Heloisa Lupinacci, então editora-assistente do caderno de Turismo da Folha de S. Paulo. Lembro do primeiro almoço que tive com Helô (“só minha mãe me chama de Heloisa!”, disse ao final do encontro) e que ela dizia que não conhecia muito de tecnologia. “Não importa”, frisei, “você tem que entender de jornalismo”, antes de repetir um dos meus mantras – que essa é das poucas profissões em que você é pago para aprender.

Com Helô como copilota, reestruturei a equipe que, por outros motivos, ficara desfalcada. A repórter Juliana Cunha foi fazer um mestrado na Áustria, o repórter Lucas Pretti foi tocar o site do Divirta-se e Rodrigo Martins tornou-se editor de mídias sociais do jornal. Em seus lugares, chamei Tatiana de Mello Dias, que já havia trabalhado comigo na Trama e estava na IstoÉ, o amigo Fred Leal para ser o Personal Nerd e Ana Freitas, que havia acabado de terminar o estágio com a equipe do portal. O Filipe, que já era repórter, tornou-se o editor do novo site do Link e, no ano seguinte, todo mundo ganhou sua coluna.

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As diferentes equipes do Link durante a minha gestão

Estas mudanças atingiram a pauta de tal forma que o Link logo tornou-se referência não apenas entre os veículos que cobrem tecnologia, mas no jornalismo brasileiro. Na época a Helô, que hoje é editora-assistente do caderno Paladar, dizia que o Link não era um caderno, era um experimento jornalístico. E todos que passaram por ele – além dos citados, vale mencionar o compadre Camilo Rocha, Rafael Cabral, Fernando Martines, Marcus Vinícius Brasil, Bruno Galo, Murilo Roncolato, Carla Peralva, Ana Carol Papp e Vinícius Félix e, claro, o patolino magrelo Thiago Jardim, o diagramador que deu a cara que o Link tinha enquanto eu era editor do caderno.

Ao fim de 2012, me ausentei da edição por ter de me submeter a uma cirurgia, e, logo que voltei, recebi o convite para dirigir a redação da Galileu. Mas o diretor de redação do Estado, Ricardo Gandour, queria manter meu vínculo no jornal e me propôs continuar com esta coluna, que já havia saído do Caderno 2 e ido para o Link. Filipe Serrano, que tornou-se o editor-assistente após a saída da Helô, assumiu a edição do caderno, cargo que ocupa até hoje.

Nesta nova fase do Link, a Impressão Digital chegou ao fim. Foram 152 colunas ininterruptas. Parece motivo de tristeza, mas é bom que as coisas terminem. Encerro meu segundo ciclo na centenária redação com uma pontinha de saudade e um enorme orgulho. Sei do bom trabalho que fiz e como foi bom conhecer todos que conheci – e são dezenas de pessoas, de velhos amigos que reencontrei a novos conhecidos que tornaram-se chapas, amigos e confidentes. Despeço-me de todos aqui – mas a vida continua e com certeza nos encontraremos por aí.

Quem sabe, num futuro, até mesmo nas páginas deste jornal.

E não se esqueçam: só melhora!

Um abraço e tudo de bom.