O reencontro de Thom Yorke com Four Tet e Burial

Três das principais forças musicais da Inglaterra contemporânea, o vocalista do Radiohead Thom Yorke e os produtores Four Tet e Burial, se reurinam mais uma vez quase dez anos depois que fizeram a primeira colaboração, a faixa “Ego/Mirror“, em 2011. A atmosfera ao mesmo tempo claustrofóbica e etérea da primeira colaboração se repete nas duas faixas lançadas, “Her Revolution” e “His Rope”, à exceção do beat, que praticamente some nas novas colaborações, que foram lançadas como um single no início do mês, sem selo nem promoção, e agora chegam às plataformas digitais.

Thom Yorke ao piano

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O vocalista do Radiohead mostrou uma música inédita ao ser convidado para o programa The Tonight Show, apresntado por Jimmy Fallon. Isolado em sua casa em Londres, ele mandou um vídeo tocando a balada “Plasticine Figures” pela primeira vez acompanhado somente de seu piano, sem dar notícias se a música faz parte de um novo projeto ou novo álbum.

Lindaça, aliás.

Os 75 melhores discos de 2019: 60) Thom Yorke – Anima

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“I woke up with a feeling I just could not take”

Vida Fodona #600: DC

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Tipo disco do Led.

Lana Del Rey – “Season Of The Witch”
Clash – “The Right Profile”
Sleater-Kinney – “Can I Go On”
Do Amor – “Planeta Fome”
Karina Buhr – “Amora”
Jards Macalé – “Limite”
Juliana Perdigão – “Só o Sol”
Billie Eilish – “My Strange Addiction”
Thom Yorke – “Runwayaway”
Hot Chip – “Melody of Love”
Theophilus London + Tame Impala – “Only You”
Gilberto Gil – “Tempo Rei”
Pato Fu – “O Processo Da Criação Vai De 10 Até 100 Mil”
Of Montreal – “Plastis Wafers”
Silver Jews – “People”

Radiohead de natal

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Thom Yorke começa “Reckoner” citando “Noite Feliz” no show que sua banda fez em Las Vegas neste sábado.

Boas festas. O Trabalho Sujo entra em modo retrospectiva 2018 a partir desta quarta-feira.

On the run #158: Thom Yorke @ BBC Radio 3 Late Junction

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O vocalista do Radiohead, Thom Yorke, está fazendo a divulgação de seu novo álbum, a trilha sonora para o remake do filme de terror Suspiria, e com isso tem dado entrevistas e participado de programas de rádio, como este Late Junction da BBC 3, que convidou Thom para fazer uma mixtape específica para o programa. O mix, que pode ser ouvido no site da BBC, abre com “Burn the Witch”, a primeira faixa do disco mais recente do Radiohead, e inclui nomes como Aphex Twin, Faust, o percussionista do King Crimson Jamie Muir, o cravista francês Justin Taylor tocando György Ligeti e obras de Karlheinz Stockhausen e Pierre Henry, além de uma música da recém-lançada trilha sonora de Yorke. Ele já havia participado de outro programa da BBC, quando deu uma entrevista, tocou músicas e fez outra mixtape, essa inspirada em Suspiria, mais atmosférica, com peças de Steve Reich, Ryuichi Sakamoto, James Blake, Lightnin’ Hopkins, Pierre Schaeffer & Pierre Henry e músicas próprias (que pode ser ouvida aqui).

Aproveito a oportunidade para resgatar a coluna On the Run, dedicada a mixtapes, DJ sets e toda sorte de músicas alheias tocadas em sequência.

Feiticeiro Thom Yorke

Thom_Suspiria

Suspiria, de 1977, é um clássico do horror mundial especialmente por ter consolidado a estética saturada e macabra do italiano Dario Argento no subgênero que ficou conhecido como “giallo” (amarelo, em italiano) e que começou a ser explorado em seu filme anterior, Profondo Rosso. Mas sua trilha sonora, composta pelo grupo de rock progressivo italiano Goblin, também é um marco não apenas no cinema de horror bem como na discografia da música pop de seu tempo – a obra mais concisa e autoconsciente de uma grande banda semidesconhecida e uma das melhores trilhas sonoras compostas por uma banda de rock. Por isso que Thom Yorke medrou ao ser convidado para fazer a trilha para o remake do clássico.

“Foi um processo estranho desde o início. Quando os produtores vieram me procurar, eu pensei que eles tinham enlouquecido, porque eu nunca tinha feito uma trilha sonora antes. E Suspiria é destas trilhas sonoras lendárias. Levei alguns meses para contemplar a ideia”, contou na sessão de estreia mundial do filme, no festival de Veneza, em entrevista à revista Hollywood Reporter.

“Era um destes momentos em sua vida que você quer fugir, mas que sabe que se você se arrependerá se fizer isso. Eu assisti ao filme original algumas vezes e eu o amei porque era daquela época, uma trilha sonora incrivelmente intensa”, continuou. “Obviamente Goblin e Dario trabalharam muito próximos quando o fizeram juntos. Mas era uma coisa daquela época e eu não poderia fazer referência a isso. Não havia sentido, a não ser que eu achei interessante a repetição de temas, o tempo todo. Parte da sua mente diz: ‘por favor, não quero ouvir mais isso’. E isso era muito bom. Há uma forma de repetição na música que pode hipnotizar. Eu ficava repetindo para mim mesmo que era uma forma de fazer feitiços.”

Yorke também contou que teve a participação do diretor italiano responsável pelo remake, Luca Guadagnino (o mesmo de Me Chame Pelo Seu Nome) e que foi influenciado pela música da época, inclusive o rock alemão. “Foi uma forma realmente cool de imersão em uma área que eu normalmente não iria sem permissões”. O filme será lançado mundialmente no início de novembro e Yorke já liberou uma primeira canção, a doce e tensa “Suspirium”.

Abaixo, o trailer da nova versão e a aterradora trilha sonora original:

Radiohead sobre Radiohead

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A convite do estilista Jun Takahashi, da grife Undercover, Thom Yorke e Jonny Greenwood dissecaram trechos de faixas clássicas do Radiohead, como “Spectre”, “Bloom”, “Glass Eyes”, “Everything In Its Right Place” e “Motion Picture Soundtrack”, para a trilha sonora do desfile do artista na semana de moda em Paris. É uma viagem…

Thom Yorke na passarela

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Com dez minutos, a faixa “Colored Candy” foi feita por Thom Yorke para a coleção primavera/verão 2017 da grife norte-americana Rag & Bone. Mas apesar dos vocais robóticos à la “Fitter Happier” lendo trechos do jornal Universal Sigh (que veio junto com a versão física do disco The King of Limbs), a música passa longe das experimentações mais ousadas do Radiohead, soando mais como um exercício solitário de gravação do que como uma composição mais sofisticada.

Radiohead e os segredos de “Daydreaming”

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O cineasta norte-americano Rishi Kaneria debruçou-se sobre teorias psicológicas, referências biográficas, citações discográficas e num subdiretório específico do Reddit para montar esse esplendoroso vídeo-ensaio sobre o significado do clipe e da música de “Daydreaming”, do disco mais recente do Radiohead, tanto num nível emocional e pessoal quanto crítico e artístico. Excelente, pena não ter legendas em português (mas se alguém quiser traduzir, é só publicar nos comentários):

Dica da Ana, ela mesma outra obcecada por teorias de conspiração e Radiohead a ponto de criar uma sua específica sobre o penúltimo disco da banda.