Como foi a terceira edição do Spotify Talks

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Mais uma edição incrível do Spotify Talks, sobre o papel da mulher na música brasileira, que eu apenas fiz a curadoria e deixei a mediação na mão da querida Kátia Lessa, que segurou bonito a discussão. Tivemos um contratempo em relação à presença da Ludmilla, que teve um problema de saúde e não pode vir, e foi substituída pela ótima Iza, que conheci no dia do evento. Ela, Negra Li e Daniela Mercury deram uma aula sobre postura feminina, conforme contou o Guga no Update or Die e você pode conferir na íntegra abaixo.

Spotify Talks #3: O poder feminino da música

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A terceira edição do Spotify Talks, série de debates sobre música que sou curador, acontece nesta terça-feira (com transmissão ao vivo através da página do Facebook do Update or Die) e desta vez vamos falar do poder feminino na música, reunindo três mulheres incríveis: Daniela Mercury, Negra Li e Ludmilla. A mediação também muda de gênero pois homem é coadjuvante nesta história e cedo meu lugar à querida Kátia Lessa. Vai ser demais.

O que muda no Prêmio Multishow 2012

Desde o início do ano, eu, o Bruno (meu compadre, sócio e pupilo, o responsável pela criação dOEsquema), o Pedro Garcia (que também é do Queremos) e o Dudu Fraga (da Talk Inc.) estamos em reunião com o Multishow pra tentar reinventar seu prêmio anual de música brasileira. Bruno foi chamado para dar pitacos sobre o que poderia mudar na atual edição do prêmio (a décima nona versão) e reuniu os quatro para assinar a consultoria criativa desta nova etapa do prêmio do canal.

Acreditamos que o desafio proposto foi acertado. Ampliamos o conceito de música abordado pelo prêmio – indo para além da MPB ou da música pop – ao criar o slogan “Música importa”, que trata do papel central que a música exerce nos dias de hoje (Bruno dirigiu uma série de vinhetas em que diferentes artistas falam deste assunto). Reformulamos também as categorias – artista revelação, melhor disco e melhor show são os principais prêmios do ano – e bolamos um formato em que o programa, portanto, os shows, fossem o principal tema da noite. As apresentações também reunirão diferentes espectros do que é a música brasileira hoje, em parcerias que reúnem nomes tão diferentes quanto Maria Gadú, Cícero, Michel Teló, O Terno, Thiaguinho, Gaby Amarantos, Ana Carolina, Erasmo Carlos, Arnaldo Antunes e Nando Reis, Agridoce, Paula Fernandes, Felipe Cordeiro e Ivete Sangalo (veja a lista completa dos shows aqui) – que também é uma das apresentadoras da noite, ao lado do Paulo Gustavo, que é apresentador do canal. A direção artística ficou por conta do Kassin.

A votação dos melhores do ano acontece em três etapa: há o voto do público, o voto do júri especializado e um outro que chamamos de Super Júri. Nesta tribuna, estarão reunidos, durante a premiação, um júri formado por André “Cardoso” Czarnobai, André Forastieri, André Midani, Katia Lessa, Marcelo Castello Branco, Miranda, Pablo Miyazawa, Pedro Seiller, Ricardo Alexandre, Roberta Martinelli e Sarah Oliveira. Eles decidirão os três principais prêmios durante a transmissão dos shows, em transmissão feita pela internet. Acreditamos que tão interessante quanto ver os artistas se apresentando é entender como funcionam os critérios que vão definir os principais artistas do ano. Uma pré-votação já foi feita e, entre os nomes que disputam as principais categorias, estão Cícero, Lucas Santtana, Gal Costa, Gang do Eletro, Marcelo Camelo, Tulipa Ruiz, Silva e Marisa Monte. O bate-boca vai ser bom!

O prêmio acontece amanhã a partir das 21h45 no Rio de Janeiro e será transmitido ao vivo pelo canal, consagrando a ótima fase da atual música brasileira.

Tulipa Ruiz + Lulu Santos

E a Kátia traz notícias fresquinhas sobre a Tulipa em sua coluna na revista da Folha:

Essa música promete. (E a foto é do Instagram dela, durante a gravação do novo disco.)

Soko 2012

E a Kakau pinçou o clipe novo do disco de uma das preferidas da casa – a Soko, que lançou I Thought I Was An Alien no início do ano, veja só.

Kakaos, Anorak, GoToHeaven e Defeito nOEsquema

Quem passou o mouse pela palavra “blogs” no cabeçalho do site durante essa semana deve ter percebido que ainda mais blogs estrearam no site. É isso aí: encerramos o ano com a estréia de quatro novos blogs, multiplicando o número de associados aOEsquema de quatro pra quinze. Onze blogs novos, onze cabeças novas – uma verdadeira seleção.

A Kátia Lessa foi um dos primeiros nomes que cogitamos quando resolvemos abrir OEsquema. Sempre grilamos com o fato de sermos quatro caras e termos o discurso naturalmente masculinizado, sem a sensibilidade característica do discurso feminino. O Kakaos fazia parte de uma frente que – como o Caracteres, o Olhômetro e o Patchwork – foi o primeiro time que escolhemos para tirar OEsquema do Clube do Bolinha – só que, na correria de fim de ano, Kátia só conseguiu fazer a mudança quase no natal. E a mudança inclui domínio novo. Portanto, é uma nova fase também para ela, que escreve na revista Sãopaulo da Folha e é uma das melhores repórteres de cultura e comportamento do Brasil.

Liv Brandão não estava entre os primeiros nomes porque seu Go to Heaven, que mantém há quase uma década, estava parado desde que entrou na equipe do Segundo Caderno do Globo. Viu a movimentação nOEsquema e nem precisou apelar para o pistolão natural – ela também é a senhora Arnaldo Branco -, pois conhecemos seu trabalho desde antes de ela conhecer o Arnaldo (o primeiro encontro dos dois, ora vejam, foi numa Gente Bonita que rolou na Fosfobox após o show do Bob Dylan no Rio de Janeiro). Rata de internet e viciada em cultura pop, ela é a caçula da nova leva, mas isso não quer dizer que ela seja a novata (o único novato dOEsquema é o Bracin).

Quem também aproveitou a mudança para reestrear o blog foi o mineiro Claudio Silvano, compadre de velhos carnavais e indie andarilho que já morou em lugares improváveis no Brasil mas voltou para sua BH há pouco tempo. Seu Anorak é um filtro fino de bom gosto em relação à música, design, fotografia, quadrinhos e nerdices digitais e só o falto de ter voltado a blogar já é motivo para comemoração.

E quem chegou quase no final de 2011 foi a Giovana Hallack, a Jô do 02Neurônio, que aproveita a mudança de casa para inaugurar um novo blog, o Defeito. Direto do Rio de Janeiro, ela flagra o dia-a-dia da cidade grande através da internet e vice-versa, sempre com a lente distorcida do jeito certo, como nos tempos do 02N.

Quatro novos blogs, onze novos nomes nOEsquema – e isso só nos últimos meses de 2011. Outros vêm aí, fiquem de olho. Mas só em 2012. Esperem e verão…

Como Kátia Lessa levou o artista plástico Biel Carpenter à capa do novo disco de Marcelo Camelo

Eis a capa de Toque Dela:

Camelo, via assessoria, explica:

“A pintura é do Biel Carpenter, artista que nasceu em Marília, interior paulista e que mora atualmente em Curitiba. Ele fez antes do CD e de eu tê-lo chamado. Eu o conheci navegando na internet, mais especificamente no blog da Katia Lessa, o Kakaos. Foi por causa desta pintura que resolvi chamá-lo. Coloquei a imagem no meu computador e ela foi ganhando força e significado à medida em que aprontava o disco. Depois o chamei para cuidar de toda parte gráfica do CD”

Kátia entrevistou o Biel sobre o assunto.

Três músicas que marcaram Tulipa Ruiz em 2010, por Kátia Lessa

Kátia perguntou, Tulipa respondeu. Muita good vibe junta, putamerda. E ela escolheu a deliciosa faixa-título do disco da Karina:

Uma da banda portuguesa Os Quais:

E “10% Cristão” do namorado dela, Rafael Castro:

Ela ainda aproveita pra indicar uma de 2011:

Bem na onda desses dias de sol.

Aurigae?

Kátia explica.

Lost por Kátia Lessa

No dia 8 de janeiro de 2007, entreguei a primeira das 4 listas de palavras que o amigo e então chefe Lucio Ribeiro havia me pedido para organizar para um Almanaque sobre LOST. Lembro que fiquei responsável por 15 termos que relacionavam a série ao Brasil, e 16 “termos não ligados a série”, ou seja, eu não explicava quem era Jack, e sim o verbete David Hume, ou Charles Dickens. Aos poucos, notamos como esse trabalho era complicado, porque afinal, como explicar John Locke ou Rousseau?

E essa foi a beleza da série. Mistério atrás de mistério, até fritar a sua cabeça com conexões deliciosamente perturbadoras e fazer com que os episódios virassem papo em mesas de bar, blogs que discutiam as referências secretas que surgiam a cada cena, ou até aulas de filosofia (eu tive uma, amigos).

Devo admitir publicamente que traí Lost duas vezes. Durante a terceira temporada troquei Jack por Dr. House, mas logo fui curada e em 3 dias, voltei para a ilha com a ajuda de uma maratona dos DVDs piratas do meu pai, que a essa altura estava tão viciado, que já tinha um fornecedor especialmente para essa entrega. Ninguém escapou.

Nunca vou esquecer o dia em que fui fazer uma reportagem sobre refugiados haitianos na República Dominicana. Eu não falo francês, nem creole, e o contato estava difícil. Mas na minha mochila tinha um botton (nerd) da Dharma, com o número 42, e um dos caras da comunidade reconheu, apontou e disse: LOST. Vai entrar no avião depois disso…

E mesmo sem ter visto nenhum dos episódios dessa última temporada, estou ansiosa pelo final. A rede de informações em torno da série é tanta, que foi possível acompanhar os acontecimentos depois de desviar da rota, e ficar desconectada do mundo (projeto Kaos unplugged). Nesse 23 de maio, o show acaba, muitos dos mistérios continuarão indecifráveis e nós é que vamos ficar um pouco perdidos. Aliás, Matias, se quiser tomar uma cerveja na madruga de terça horário costa leste de baixar a série semana que vem, liga ae. Existe vida após a Ilha (acho).

* Kátia Lessa é a rainha do Ka-kaos – e a cerveja eu já declinei, porque eu não bebo cerva.